Super Bock Super...Dance // Dia 17 de Julho

Super Bock Super...Dance // Dia 17 de Julho

Dia 17 de Julho 2014 // Dia 1

SUPER BOCK SUPER...DANCE !

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No primeiro dia da celebração dos 20 anos do Super Bock Super Rock, o Side Stage Collective chegou preparadíssimo para mexer os pézinhos e abanar a anca. Sim, este foi um dia para dançar desde as 19:10 às… tantas da manhã! A ideia de “I wanna dance, but I don’t know how” teve que ficar à porta porque pelo fim da noite/madrugada, já éramos dançarinas profissionais (sim, esta quote é dos Srs. SKATERS, que tocaram dois dias depois, já lá chegaremos.)

Vintage Trouble

A grande surpresa do dia apareceu sob a forma de Blues. Vintage Trouble, apresentados à antiga como “The new protocol of Soul”, apareceram como uma avalanche de Soul e Blues que contagiou toda a gente que por ali andava (ou esperava… ou simplesmente relaxava).

Vestidos como se estivéssemos todos num western, Rick Barrio Dill, Richard Danielson, Nalle Colt e Ty Taylor trouxeram o South dos EUA para a Herdade do Cabeço da Flauta. E sim, temos a certeza que os passos de dança do Ty seriam totalmente proibidos nos anos 50, que aqueles movimentos de pélvis até a nós quase nos faziam desmaiar. Houve saltos, twist, sexy moves e até uma correria pelo meio do público até trepar à torre da cabine de som! Os Vintage Trouble puxaram pelo público até nos transformarem em verdadeiros Troublemakers (título dos fãs da banda), e durante aqueles 45 minutos, correu-nos nas veias o rock, soul, blues e jazz numa fusão deliciosa cheia de histórias reais, incentivos a sermos nós mesmos e no fim de tudo, fizeram-nos sentir parte da família!

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Vintage Trouble

Metronomy

Os Metronomy apresentaram-se no Meco para nos levarem às nuvens… Cor-de-Rosa (Será que eles chegaram a passear na nossa Pink Street em Lisboa? Humm). Bom, para além de estarem impecavelmente vestidos, saltitantes de instrumento em instrumento e com coreografias ensaiadas ao pormenor, no fundo, o que importa é que faltavam lá as Side Stage Girls… Pelo menos na Love Letters. Há meses que treinávamos a coreografia e os backing vocals, e modéstia à parte, somos muito afinadas (a nossa performance durante essa música valeu-nos uma salva de palmas dos que nos rodeavam… obrigada).

Dançámos durante uma hora, ao ritmo das luzes que iluminaram o set impecavelmente (destaque para The Look, Everthing goes my Way, Love Letters e The Bay ), enquanto Joseph Mount, o frontman, se despedia do sol e dava as boas vindas à noite (digam lá se não é o melhor horário para dar um concerto? É.)

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Metronomy

Tame Impala

Elton John. Nunca pensei escrever isto enquanto descrevia o concerto de Tame Impala, mas uma versão alterada e mais psicadélica de “Can You Feel the Love Tonight” deu a estes australianos o empurrão certo para entrar em palco. O Rei Leão tinha ganho novas dimensões nunca antes esperadas.

A luta- quase sangrenta- para encontrarmos as caras dos membros desta banda foi constante, mas não significa que não soubéssemos quem ali estava. As primeiras imagens psicadélicas começaram a passar nos ecrãs e não havia dúvidas… Tame Impala sejam muito bem vindos ao Meco!

A canção “Elephant” originou uns passos estranhos semelhantes a um unicórnio dançante. Confuso? Os nossos amigos do lado também o acharam. Mas a verdade é que na “Feels Like We’re Going Backwards” e “Apocalypse Dreams” não nos conseguimos conter, abrimos as asas e estávamos prontas a reinar os céus.

Tame Impala que são, sem dúvida das melhores bandas que existem na actualidade – não dá para lhes pôr um rótulo – a menos que a definição seja “bons como o caraças!”. Os psicadélicos anos 60 estão a voltar – viva à revolução dos unicórnios!

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Tame Impala

Jake Bugg

A maioria ficou a viver no universo dos unicórnios australianos chamados Tame Impala,mas uma grande porção já se tinha mudado para o Palco EDP.

O menino Jake Bugg foi então o primeiro artista que vimos naquele palco. Mal entrou começou a cantar “There's a Beast and We All Feed It”.Alguém se lembra do incidente que aconteceu no Optimus Alive ao som desta canção? (se o Jake estava à espera de ver algumas maminhas ao léu outra vez… falhou. Mas gostamos do esforço)

“Messed Up Kids” e “What doesn't kill you” foram as últimas músicas de um set admirável e com imensos êxitos para quem está nisto de tocar para muita gente há um ano. Jake Bugg está mais adulto com mais dificuldade em atingir os agudos, mas ainda tem uma grande margem para crescer (não nos podemos esquecer que ele só tem 20 aninhos). O potencial está lá, é só aproveitá-lo. Força Jake, nós estamos aqui!

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Jake Bugg

Massive Attack

Num momento em que lemos e ouvimos todos os dias as (más) notícias de conflitos politico-religiosos pelo mundo fora, os Massive Attack trazem-nos não só boa música (que nos têm vindo a habituar com a sua presença quase anual em Portugal), mas também uma mensagem anti-capitalista. Por entre luzes e sombras, entradas e saídas de Martina Topley-Bird (com uma pintura “avataresca” na cara), Horace Andy (veterano, e o nosso senhor de 63 anos favorito) e Deborah Miller (mulher do soul) o concerto transformou-se numa experiência surreal e misteriosa que pôs todos os nossos sentidos alerta.

Com um público que atravessava gerações, estávamos todos unidos pela música, dançando na mesma transe como só os Massive Attack nos conseguem deixar. Sentimo-nos como o bebé do videoclip da Teardrop 90% do concerto, simplesmente flutuando pelo set que eles tocaram.

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Massive Attack

Disclosure

Guy e Howard Lawrence não são o vosso típico duo de DJ’s. No palco, toda uma parafernália de… coisas (teclados, baixos, drum machines, etc etc etc) fazem com que a música electrónica pareça mais ‘real’, já que tocam tudo à nossa frente. Sabe tão bem saber que não dependem apenas de um simples computador… Well… a realidade é que dependem de electricidade, e mais ou menos a meia hora do início do concerto, a awesomeness dos Disclosure foi demais para o gerador do Palco Super Bock! A meio do single White Noise ficaram sem pio, mas nada que não ficasse resolvido num par de minutos, para voltarem de forma ainda mais explosiva!

E para quem não dá nas drogas, os efeitos visuais do espectáculo são mais do que suficientes. Destaque para When a Fire Starts to Burn, em que o palco parecia literalmente em chamas. Genial. Parabéns, Light guys/ Designers/ Video artists quem quer que criou aquilo! Os pézinhos já doíam mas não havia como parar… e a Latch foi a perdição total. Fim da história, fim do dia 1!

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Disclosure

Texto // Ana Viotti, Joana Paiva e Raquel Candeias      Fotos// Ana Viotti

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