The Veils @ Musicbox

The Veils @ Musicbox

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Desta vez o Side Stage decidiu fazer uma abordagem diferente às reviews de concertos. Decidimos compilar uma lista com os momentos mais importantes da noite de sábado, 28 de Março no MusicBox, onde pudemos ouvir pela primeira vez ao vivo os The Veils. Ritmos marca-passo com botas texanas, histórias de músicas sobre comer em Lisboa, músicas novas sobre a morte (figurativa?) de um animal, baquetas partidas, microfones deitados ao chão… A celebração de mais uma noite magnífica.

Aquele momento em que…

- O MusicBox estava cheio e não houve “espaço da vergonha” em frente ao palco. 

- Finn – o vocalista - cantou os primeiros versos da “Train With No Name” e nós pensamos  instantaneamente: “Isto vai ser muito bom!”. Eles têm uma energia muito latente pela banda toda. Via-se claramente a amizade que já é longa

- Raife – o baterista - partiu uma baqueta em quatro pedaços. É um baterista firme e violento, com uma forma de tocar tão intensa que é hipnotizante. Wow.

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- O Finn não sabe se há-de beber água ou cerveja e optou pela cerveja, que sejamos sinceros, é a decisão certa.

- O Dan provou que é um guitarrista espectacular. Tiremos dois segundos da nossa memória para recordar os momentos de feedback irascível que aquele homem nos proporcionou.

- Sophie - a baixista - ritmava a música batendo com o tacão das suas botas vermelhas no chão, fazendo ecoar um dos instrumentos mais interessantes dos The Veils. (Fica também a nota de que a Sophie está na nossa lista de girl crush de bandas. Aquela rapariga toca tanto que até dói!)

theveils-6

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- O Uberto ou Ubi - o teclista- e provavelmente a pessoa com o cabelo mais fabuloso da banda, tem de dividir a atenção entre dois teclados e a sua namorada, que estava algures no público.

- O Finn encerrava o punho e batia no corpo da guitarra como se fosse o bater do seu coração. Mágico.

- Eles tocaram uma música sobre comer polvo em Lisboa. Sim, polvo. Foi um dos momentos mais hilariantes, mais random e mais queridos do concerto. Apaixonaram-se pelo animal o que se pode fazer, devia estar mesmo bom.

- Perguntaram ao público que música queriam ouvir e felizmente a resposta não é “The Leaver's Dance”. Obrigada público português. A escolha foi ‘Pan’ do álbum Nux Vomica.

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- Tocaram uma música nova sobre um cavalo a morrer. Um introdução nada tenebrosa.

- O Finn volta para o encore e presenteia-nos com uma música a solo. Óptimo momento para recarregar energias para o fim de concerto sonoramente mais louco dos últimos tempos.

- Eles estavam num lugar tão transcendente que nós queremos ir para o palco também, finalizar a festa com eles (embora fosse humanamente impossível, nem eles cabiam bem no palco)

- Nos perguntávamos como é que no dia seguinte eles iriam tocar para “gente sentada”. Ninguém quer estar sentado em frente aos The Veils.

- Tocaram a “Through the Deep Dark Wood” e houve um headbanging geral no público. Tal como na “Jesus For The Jugular”.

- A voz do Finn tanto soa a Jack White como a Bono, David Bowie, Nick Cave ou David Byrne. Só o mix de alguns dos nossos músicos favoritos… que receita deliciante. No fundo ele soa a Finn, é essa a verdade.

- Nós temos a certeza absoluta que os queremos ver de novo. Num palco maior. O mais rápido possível por favor. Fica a dica promotoras de festivais. 

texto de Joana Paiva e Ana Viotti // fotos de Ana Viotti

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This time, Side Stage decided to change things up a little bit in terms of gig reviews. We decided to make a list of the most important moments of last saturday night, March 28th at MusicBox, where we saw The Veils live for the first time. Rhythms with texan boots, stories about eating in Lisbon, new songs about the (figurative?) death of an animal, broken drumsticks, microphones tossed to the ground… The celebration of a magnificent night.

That moment when...

- MusicBox was packed and there wasn’t the traditional “Empty shame space” in front of the stage.

- Finn - the lead singer - chanted the first verses of “Train With No Name” and we instantly thought “This is gonna be good!”. They have such a great energy together, you can feel they’ve been friends for a long time.

- Raife - the drummer - broke a drum stick in four pieces. He’s a firm and violent drum player, with an intense way of playing. It’s hypnotizing. Wow.

- Finn wasn’t sure if he needed water or beer and he chose the beer, and let’s be honest: it was the right choice.

- Dan proved to be an amazing guitar player. Let’s take a couple of seconds to remember the fervorous feedback that that man provided us.

- Sophie - the bass player - slammed the heel of her red boots on the ground, echoing one of the most interesting instruments of The Veils. (Note that Sophie is on our band girl crushes list. She’s such a great bass player it hurts!)

- Uberto or Ubi - the keyboard player - probably the guy with the most fabulous hair in the band, divides his attention between the two keyboards and his girlfriend, somewhere in the audience.

- Finn closed his fist and beat on the guitar body like it was his heartbeat. Magic.

They played a song about eating octopus. Yes, Octopus. It was one of the funniest, random, sweet moments of the show. They really fell in love with the animal, it sure tasted good.

- Finn asked the audience what song they wanted to hear and fortunately the answer wasn’t “The Leavers Dance”. Thank you portuguese audience. The choice was ‘Pan’ from Nux Vomica.

- They played a new song about a dying horse. A dark introduction.

- Finn came back to encore and played a solo song. A great moment to recharge the batteries for the end of the gig, the wildest ending from the last couple months.

- They were in a transcendent place and we wanted to join them onstage to finish the party with them (even though it was humanly impossible, they barely fit on the stage themselves)

- We were asking ourselves how were they going to play for “seated people” the next day. No one wants to be seated in front of The Veils playing.

- They played “Through The Deep Dark Wood” and there was a general headbanging in the audience. Just like in “Jesus For The Jugular”.

- Finn’s voice sometimes sounds like Jack White, or Bono, David Bowie, Nick Cave or David Byrne. A mix of some of our favorite musicians… what a delightful recipe. At the end of the day he sounds like Finn.

- We’re pretty sure we wanna see them live again. On a bigger stage. As soon as possible please. wink wink to the Festival Promoters.

words by Joana Paiva and Ana Viotti // photos by Ana Viotti

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