The Neighbourhood @ Armazém F

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[sroll down for the english version]

Dia do trabalhador. Feriado. Ora, isto só significa uma coisa. Não há aulas e as filas começam a ser formadas antes daquilo do que as pessoas considerariam normal. Mas há alturas em que os fins justificam os meios (dizem alguns).

Era a estreia dos The Neighbourhood e ninguém estava à espera daquela recepção. Nem eles próprios, confessam.   A fila que dava a volta ao Armazém F (ainda recuso acreditar que é este o nome! Estou em negação - estilo acordo ortográfico - só escrevo sem 'c' quando me obrigarem!) estava repleta de raparigas (e alguns rapazes - muito poucos) de 15/16 anos que ansiavam pela chegada da banda californiana que escreve o nome da forma britânica. Como eles acrescentam o 'u' em Neighbourhood, eu recuso-me a tirar o 'c' em faCto.

Mas agora, vamos a faCtos concretos: O hype à volta desta banda era bem visível pela quantidade de gritos que agitavam as cordas vocais do público presente. E mal eles entraram houve um aumento exponencial de decibéis. Os The Neighbourhood, que afinal não são a preto e branco - apresentaram-se all B&W (tcharam!) e com muita vontade de animar os que esperaram (alguns fãs, muitas horas) pela estreia em Portugal.

Os strobes marcaram o início do concerto - flashes de luzes faziam com que a vestimenta dos rapazes ganhasse toda uma outra dimensão. A imagem é algo muito bem pensado (e usado e abusado) nesta banda. Da Califórnia chegaram estes rapazes: Jesse Rutherford: Vocalista - o que recebe mais atenção - síndrome do vocalista - a voz suave, cópia do álbum, não desafina de forma alguma. A técnica é visível e não de quem está nisto há meia dúzia de meses! Zach Abels: Guitarra - o cabelo deste rapaz é algo notável. E a sua mestria na guitarra também. Só tivemos um problema - aquela camisola era demasiado comprida! Mikey Margott: Baixo - "O MÚSICO DA NOITE" - sem dúvida. O baixo estava tão poderoso que roubou o protagonismo a qualquer outro instrumento em palco. Jeremy Freedman: Guitarra - o menos interactivo da banda em palco, nota-se que há um pequeno nível de self awareness diferente dos restantes rapazes, mas igualmente bom no seu trabalho. Brandon Fried: Bateria - QUEM TOCA COM UMA BATERIA ALUGADA QUE DEIXOU DE FUNCIONAR E NÃO TINHA PLANO B - É O REI! PONTO FINAL.

Faixa Etária: 16A-24A Quando: 1 de Maio de 2014 Keywords: strobes, preto, branco, bandana, califoUrnia, bateria partida, rap impromptu. "Silver" e "Female Robbery" iniciaram um concerto cantado pelos dois lados. O público sabia TODAS as letras de TODAS músicas. Não é supreendente. Em "Everybody's Wacthing Me (Uh Oh)" os gritos fizeram-se ouvir além fronteiras, sempre comandados pela voz suave e movimentos sensuais de Jesse Rutherford. "Let it go" ia começar de forma tão ÉPICA que Brandon, o baterista, deu cabo da bateria, o que levou a um momento que podia ser muito awkward mas foi melhorado pelo rap de Jesse Rutherford, que voltou às antigas origens pré indie. Todas as músicas de Neighbourhood tem uma atmosfera chill cobertas de um pó melodramático que acaba por estagnar a meio do concerto. "Jealousy", "W.D.Y.W.F.M?" e "Baby come home" encaixam-se nesta descrição perfeitamente.  "A little death", uma das músicas mais antigas da banda, "Lurk" e a nova música "Birth" - que continuam o tema anterior, mereceram vários gritos e palmas do público, mas nada como... ... "Sweater Weather" e "Afraid" - os singles com mais airplay da banda deitaram a casa abaixo. E mostraram ser as mais conhecidas pelo público que chegava a abafar a voz de Jesse. O concerto foi um bom concerto de estreia, mas algo terá de ser mudado porque um início e um fim ÉPICO merecem um desenvolvimento à altura. Eles vão voltar. Mas não se esqueçam das matizes de cinzento porque... ...Nem tudo é Preto e Branco!  

[English Version]

Labour day.

National Holiday.

So, this can only mean one thing. There are no classes and the line for the concert by the venue start earlier than what some people would consider to be normal.

But there are times when the end justifies the means (some say)

first concert and no one was expecting that warm welcome - not even them - they say.

The line that went around the venue Armazém F (I still refuse to accept this is the name!) - was filled with fifteen year old girls that waited not that patiently for the Californian band that writes their name in an english way. If they write neighbourhood adding an 'u' I feel I can write facts with a 'c' - let's not get into portuguese politics.

But now, let's talk facts!

The hype around this band is very clear - the only thing you have to do is listen to the amount of screaming that went through the vocal chords of the audience. And as soon as they entered the stage, there was an exponential increase of decibels.

The Neighbourhood, are not black and white in real life, after all - but their clothing was (surprise! suprise!) and they came in with a huge will to entertain the haundreds that waited for them for hours!

Strobe lights marked the beggining of the gig - light flashes made the boy's clothing gain a whole other dimension. Their image is very well thought (and used and abused) in this band.

Staright from California we have:

Jesse Rutherford: Lead Singer - the one who gets all the attention - lead singer syndrome - the soft voice, album-like, that doesn't crack in any way. The technique is visible and it comes from a person that has been doing this all his life.

Zach Abels: Guitar - this guy's hair is somewhat amazing. And his guitar mastering as well. We only had one little problem - that shit is way to long!

Mikey Margott: Bass - "Musician of the Night" - without a doubt. The bass was so powerful that stole the protagonism from the others easily.

Jeremy Freedman: Guitar - the less interactive member of the band on stage - self awareness is different from the other guys' - however the work they do is incredible - despite of their age.

Brandon Fried: Drums - WHO PLAYS WITH A RENTED DRUM KIT THAT STOPPED WORKING AND DIDN'T HAVE A PLAN B IS THE KING! PERIOD.

Age: 16-24yo

When: 1st May 2014

Keywords: strobes, black, white, bandana, Califounia, broken drum kit, impromptu rap.

"Silver" and "Female Robbery" started a gig that was sung from both the band and the audience. From start to finish. Everyone knew all the songs. It's not surprising. In "Everybody's Watching Me (Uh Oh)" the screaming was heard beyond borders, commanded by the moves and notes drawn by Jesse Rutherford. "Let it go" was going to start in such an Epic way that Jeremy, the drummer completely ruined the drum kit - what lead to a potentially awkward situtation that could be awkward - that Jesse improved by rapping is soul out.

Every song by The Neighbourhood has a chilled atmosphere covered with a melodramatic that ends up by staying still during the concert.

"Jealousy", "W.D.Y.W.F.M?" and "Baby come home" fit the description perfectly.  "A little death", one of the oldest songs by the NBHD , "Lurk" and the new song "Birth" - continue the last theme, deserved several screams and claps from the audience, but nothing like...

... "Sweater Weather" and "Afraid" - the singles with more airplaytotally brought the house down to flames! And proved to be the more known songs - the audience was more audible than Jesse most of the time.

The gig was very good for a first show in Portugal, but something has to be changed because an EPIC beggining and end deserve a development of the same caliber.

They are going to come back, but don't forget the 50 shades of grey because...

...Not everything is black or White!

texto de  : Joana Paiva // desenho: Pedro Paiva / / fotos de: Ana Viotti words by : Joana Paiva / / drawing by: Pedro Paiva / / photos by: Ana Viotti

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