NOS Alive // 12 de julho

NOS Alive // 12 de julho

Aquele momento em que...

...Houve um moshpit a meio da tarde em Drenge

“Os Drenge vão tocar no Palco Clubbing. What?”

Parece meio irónico, meio estranho, mas na realidade ninguém queria saber como se chamava o raio do palco. Embora não tivessem a tenda cheia (e o  público que lá estava era maioritariamente inglês, influências da NME claro!), os irmãos Loveless deram o concerto mais carregado de rock, distorção e energia de todo o festival. Houve mosh pit do lado direito, cerveja a voar pelo ar e uma batalha de crowdsurfers (acho que foi o concerto com mais manifestação física desta edição). Apresentaram-nos o seu novo álbum (ainda me lembro quando comprei o EP deles 2013 em Londres!) e não há nada mais épico do que eles fecharem os concertos com a “Let’s Pretend”.

Drenge

...ficamos confusas se estávamos a ver o soundcheck ou o concerto em THE WAR ON DRUGS

Há uma linha que separa o soundcheck do início do concerto - aparentemente não para The War on Drugs que deixaram o público um pouco surpreendido quando começaram o seu set.

Depois de menções à awesomeness de MGMT e Black Keys, The War on Drugs seguiram no seu set e foi com “Eyes in the Wind” que o ritmo do concerto acelerou. Banda com grande hype neste momento, era altamente aguardada e não havia razão para desiludir. Se  com o álbum "Lost in The Dream" estes 4 americanos tiveram o talento de agradar e ainda angariar mais fãs, não vale a pena dizer que estes 80 minutos de concerto não vão mudar a vossa vida. O indie rock é muito bem vindo ao palco Heineken e queremos que permaneça por muito mais tempo. 

The War on Drugs

...os Bastille foram (infelizmente) a banda mais azarada do Alive

Enquanto os portugueses estavam à espera de Bastille, os câmaras do recinto decidiram fazer uma brincadeira – filmar as bandeiras dos clubes de futebol portugueses para ver qual deles tinha mais fãs. Depois de muitos gritos de apoio aos respectivos clubes e até à bandeira gay, chegou à altura do projecto iniciado por Dan Smith, a solo, agora conta com quatro membros – Will, Cal e Woody entrar em palco.

Dan Smith estava com a voz um pouco rouca (não fosse a série de concertos que têm feito pelos festivais). A primeira música, “Bad Blood” iniciou o concerto com imensa energia, acompanhando a energia intrínseca do vocalista. Quando introduziram uma das músicas como uma “tentativa de sermos uma banda de grunge”, o que foi um pouco engraçado até porque depois um jovem fez crowd surfing, certamente queria desesperadamente ir para a primeira fila, mas depois de alguns metros afundou tal como o Titanic. Mais tarde, Bastille arriscaram e cantaram – com o público sempre a acompanhar - um cover da música popular das girlsband TLC, “No Scrubs” que mereceu imensos aplausos.

“Rhythmn of the Night” e “Pompeii” foram o ponto alto de set, na primeira porque a banda pediu ao público para se baixar (à semelhança do que o homónimo de Imagine Dragons tinha feito na cover de Blur) e na segunda, infelizmente porque o som foi abaixo na música que a maioria do público (que não conhece Bastille) tinha ido lá ver. Mas não faz mal. O público cantou, e eles agradeceram o apoio.

Bastille

...Em que  Foster the People deram um concertão!

Esta banda americana que se estreia em Portugal no palco NOS, tem fãs, muitos fãs, que sabem as letras das músicas do álbum “Torches” e do mais recente “Supermodel” de cor. Uma banda irrequieta em palco, multinstrumental, todos eles. Logo no início do set, na segunda música tivemos um dos maiores coros que íamos ter naquele concerto com “Helena Beat” um dos singles do álbum de 2011.

O recinto não estava cheio, mas as pessoas que lá estavam queriam muito ver a banda. Com ritmos da percussão marcados, tanto na bateria como na pandeireta, Foster the People deram origem a uma grande dance party no último dia de festival.

Foi uma boa estreia, agora falta um concerto em nome próprio para podermos confirmar o que aconteceu.

Foster the People

...vimos a reunião de uma banda inglesa: THE LIBERTINES e foi… simplesmente foi.

“Para Inglês Ver”

Uma expressão portuguesa que não podia descrever melhor o que se passou com o cabeça de cartaz do último dia do NOS Alive. Entraram em grande para impressionar aqueles que se chegaram à frente para os ver (maioritariamente ingleses, claro) e alguns curiosos portugueses que apesar de conhecer The Libertines nunca acharam grande piada à banda liderada pelo chapéu, ah, peço desculpa por Pete Doherty.

Foi uma aposta arriscada, mas que acabou por fechar bem o palco NOS do Alive de 2014.

The Libertines

...em que tivemos lições de anatomia em pleno NOS Alive...Senhores e senhoras, Chet Faker!

1. O menino Nick Murphy não gosta (NADA) que falem da sua barba. Ou que lhe queiram tocar. “That's my face” afirmou com alguma agressividade!

2. Sozinho em palco durante maior parte do seu set, não parou quieto entre sintetizadores, teclas e voz.

3. É impossível fotografá-lo. Impossível.

4. “No Diggity” é provavelmente uma das melhores covers da actualidade.

5. A música que vinha do palco é perfeita para banda sonora de preliminares.

6. Foi com Chet Faker que nos despedimos do Alive. E assim começou a nossa depressão pós-NOS Alive…

7. Volta por favor Chet, VOLTA!

Chet Faker

... Unknown Mortal Orchestra fez parte do 1º aniversário do Side Stage Collective...

Para o primeiro aniversário do Side Stage Collective podíamos ter feito imensas coisas, mas nada iria superar aqueles 3 dias no sitio onde esta aventura começou. Lembram-se do vídeo de celebração deste mesmo aniversário? Escolhemos a banda Unknown Mortal Orchestra para ser a banda sonora e ainda tivemos a oportunidade de soprar as velas com o Ruban antes do concerto (entrevista para breve).

Mas vamos passar para a parte importante. O concerto. Comparado com o último álbum "II", o concerto foi mais rock do que era de esperar. No entanto, o público não se atreveu a queixar. A tenda do palco Heineken estava cheia e  ficou certamente encantada com os passos desajeitados e guitarradas do Ruban e a química entre o Jake e o Riley.  Uma coisa é certa:  Os Unknown Mortal Orchestra são a prova que a timidez não importa quando em apenas 90 minutos conseguem mostrar são verdadeiros músicos e não uma amostra.   Será que a nossa ginjinha ajudou? Nunca se sabe...

Unknown Mortal Orchestra

Texto // Ana Viotti, Joana Paiva e Raquel Candeias. Fotos// Ana Viotti e Raquel Candeias

Super Bock Super...Dance // Dia 17 de Julho

Super Bock Super...Dance // Dia 17 de Julho

NOS Alive // 11 de julho

NOS Alive // 11 de julho