NOS PRIMAVERA SOUND - TOP 7 DIA 7

NOS PRIMAVERA SOUND - TOP 7 DIA 7

E assim chegámos ao fim do festival NOS Primavera Sound 2014. Foi a primeira vez que as meninas do Side Stage foram ao festival, e devo dizer que não nos tratou nada mal! E vá lá vá lá, a chuva não atrapalhou muito. O dia 7, dia de encerramento, foi o que teve  mais peso, onde as palavras de ordem foram: crowd surf, headbang, mosh pit e ... vá... dança!

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Temos que começar a lista do último dia com o Ty Segall. Venham os puristas-fãs incondicionais de cabeças de cartaz bater-me porque eu não quero saber. O Ty naquele dia especial, a celebração dos seus 27 anos (teve direito a ‘Parabéns a você’ antes do concerto e tudo!) trouxe consigo o melhor alinhamento que podíamos desejar: Mikal Cronin no baixo, Charlie Moothart na guitarra e a Emily Rose Epstein na bateria. Foi absolutamente alucinante, tivemos direito a Wave Goodbye para abrir em peso, quase como se o Mikal estivesse a apresentar Ty e a banda… Por entre headbangs, mosh pits e crowd surfers, levei um murro no queixo que até andei de lado (só para entenderem o que o fuzz faz à pessoas!). Pelo meio do set tivemos direito a músicas novas mas o fecho deu-se com Girlfriend e o Ty Segall nos braços do público até regressar ao palco e se despedir com um amoroso ‘Bye Bye’. 

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Ty Segall

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A St. Vincent é uma espécie de monstra-freak-robótica-teatral-shredder… Faz sentido? Para quem viu o concerto dela sim. Deu-nos um cheirinho dos seus álbuns antigos (adorei ouvir Cheerleader enquanto me aproximava do Palco Super Bock) mas também tivemos oportunidade de ouvir os novos temas com as coreografias completamente fora que faz com a sua teclista. É awesome. O equilibro que encontra entre a emoção que tem em palco e o facto de ter o espectáculo coreografado é muito muito interessante. [Fun facts: 1. A Annie Clark está na lista do meu namorado de celebridades com que pode ter um one-night-stand’. 2. Tivemos que fazer a entrevista dos You Can’t Win Charlie Brown à porta da banca da Fnac porque a Annie ia chegar a qualquer altura para dar autógrafos. E chegou.]

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St Vincent

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Quando os headliners dão um espectáculo como o que os The National nos ofereceram, tudo vale a pena. Era certamente o concerto mais aguardado pelo público dada a quantidade de gente que estava na colina! Matt Berninger tem uma presença fabulosa e parece que os palcos grandes foram feitos para ele (e eu que tenho andado com um pó a palcos principais, fiquei rendida). Os gráficos que envolviam a banda ao longo da performance ainda transportaram aquele concerto que já estava a ser óptimo, para todo um outro nível. Grandioso. Cereja no topo do bolo, foi ter a Princesa Annie Clark, de quem falámos acima, a cantar Sorrow com a banda. Que momento.

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The National

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A Dee Dee estava praticamente nua. Para quê usar soutiens quando podes rockar ao natural? As Dum Dum Girls deram um óptimo concerto no palco Pitchfork (parece que para além das 4 girls há também um boy!) e apresentaram-nos o seu dark pop com toque gótico. Fizeram-nos dançar loucamente mas também nos proporcionaram momentos de dança slow abraçadas às nossas pessoas favoritas com quem estávamos a partilhar aquele momento. (Uma nota para a Malia James, baixista incrível e uma das minhas fotógrafas favoritas —> http://www.maliajames.com/)

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Dum Dum Girls

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Pesos da noite (tirando o Sr. Segall que já falámos o suficiente dele) ding ding ding: Speedy Ortiz e Cloud Nothings! Para além de ter tatuado uma caveira linda no Darl Fern (bass) no backstage (daquelas tats que saem nos pacotes de batatas fritas, as one does obviously), estava muito entusiasmada para ver Speedy Ortiz ao vivo. Embora não tivessem sido brindados com a quantidade de público que mereciam, só faz falta quem lá está! Sendo a grande promessa do rock deste ano, arrasaram o palco e um mini mosh fez se sentir aqui e ali. Mas a noite terminou, também no palco Pitchfork com os Cloud Nothings. Também senhores do peso (que andaram perdidos no Porto o dia inteiro, vá-se lá entender), trouxeram-nos mais noise para nós ouvirmos, enquanto mandavam os seguranças à m**** por não deixarem o pessoal fazer crowd surf à vontade. Digamos que ninguém ligou muito à autoridade.

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Speedy Ortiz

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Oldies but goodies: Slint e Lee Ranaldo. Tivemos direito a viver os anos 90 nos sets destes senhores. Quem não viu Slint perdeu o pós-rock puro sempre sempre a partir, um momento único no festival que não sabemos quando se voltará a repetir. Antes disso, tivemos Lee Ranaldo acompanhado com os Dust. Assistimos ao guitarrista dos Sonic Youth a solo, a divertir-se na guitarra (a voz é assim meio meio) mas valeu para vermos um pouco de rock desvairado ao fim da tarde.

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Slint

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Para terminar o top, um momento que partilhámos com a nossa amiga Francie ao início da tarde, fomos tirar o retrato (como se dizia antigamente) à Matilde com a sua câmara de grande formato (full analog, fun!). Sentimos que era a coisa certa a fazer para entrarmos no mood de Neutral Milk Hotel. Jeff Magnum entrou em palco sozinho, arrasou qualquer ligação ao séc. XXI no que toca a câmaras e ecrãs de transmissão, e o resto foi magia folk a entrar-nos pelos olhos e pelos ouvidos. Música que pareciam ter sido feitas para o coro em plenos pulmões que era o público, que entre cantorias e passos de dança também havia pessoas a chorar cântaros. Foi transcendental. 

Neutral Milk Hotel

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PS: Todas as noites, depois dos concertos, o Side Stage ia comer um crepe ou uma waffle ao Tripanário e foi só na última noite que descobrimos que a verdadeira after party não era com os DJ’s na Pitchfork… Era na pizzaaaaa Hi.Pizza by Pizzarte! Meu deus que bom. Só saímos de lá as 6 da matina.

retrato da câmara analógica de grande formato da Matilde. obrigada Primavera por todas as recordações

retrato da câmara analógica de grande formato da Matilde. obrigada Primavera por todas as recordações

texto de: Ana Viotti  // fotos de: Ana Viotti e Raquel Candeias

Courtney Barnett em Entrevista

Courtney Barnett em Entrevista

NOS PRIMAVERA SOUND – TOP 6 DO DIA 6

NOS PRIMAVERA SOUND – TOP 6 DO DIA 6