Skip&Die @ MusicBox

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group_boat

Estava dado o grito de abertura da noite quando Gino, de vuvuzela na mão, anunciava a chegada dos Skip&Die à ribeira cor-de-rosa. Atracou num cais conhecido por MusicBox. Lá, dezenas e dezenas de locais à espera para os ver. Reza a lenda, que o Navio Skip&Die viaja por mares, montanhas, cidades e selvas recolhendo influências para as suas composições musicais. Diz-se que a última viagem que fizeram foi à África do Sul, e enquanto atracam em Lisboa, decidem partilhar connosco o resultado… Riots in the Jungle (questiono-me se eles também viajam entre o passado e o futuro… fica a ideia). 

gino_jori

O cais MusicBox transformou-se progressivamente numa floresta tribal, onde o bater dos tambores misturado com as melodias sintetizadas e as guitarras electrizantes, criam um ambiente propício à dança desvairada. Os três rapazes estão vestidos para a ocasião, cada um deles com um toque de padrão étnico, ora na camisa ora nos sapatos. A dupla de percussionistas, Gino e Jori, têm um poder tal, que quase se sente cada batida a vibrar pelo corpo todo. Eles sim dão o andamento ao barco, como se todo o público estivesse a remar àquele ritmo. Daniel, nas cordas, surpreende-nos com sons magníficos, não há nada mais hipnotizante que uma cítara. A Capitã do barco, Cata.Pirata, entra em cena encantando o público com dois Jingle Sticks na mão, como se fosse uma feiticeira futurista ou algo semelhante… Ela tem os movimentos de dança mais fantásticos deste planeta… vá desta galáxia (e de todas as outras que eles conhecem e nós não). Caraças, que inveja.

ViviCam 6300

Os locais recebem os tripulantes de Skip&Die com movimentos de dança livre, braços no ar, lelelelelés e gritos que tais. Na multidão está também uma personagem curiosa, o Comandante Manzarra (anfitrião dos Skip&Die em terras lisboetas). “Quero ver Lisboa a dançar toda junta!” diz Cata. Bem, os teus desejos são a nossa obrigação, Lisboa dançou até não haver chão para pisar [fazer o MusicBox TODO rebolar até ao chão é obra de mestre. Cata, saltou do palco para o meio dos locais e rebolou com eles. Aí sim, fomos todos um só].

locais_manzarra

Podia dizer quais foram os pontos altos desta festa gigantesca, mas não consigo. A energia esteve sempre a subir, atravessando a Love Jihad, Anti-Capitalista (os mega hits), ZumZuma, La Cumbia Dictatura (que som fantástico, só me apetece dizer asneiras!), Macacos Sujos… Sei lá. Agora, quando pensámos que tinha chegado ao fim, os Skip&Die regressam para uma despedida em altas. Vamos fazer uma pausa para relembrar Senorita. É capaz de ser a música mais sensual (de uma forma meio bruta e crua) que já ouvi. Tremo só de me lembrar. 

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Embrace the unknown é o mote destes 4 músicos viajantes, que nos provam que não dançamos o suficiente na nossa vida, que temos que fazer frente às merdas que estão erradas no mundo, tudo isto com boas energias, curiosidade para o que está para além da esquina e ritmo, muito ritmo. Vimo-los lançar as velas e rumar para o horizonte, onde irão ter mais aventuras, e criar mais músicas que não precisam de rótulos para serem geniais.

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texto e fotos de: Ana Viotti  tradução: Jorge Rosa                                                                                  [please scroll down for english version]

www.skipndie.com  // www.soundcloud.com/skipndie // www.skipndie.tumblr.com

//////// ENGLISH VERSION //////////

group_boatThe night started with a bang, when Gino, holding his vuvuzela announced the arrival of Skip&Die to the pink river. It came ashore an unknown dock, by the name of MusicBox, where dozens and dozens of locals awaited. Legend has it that Skip&Die travel across seas, mountains, cities and jungles gathering influences for their musical experiments. It is said that their last journey took them to South Africa and as they dock in Lisbon they decide to present us with the result.... Riots in the Jungle (I wonder if they also travel through time as well).gino_joriThis dock that is MusicBox transforms progressively into a tribal forest, where the drumbeats, along with the synthetic melodies and electrifying guitars conjure an ambience prone to wild dancing. The three lads are dressed for the occasion, each of them with a hint of an ethnic pattern, either on the shirt or the shoes. The power of the percussionist duo, Gino and Jori, was such, that every beat could be felt on your insides. They are the ones who set the pace for the rowing, as if the entire audience was paddling to the rhythm.  Daniel, on the strings, surprises us with magnificent sounds. There's nothing more hypnotizing than a sitar. The Captain of the boat, Cata.Pirata, comes along enchanting the audience, wielding two Jingle Sticks as if she were a futuristic wizard of some sort... She has the most fantastic dance moves of this planet... alright, this galaxy (or any others that they might know of). Oh, the envy.      ViviCam 6300The locals welcome the Skip&Die's crew with crazy freestyle dancing, waving arms, lelelelelés and screaming alike. Amidst the audience lingers another curious character, Captain Manzarra (hosting Skip&Die in Lisbon territory). "I want to see Lisbon dancing all together!" says Cata. Well, your wish is our command. And so, Lisbon danced till there was no more floor to stomp on. [To have the ENTIRE MusicBox dip down to the floor is a heroic achievement. Cata, jumped down into the audience and dipped with them. That's when we became one].locais_manzarraI could try to name the highlights of this massive party, but I can't. The energy was always on the rise, through Love Jihad, Anti-Capitalista (their biggest hits), ZumZuma, La Cumbia Dictatura (what a fantastic sound, I just feel like cursing!), Macacos Sujos... I don't know. When we thought the end had come, Skip&Die returned for a worthy farewell. Let's take a moment to remember Senorita. This is most likely the sexiest song (in a kind of raw and crude way) that I have ever heard. I shiver just from thinking about it.??????????????????????????????????????????????Embrace the unknown is these musicians' motto, that prove to us that we don't dance enough in our lives, and that we have to face all the shit that is wrong with the world, all of this with good vibes, a lot of rhythm and willingness to see beyond what's there. We saw them set sail and depart toward the horizon, where they'll live more adventures and create more of those songs that need no labeling to be genius. gino_cata text and photos by: Ana Viotti     translated by: Jorge Rosa

 

Triptides @ Rock in Rio Lisboa'14

Triptides @ Rock in Rio Lisboa'14

The Neighbourhood @ Armazém F

The Neighbourhood @ Armazém F