Editors + Balthazar @ Coliseu dos Recreios

Editors + Balthazar @ Coliseu dos Recreios

Já ando há algum tempo para publicar esta review, mas mais vale tarde que nunca, e, dizem os antigos, é sempre bom recordar!

editors-5

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Cada pessoa tem a sua forma de ver a vida: o copo meio-cheio ou meio-vazio. Neste caso, e decerto por questões monetárias o pessoal por estes lados decidiu : ‘Pronto, não vou voltar a ver a mesma banda que vi três meses atrás!' E a esta afirmação digo: ERRO! Mas foi o que se viu, um coliseu meio preenchido, maioritariamente com pessoas que não tiveram disponibilidade para ir ao Alive. Uma faixa etária que nada se compara à do festival. Aqui havia fãs de Editors, fãs de todas as idades. Uns minutos antes da abertura das portas viam-se cerca de vinte pessoas à espera na fila para assegurar o seu lugar na primeira fila para ver a banda britânica. No público, pessoas que saíram do trabalho, foram jantar e depois foram para o coliseu nas calmas (eu não me encaixo de todo neste grupo – um concerto para mim é como se fosse um feriado nacional). A primeira parte do concerto ficou a cargo dos belgas Balthazar. Houve alguém que no fim do concertos afirmou: “Isto foi tipo Mumford & Sons” - o quê? Nada disso. Tirando as harmonias feitas pelos dois vocalistas, Maarten e Jinte, não há parecença nenhuma com o Sr. Mumford e os seus filhos. Talvez mais correcto seja dizer que são uma fusão de Foals e Two Door Cinema Club com lados mais dark e a apelar para introspecção. Foi um concerto muito bom para uma banda que se estreia em terras lusas. A música é no entanto bastante agradável, talvez boa suficiente para mostrares àquele teu amigo hipster que critica tudo o que lhe pões à frente. (Se quiserem ouvir Balthazar comecem no

Applause

, álbum de 2010, singles como 'Fifteen Floors' valem a pena ser ouvidos)

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Os fãs de Editors apoderam-se da primeira fila sempre com imenso entusiasmo e a bandeira portuguesa da praxe. Estou acostumada a ver mais ou menos as mesmas pessoas a dominar a primeira fila dos concertos, mas desta vez a diversidade estava instalada. Agora imaginem este cenário: Ponte de Brooklyn. Fim de um filme independente protagonizado talvez pela Zooey Deschanel ou qualquer uma dessas atrizes que fazem um cool guy perder o controlo. Qualquer música de EDITORS encaixa no fim épico desse filme em que os dois amantes se encontram no meio da ponte e fazem juras de amor eternas. Ah, e note-se...Neste final há alguém a correr em câmara lenta ao som da música.

editors-2

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A atmosfera que se viveu neste concerto foi maravilhosa e peculiar. Havia público de todo o tipo, tipos acima dos 40 anos que estavam a curtir o concerto com danças espectaculares e amplas que faziam lembrar passos de dança dos anos 80; três goths, que, sinceramente, nunca vou perceber se gostaram ou não do concerto; e para minha surpresa, talvez devido à parte épica de todas as músicas tocadas, viam-se bastantes casais apaixonados que estavam numa date night de meio da semana. Editors entraram com a arrebatadora

Sugar

, e o público recebeu com todo o carinho Tom Smith e a sua banda (todos eles em magníficas silhuetas que surgiam por entre o fumo). Tom Smith lidera o grupo, sem qualquer dúvida, embora pouco falador, tudo o que tem a transmitir, expressa através do movimento do seu corpo, uma presença hipnótica que consiste em rodopios e trepar para pianos (ninguém me tira da cabeça que ele se foi inspirar nos moves do Chris Martin dos Coldplay). Mesmo com o já tão referido coliseu meio cheio, Editors deram um espéctaculo como era de esperar, afinal, eles andam nisto há algum tempo! Num set de 21 músicas, foram capazes de fazer o equilíbrio entre os famosos temas antigos e também os menos aclamados mais recentes, permitindo uma experiência de

going down memory lane

, da carreira dos Editors.

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Isto de ver Editors foi mesmo estranho, já no Alive foi! Não sei porque raio, associo Editors à minha vida na Medicina, talvez porque um dos primeiros singles que ouvi foi “Smokers Outside Hospital Doors” e...toda a gente fuma em Medicina. Eu sei, isto foi tremendamente aleatório. texto de Joana Paiva, fotos de Ana Viotti

Foals + Everything Everything @ Coliseu dos Recreios

Foals + Everything Everything @ Coliseu dos Recreios

Miles Kane @ TMN ao Vivo

Miles Kane @ TMN ao Vivo