Sunflowers e a sua caminhada até ao Castle Spell

Era uma vez dois girassóis portuenses que tinham dois braços e duas pernas, uma guitarra e uma bateria, o dom de tocar e de meter toda a gente a mexer. A lenda conta que estas duas flores criaram melodias barulhentas que faziam qualquer um abanar a cabeça até a perder e de moches transpirados e até de ossos partidos e que gostam de tocar e viajar pelo mundo. Um dia começaram a criar música para meros mortais no mundo real como eles. Mas no Olimpo, estes dois girassóis já fazem companhia aos deuses do rock ao jantar.

O Carlos e a Carolina (Sim, estes girassóis têm nomes. Suck it Gogh!) decidiram em 2014 que seria uma boa ideia começar a lançar música. Música com muito barulho como o livro de regras do Rock manda. Começaram com um EP muito “DIY “ onde plantaram as sementes do que seria o seu futuro e ainda meterem dois covers (Ramones e Descendents) para realmente percebemos onde “isto” iria parar. Como estes dois não conseguiam parar, lançaram a música “Mama Kim” como um presente de ano novo em Janeiro de 2015 que viria a ter companhia em Fevereiro no EP “Ghosts, Witches and PB&Js”. Foi nesse preciso momento que percebemos quem eram os The Sunflowers, mas a história não ficou por aqui. Depois de abrirem os olhos a algumas pessoas (ouvidos neste caso, não?) e de “passearem” por Portugal e arredores (HOLA HERMANOS/AS!) lançaram o que seria o seu passaporte para passar os Pirenéus para que o resto do povo pudesse fazer o que nós já tínhamos feito: DELIRAR COM MALHAS BEM FOD# DA VIDA, OH MANOS/AS!

“The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy”. O primeiro álbum e foi a primeira vez que tivemos mais do que 5 músicas dos girassóis de uma assentada. Com a ajuda do Charlie, de zombies e de pizzas, subiram de patamar de banda alternativa undergorund para a lista de melhores álbuns do ano, bandas novas mais faladas e ainda percorreram Portugal Norte a Sul e não só! África do Sul, França, Alemanha, Itália, Dinamarca, Suiça, Holanda e Suécia tiveram a oportunidade de ouvir toda a discografia e ainda tiveram uns extras do novo álbum, e agora, É A NOSSA VEZ!

a3084997404_10

Castle Spell vai sair num inverno muito frio em terras lusas, mas de certeza que este álbum vai aquecer corações, ou até corpos, de alguns lusitanos.

(Para mais informações sobre como aquecer a alma e o corpo com este álbum, é favor visitarem a página do Facebook dos Sunflowers onde vão conseguir descobrir as datas e locais onde esta banda vai passar)

*CLIQUEM NO NOME*

Este álbum é mais sério do que o seu antecedente e, spooky, tem uma linha paranoica. Como o título da música “Monomania” refere, “Castle Spell” é como uma paranoia na qual o paciente tem uma única ideia ou tipo de ideias. Os Sunflowers só sabem fazer uma única coisa: coleções de música, sejam EPs ou LPs cheios de fuzz, reverb, distroções e tudo o que é bom e barulhento. É como ir a um buffet de massas em que provas um pouco de tudo, mas que afinal, estás sempre a comer massa. E eu adoro massa!

Neste álbum acordamos logo com a “The Siren”, que é seguida pela sombria música que partilha o seu nome com o nome do álbum “Castle Spell”. Depois desta “introdução” somos surpreendidos com alguns throwbacks externos e internos. Do primeiro álbum com “Signal Hill” (relembrando a Mountain) e no mesmo álbum um tipo de ligação entre a “Castle Spell” e a “A Spasmatic Milkshake”. Mas as surpresas não acabam aqui! Temos um “The Maze” com o ato 1 e 2 (será que é para continuar?) e um instrumental conhecido, e neste caso melhorado, em “Surfin With The Phantom” que não deixa qualquer ser vivo com ouvidos e cérebro sem abanar qualquer parte do corpo. Antes desta visita acabar com “We Have Always Lived in the Palace”, passamos por um cemitério (“Grieving Tomb”) e saímos de lá com um nascer de sol um pouco preguiçoso. (“Sleepy Sun”)

Mas afinal quem são os Sunflowers?

Bem, são um casal do rock que não querem saber se “o rock morreu” e se x ou y disseram que eles são muito barulhentos, desafinados, estranhos ou irrequietos. Só estão aqui para fazer o que gostam e para assustarem as avós com a sua música. Sem esquecer o mais importante, o Carlos e a Carolina metem o pessoal orgulhoso, feliz e com dores de pescoço.

 

 

Bandcamp

Instagram

Youtube