Time For T. @ Sabotage Club

Time For T. @ Sabotage Club

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’Abraços’ e ‘Boas Vibes’ acho que são as palavras chave da passagem dos Time For T. em Lisboa. 

Abraços. Ok já lá vamos. 


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Tivemos oportunidade de os acompanhar a descarregar o material do Bobby (valente e fiel carrinha que os tem guiado nesta tour). Sim nós ajudámos, transportar um tapete e um par de tripés conta ok? Enquanto se preparavam para fazer soundcheck, o Tiago, em tom de brincadeira pergunta: “Querem ir dar abraços para a rua ahaha?”. “Claro!!”. E lá foram as Side Stage Girls para as ruas do Cais do Sodré oferecer abraços em nome dos Time For T. 

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=kw5J7LheGpo&w=560&h=315]

O concerto começou com 1h30 de atraso, ao contrário da pontualidade britânica a que estão habituados. Não faz mal, mais tempo para conversas e abraços a fãs, amigos e a quem quer que os aceitasse.

VENUE :: SABOTAGE CLUB

Embora gostem de espaços intimistas, o palco do Sabotage é mesmo pequeno para eles. Já viram quantos são? 6! Nunca mais acabam! [e aquele pilar meio à esquerda já nos estava a dar nervos!]. Enfim, o facto do palco ser baixinho permitiu uma óptima e (bem) próxima ligação com o público.

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PÚBLICO ::

Era visível que havia muitos amigos da banda, principalmente na primeira fila (eles eram intensos!). Aquele concerto não aconteceu só em palco, foi quase uma performance artística entre os músicos, o público que dançava como se não houvesse amanhã e câmaras analógicas e instantâneas que disparavam aqui e ali. Foi uma experiência, mais do que um simples concerto.

As músicas com mais sing-along foram a Phone Sex e a Free Hugs, obviamente. Nesta última, o Tiago propôs uma corrente de abraços [que correu tão bem em Coimbra], no entanto o resultado foi um gigante abraço trapalhão que envolveu toda a audiência num só. Acho importante relembrar também, o momento em que o Tiago pede “desculpa pela gritaria” após a Tornado. Gritem tudo o que quiserem, é sempre genial quando o fazem.

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A BANDA ::

A parte mais importante da noite. 

Foi uma celebração luso-hipânico-suiço-britânica, se o conceito de world music se aplica a alguém, é certamente aos Time For T. Cada um traz a sua influência construindo um som e espírito muito próprio, descontraído e acessível, que põe qualquer um de bom humor. 

O Tiago foi anfitrião, por ser (kind of) português, mas temos que parar para falar do Juan. Para além de não saber combinar meias (who cares, he still looks cool) não há ninguém no mundo (atenção NO MUNDO) que sinta tanto a música com o corpo como o Juan. É absolutamente fascinante de ser ver… Contagiante. Tudo fazia sentido, quando o Josh saltava para o estrado da bateria do Martyn e assim se criava a fusão perfeita entre bateria/baixo, que nós tanto adoramos (com o prémio de melhor cabelo para o Josh, sempre!). Harry. Os solos saltitantes do Harry, uau! Quem diria que haveria tanto noise nesta banda de folk, é fantástico! Temos também o Oli, que parece o mais contido e discreto, mas a magia das teclas é a cereja neste bolo dos Time For T. 

No pseudo-encore, após longo set (yeah!), Tiago ficou sozinho no palco e cantou “A Crise” num momento de tugas para tugas, que puxou bastante pelo público, não fosse a primeira fila, o cast quase completo do videoclip desta música.

Pensamos nós que o sol e boa onda está aqui em Lisboa, mas afinal o pessoal de Brighton é que sabe!

texto de  Ana Viotti // traduzido por Joana Paiva//  fotos de Ana Viotti

We had the opportunity of watching Time for T. loading off their material from Bobby (the trustworthy and faithful van that has been a valuable support throughout this tour). But we didn't just watch! Yes, we helped, we carried a rug, a pair of tripods and even a guitar! Impressive, hey? 

While the band was getting ready for soundcheck, Tiago - clearly kidding - asked: "Do you guys want to give free hugs on the street?" and, as you can imagine, we said yes. Who says no to hugs? And there we went, the Side Stage Girls to Cais do Sodré to give hugs in the name of Time for T.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=kw5J7LheGpo&w=560&h=315]

The concert started an hour and a half past the scheduled hour, unlike the british punctuality they're used to. It's fine though, this way there was more time to chat and give hugs to fans, friends and whoever wanted them.

VENUE :: SABOTAGE CLUB

Although they like small and intimate venues, the Sabotage Club's stage is really small for them. Did you count them? 6! It's a big band! (And that column on the left, right on the stage was annoying us beyond measure!). Nonetheless, the fact that the stage wasn't high made up for it because it created a bigger connection between the band and the audience.

AUDIENCE ::

Anyone could see that there were many friends of the band at the venue that night, specially in the first row (they were intense!). That concert didn't happen only on stage, it was almost an artistic performance between musicians, the audience -that danced like there was no tomorrow and  the analog and instant cameras that flashed here and there. It was an experience, more than a concert.

The songs that deserved the biggest sing-a-long were Phone Sex and Free Hugs, obviously. In the last one, Tiago suggested that the audience did a chain of hugs (that worked like a charm in Coimbra), however here in Lisbon, it resulted in a big, messy hug that involved everyone in the audience, so much love! I think it's important to remember the moment in which Tiago said "sorry for all the screaming" after Tornado. Scream as you may, it's always genius when they do that.

THE BAND ::

The most important part of the evening.

It was a portuguese-spanish-swiss-english celebration, and if the concept of world music applies to anyone, it definitely applies to Time For T. Every single member of the band brings their influence building a sound and spirit that's very particular, relaxed and down to earth that puts a smile in the face of everyone who listens to the music.

Tiago was the host - him being almost, kind of portuguese - but we have to stop for a second and talk about Juan, that despite not knowing how to match his socks (who cares, he still looks cool) there's no one in the world (attention here IN THE WORLD) that feels the music in his body in then way he does. It's unbelievably fascinating to watch. The whole set was electric. Everything made sense, when Josh jumped to Martyn's drums platform and  created a perfect fusion of bass and drums that we love so much (best hair ever goes to Josh by the way). Harry and his awesome jumping on the edge solos, wow! Who knew that a folk band could make so much beautiful noise?! It's fantastic! We also have Oli, that seems the most discrete and contained of the band, but the magic on those keys is the cherry on top of the cake when it comes to Time For T.

 In the little sort of encore after a long set (yeah!), Tiago was alone on stage and sang "A Crise", in a moment from portuguese to portuguese that made the audience really flip - of course they went crazy - the first row was almost the entire cast from the music video of that song.

We probably think that the sun and the good vibes are here in Lisbon, but as it turns out, people from Brighton might know best!

written by Ana Viotti // translated by Joana Paiva // photos by Ana Viotti

The Veils + Time For T. + East India Youth

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The Veils @ Musicbox

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