Vodafone Mexefest | 30 de Novembro

Vodafone Mexefest | 30 de Novembro

O segundo dia foi uma aventura, para dizer o mínimo. Depois do dia anterior, cansativo mas tão divertido que o cansaço foi ignorado, o segundo dia não ia ser diferente.

Depois de – com muito sono – prepararmos o trabalho do dia, rumamos ao São Jorge para iniciar uma série de entrevistas até à hora dos concertos. Para nós, este dia iniciou-se, à semelhança do anterior, às 15H00.

Finalmente tocavam as oito badaladas! Estava na altura a música – e a correria – começar!

Começamos na Casa do Alentejo, com os

Ciclo Preparatório

. Do pouco que vimos, o que nos salta à vista é o estilo compostinho de vestir à betinho de Lisboa. Com uma pop ainda pouco definida, mas que recorre muito à sonoridade da pop portuguesa dos anos 80, os Ciclo Preparatório esforçaram-se – um deles até tocou baixo com um pé engessado – para agradar a uma sala cheia que lhes respondia com alguns aplausos.

Saímos da magnífica sala da Casa do Alentejo e seguimos para a Igreja São Luís dos Franceses onde

Moonface

iniciava a sua jornada musical. A sua música, melancólica, triste, parece adaptar-se perfeitamente à atmosfera da igreja, com recurso a apenas um piano de cauda – e um copo de cerveja, sempre ao lado, como se da sua musa se tratasse – sentimo-nos como se Moonface tivesse revelado um segredo íntimo a cada música que interpretava. “November 2011” foi uma das músicas que se destacou da set, do álbum “Julia with Blue Jeans on”. Este ambiente deixou-nos a desejar ouvir mais de Moonface, mas para a próxima com um bocadinho mais de luz.

Depois de uma experiência pseudo-transcendente que foi Moonface, dirigimo-nos calmamente para o Coliseu dos Recreios onde

Daughter

estavam quase a entrar em palco. Inicialmente projecto a solo de Elena Tonro, agora conta com mais dois elementos: Igor Haefeli na guitarra e Remi Aguillella na bateria. Uma estreia por terras lusas que contou não só com um coliseu cheio de fãs e curiosos para os receber, mas também com a presença de alguns dos artistas que actuaram no festival, também na audiência. Daughter são muito bons em álbum, e tal como eu, muita gente receava que eles não fossem tão bons ao vivo. Bom, provaram que eu não tinha razão nenhuma para duvidar das suas capacidades! Um

indie rock

melancólico, com letras com poucos rodeios, são interpretadas dramaticamente pela voz feminina e doce de Elena.Músicas como “Youth” e “Smother”, dois dos maiores 

hits

 de Daughter, foram acompanhadas em uníssono pelo público, que se monstrava entusiasta em todas as músicas. Cheira-nos a festival, não?

Ready, Set, Go!

 Agora era altura de subir, pela enésima vez, a Avenida da Liberdade até ao São Jorge, que ia receber agora 

Erlend 

Ø

ye

 . Este, a par de Savages, Woodkid e Daughter, era sem dúvida alguma um dos artistas mais aguardados do festival. Com uma figura característica, alta e magra, Erlend apresenta-se aos portugueses com uma postura descontraída – que seria necessária depois de todos os precalços que aconteceram naquele espéctaculo. Depois de alguns temas a solo, Erlend chama Viktor ao palco para tocar flauta transversal e clarinete, e aqui começaram os problemas (não por causa do pobre Viktor, obviamente) – o microfone estava constantemente a cair. Constantemente! Mais tarde, juntou-se Maurício, o guitarrista, italiano, que não pescava nada de inglês. Erlend, mesmo depois de todos os problemas técnicos, encantou uma plateia que estava ali para o receber de braços abertos. Músicas como “Grande, grande, grande”, homenagem à sua nove residência em Sicília deixaram um sorriso no rosto de qualquer pessoa que assistia a Erlend, Viktor e Maurício. 

A curiosidade falou mais alto, e antes de Erlend

Ø

ye esgotar o seu tempo em palco, dirigimo-nos a

high speed

até ao Hotel Florida para ver

Tropics

. Música

chill out

da autoria de Chris Ward, vocalista e teclista, acompanhado de Morgan Hislop na bateria e Keith Vaz no baixo, criou um ambiente perfeito de final do dia. “Home and Consonance” é uma daquelas músicas que se nota que foi escrita após um desgosto amoroso, e a voz de Ward traduz isso, com uma doçura tal, que deixa toda a gente, homem ou mulher, rendido à música do trio (A Ana até teve que fotografar da varanda, tão cheia que estava a sala).

Nos planos estava ainda o concerto de

Oh Land

! Um dos que nós mais queríamos ver, mas infelizmente, e por complicações não conseguimos ver. Mas para compensar esta falha, temos uma entrevista com a querida Nanna, que vai sair em breve!

No entanto, ainda fomos gastar os últimos cartuchos de energia (não eram muitos mas se é para aproveitar é para aproveitar!) para o Coliseu dos Recreios, onde desde as 23:00 estava a decorrer o mega

D.I.S.C.O. Texas Picnic Live

!

E foi assim mais um

Vodafone Mexefest

! Parabéns à organização. Para quem quer conhecer novas bandas, não há melhor festival para o fazer! Se nunca foste, para o ano não percas! Se és um cliente assíduo, bem, não tenho nada a dizer!

texto de Joana Paiva/ fotos de Ana Viotti

Liam Fray (Courteeners) em Entrevista

Liam Fray (Courteeners) em Entrevista

Vodafone Mexefest | 29 de Novembro

Vodafone Mexefest | 29 de Novembro