NOS Alive // 11 de julho

NOS Alive // 11 de julho

Aquele momento em que...

…a surpresa do dia veio em formato Hippie Ruivo com muito soul

O seu nome é Allen Stone. Numa altura em que o público se encontrava sentado para escapar aos raios ainda abrasadores do final da tarde, este rapaz de Seattle conseguiu pôr o público todo em pé (e ainda a dançar, vejam lá!), proeza de louvar.

Por entre todo o groove R&B, danças loucas e muitos sorrisos, Allen Stone transmitiu as boas vibrações pelo Palco Heineken e nós retribuímos acompanhando-o com muitas palmas (não fosse Portugal apaixonado por bater palminhas, não é?). A banda que o acompanhou era igualmente fabulosa. Queremos deixar aqui uma menção honrosa a Greg Ehrlich, teclista que nos marcou a memória pela panóplia de caretas que fazia sempre que se apercebia que a câmara estava apontada para si. Também de apontar a magnífica energia entre Allen e o baterista Jason Holt, que sintonia invejável. 

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Allen Stone

...o girl power dominou o Palco Heineken (ainda que com dez minutos de atraso.)

O percalço no som fez com que o girl power chegasse 10 minutos atrasado ao palco Heikenen mas isso não foi razão para que as Au Revoir Simone não enfeitiçassem o público português. As três nova-iorquinas logo que começaram o seu set, mostraram a razão para tanta euforia.

“Somebody Who” e “Sad Song” são as verdadeiras causas para o Dream Pop ainda existir nos dias de hoje. Não consegues ver unicórnios, mas és capaz de cair numa toca com um coelho branco.

 Os 3 teclados estavam  bem alinhados no centro do palco e se há algo que não se pode deixar de reparar é a linha que NÃO separa a beleza do talento da Erika, Annie e Heather.

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Au Revoir Simone

…os Black Keys foram banda sonora de uma makeout session entre uma rapariga e uma...boneca insuflável?

Os cabeças-de-cartaz do segundo dia dispensam apresentações mas (para os mais distraídos) Dan Auerbach e Patrick Carney, juntos, são os Black Keys. O Palco NOS (que para muitos poderia parecer gigantesco para apenas eles os dois) encheu-se de imagens com efeitos psicadélicos tanto da banda como do público.

Mas o que realmente encheu o palco e o Passeio Marítimo de Algés, foi o som arrebatador que só eles sabem fazer. Celebrámos o Rock puro e cru com os dois (não) brothers, que se fizeram acompanhar por mais membros nas musicas mais recentes (“Howlin’ For You”, “Lonely boy”, … e claro a nova e monstruosa “Fever”). Nas oldies but super goodies tocaram sozinhos, como nós adoramos e ofereceram-nos um dos melhores encores dos últimos tempos, com uma versão maravilhosa de “Little Black Submarines”, que mereceu um acompanhamento bastante entusiasta do público – tão entusiasta que fomos testemunhas de uma sessão de makeout entre uma rapariga e uma boneca insuflável! Sim leram bem. Isto aconteceu.

António Camacho // NOS Alive

António Camacho // NOS Alive

...D'Alva fez “A FESTA”!

Alex D'Alva nasceu para entreter. Com o apoio do Gospel Collective iniciamos a tarde do dia 11 com muita dança e muito, muito soul. Alex D'Alva não se fartou de repetir para toda a gente se DESINIBIR e dançar - e tal como a sua mãe lhe ensinou, ensinou-nos que “não tens de ter vergonha de gostar de pop, ya?”. Os meninos e as meninas dançaram e foi uma atmosfera mágica. Do funk ao soul, D'Alva conseguiram por o pessoal a mexer, e bem - puto, nós  bem que tentamos seguir as tuas tão sábias dicas de dança... mas é difícil quando não se tem sangue brasileiro como tu!

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D'Alva

...MGMT têm exactamente a quantidade necessária de awkward

Ouvimos uma voz psicadélica dizendo do além “MGMT Alive… they’re from an distant shore” - fazendo a banda sonora da entrada de MGMT em palco, de vinho/cerveja/qualquer tipo de álcool que se possa pensar na mão, como boas rockstars que são.

“Kids” foi sem dúvida a música que a maioria das pessoas estava à espera – originando um brutal sing along – até no instrumental. Andrew VanWyngarden, aproveitando o entusiasmo do público, começou a lançar uns “Yeahs” de celebração do primeiro sing along de sempre da banda, aparentemente. 

Houve ritmos de flauta e vários arco-irís no ecrã – espectáculo media muito apelativo e que certamente auxiliou o público a ficar pedrado. Pedrado? O quê? Não – ninguém falou em nada disso.

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MGMT

...Parquet Courts nos meteram algum medo 

Agressividade é a palavra que nos vem à cabeça quando ouvimos e vemos Parquet Courts ao vivo. Riffs de guitarra gritantes e alternância de voz entre os três vocalistas dão à banda uma dinâmica diferente àquelas a que estamos habituados. Não é banda de grandes sorrisos e demoraram um pouco a pôr o pessoal todo da tenda em pé. Quando isso aconteceu, a magia também surgiu.  Houve guitarras por cima da cabeça, riffs loucos e algum – muito, para alguns – headbanging – eles deviam voltar. Estamos è espera.

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Parquet Courts

…awwwww, Sam Smith!

Uma das revelações do NOS Alive deste ano foi sem dúvida Sam Smith. Uma figura simpática, que em início de carreira ainda está overwhelmed por ter fãs.

- Esta não foi a primeira vez que Sam Smith esteve em Portugal – esteve cá de férias quando tinha nove anos com os pais e adorou – diz ele.

- Foram várias as conversas com o público – nota-se que Sam Smith gosta de ter proximidade com os fãs.

- A voz dele é ridiculamente afinada e ele é um vocalista nato.

- “Latch” de Disclosure e “La la” de Naughty Boy podem ter lançado a sua voz para o público, mas é o álbum “In the Lonely Hour” que vai deixar a marca (esperemos nós)

- Sam Smith foi a única pessoa no NOS Alive que conseguiu por uma multidão a dar dois passos para cada lado, dando um efeito muito giro para quem via do palco.

- A cover de “Do I wanna Know” de Arctic Monkeys deu origem a um sing along de altas proporções – e foi uma cover a sério (e foi uma surpresa!)

- “Lay me Down” foi a música em que Sam Smith agradeceu o seu sucesso – e pelo que se viu do acompanhamento do público, é um SUCESSO (com letras maiúsculas).

- “Stay with Me” e “Money on My Mind” foram os hits da noite, deixando Smith quase sem palavras.

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Sam Smith

…A revolução chegou com: The Last Internationale:

“The Revolution will not be televised”

Uma banda Rock’n'Roll contra convenções: Estes são os The Last InternationalE (sim, com ‘E’ no fim). A revolução passou na televisão porque eles têm uma garra inigualável.

Com um dos membros – João Brandão, o baixista - descendente de portugueses houve insultos ao governo português – principalmente ao nosso caro Passos Coelho de quem foi dito várias coisas que não podem ser escritas aqui porque podem ferir susceptibilidades (then again who cares). Pela voz de Delila Paz, mulher do rock, mensagens de propaganda de revolução que cativaram o público tal como o ritmo de Brad Wilk… Ya o baterista dos Rage Against the Machine. Nada cool portanto. 

Um dos pontos altos foi também quando puseram o recinto a cantar Grândola Vila Morena em plenos pulmões – pessoas de todas as idades a cantar uma música que significa tanto para a revolução no nosso país.

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Last Internationale

…a nossa cabeça explodiu um bocadinho em the Vicious Five

“Olá NOS Alive, nós fomos os Vicious Five e bem-vindos ao nosso funeral!”. Pode parecer uma intro meio deprimente, mas não era bem por aí que eles queriam ir. Quim Albergaria, que entrou em peso no palco atirando o microfone pelo ar e enrodilhando-se no meio dos fios, claro, iniciou a festa que para os ouvidos do Side Stage foi bastante agressivo…

Entre pensamentos macabros e enterros, Quim fala-nos do amor e como é aquilo que comanda a vida (vejam a filhota dele às cavalitas do Makoto) - eles "foram" os The Vicious Five -  mas para alguns fãs que esperaram alguns anos por esta reunião, vão continuar a sê-lo.

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Vicious Five

…festa de aniversário do Side Stage antecipada com os Buraka Som Sistema

Porque o Side Stage fez 1 ano na madrugada do dia 12, tivemos que celebrar, em português com os nossos conterrâneos Buraka Som Sistema. Com uma noite cheia de surpresas (e brindes! bolas de praia e vuvuzelas!) o público esteve ao rubro desde o primeiro momento que pisaram o palco!

Tiveram oportunidade de apresentarem o seu novo álbum Buraka e salientaram duas coisas que para eles são hiper importantes… a língua portuguesa (origens!) e o público. O espectáculo que eles dão é todo direccionado para o público, com o público (que mais uma vez pôde subir ao palco, total da loucura) e.. Momento para falar do rabo da Blaya, porque simplesmente tem que ser. Tudo na música dos Buraka é cativante, cheio de energia e super animado e a energia de quem está no palco transbordava até os limites do festival (a quantidade de pessoas que vi trepadas nas grades do recinto foi impressionante).

Foi um concerto super especial, tanto para eles como para nós. Confetiiiiiiiis! Obrigada Buraka, ORGULHO!

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Buraka Som Sistema

Texto by: Ana Viotti, Joana Paiva, Raquel Candeias || Fotos by: Ana Viotti e Raquel Candeias

NOS Alive // 12 de julho

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NOS Alive // 10 de julho

NOS Alive // 10 de julho