Super Bock Super... Heavy // Dia 18 de Julho

Super Bock Super... Heavy // Dia 18 de Julho

Dia 18 de Julho 2014 // Dia 2

Super Bock Super... Heavy!

Acho que já há alguns anos que associamos o SBSR ao festival mais rock/pesado de Portugal (festival de grandes dimensões, não abrangendo festivais de metal, não me batam!). O dia 18 foi prova disso mesmo, e para salientar a caos tão característico do estilo, houve também chuva, adiamento de concertos, headbanging, crowdsurfing, moshpits e até lágrimas! Valeu tudo a pena, porque no final de contas, o dia foi awesome!

Head Banging com Keep Razors Sharp

rock feito em Portugal está cada ver mais forte tal como o Head Banging com os portugueses Keep Razors Sharp. A banda de “I see your face” era o que precisávamos para começar este dia de concertos e a nossa estreia no palco Antena 3!

Um aviso importante tem de ser feito. Não deixem estes 4 rapazes fugir porque o público português merece aproveitar e apreciar o que é nosso. Ah já para não falar que os Keep Razors Sharp são os melhores a dar dicas sobre tatuagens, quem é não reparou nas tatuagens do baterista Carlos? (well, por momentos até pensei que era uma t-shirt...)

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Keep Razors Sharp

Warm Up com os Cults 

Estão a ver aquelas miúdas gémeas do “The Shinning” que aparecem no corredor? Madeline Follin, a vocalista de Cults, é tão angelical que parece um holograma saído de um filme de terror – mais estranho que isto pareça, é um elogio.

Cults, estrearam-se em Portugal no Super Bock Super Rock para felicidade de muitos e sentimentos mistos de outros – o público deixou um bocadinho a desejar, o sol deixa as pessoas moles, mas uma coisa tenho a certeza – não me sinto nada bem num público assim!

Em “Abducted”, as vozes de Madeline e de Brian Oblivion finalmente se encontraram. Podem não ser irmãos como Wild Belle ou Angus e Julia Stone, mas será mesmo necessário para a banda resultar? Claro que não, estes nova-iorquinhos não brincam em serviço! A dupla já está estabelecida do outro lado do Atlântico, e nós esperamos que se torne uma banda de culto (see what I did there?) por estes lados…

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Cults

Crowdsurfing com Pulled Apart By Horses 

Sim, este dia demostrou finalmente movimentações mais ‘arriscadas’ por parte do público. Podemos dizer, sem medos, que o nosso amigo e aniversariante Diogo Oliveira merecia a coroa de Rei do crowdsurf neste concerto, well done! Os ingleses Pulled Apart By Horses trouxeram-nos o peso e a determinação que nos fez aquecer naquela noite que não perdoou… A chuva veio de Inglaterra para eles se sentirem em casa (I guess… A chuva não é inteligente.) Tom Hudson, vocalista, aproveitou a situação para um statement: “FUCK THE RAIN, IT’S GOING TO FUCKING WORK YOU GUYS”.

Bom, não resultou muito bem, mas… O importante é que tivemos oportunidade de curtir os movimentos de rockstar de James Brown (que saltava com a sua guitarra e aterrava de joelhos, autch!) e também de observar o lindo momento em que um fã os relembrou da sua visita a Portugal em 2008. Tal como na noite que estávamos a viver, também correram perigo de electrocussão (inclusivamente acho que ainda levaram uns choques), mas dedicaram-lhe Lizzard Baby após mandarem calar o Tigerman que tocava no Palco Super Bock (os tigres e os cavalos não se dão assim tão bem). Um concerto com vários “yeaaahs” e shots de cerveja, que nos deixou completamente mindblown.

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Pulled Apart By Horses

Crazy dance com The Legendary Tigerman 

Já conhecemos o Sr. Paulo Furtado em versão The Legendary Tigerman bem o suficiente para termos ficado descansadas a curtir Pulled Apart By Horses (Desculpa Paulo!). No entanto, quando a chuva já tinha atacado o Palco EDP (e já estávamos a morrer de fome), fomos dar uma espreitadela ao set do Tigre, apenas para dançar These Boots Are Made For Walking (com a ajuda de Alex D’Alva Teixeira e Ana Cláudia), numa altura em que não interessava se tínhamos botas ou não… era apenas uma celebração de ver a chuva a afastar-se do Meco.

The Legendary Tiger(girls)man

Jumping com Woodkid

Finalmente pudemos ver Woodkid outra vez, que saudades que já tínhamos (lembram-se do concertão em Novembro no Mexefest?). Desta vez, Yoann Lemoine veio festivalar, fazendo-nos saltar durante uma hora (íamos deitando o Meco abaixo e as nossas pernas estão muito mais sensuais, obrigada). Estupefacção, Paixão e Arte são algumas das palavras que pudemos usar para descrever aquele espectáculo. Tivemos também o privilégio de visionar os novos passos de dança de Yoann aka Mr. Orangotango… ou Gorila. Anyhoodles, foi bom vê-lo mais comunicativo, mais energético e sempre, sempre… Épico.

A Era Dourada de Woodkid chegou para ficar e cada vez que pensamos nisso ficamos arrepiadas (num óptimo sentido, que esta era dure…muito). Num concerto que abriu com uma maravilhosa Intro, seguida da nossa favorita Baltimore Fireflies cresceu por entre batidas (300.000 pontos para a percussão!) e encerrou com Run Boy Run cantada/trauteada pelo público até à exaustão… Foi um fim comovente.

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Woodkid

Emotional com Eddie Vedder

Okay – Eddie Vedder não toca até Cat Power acabar, Sleigh Bells não tocam até Eddie Vedder acabar – ora, isto leva a ATRASOS – de horas. E o público aguenta e espera. Houve muita espera nesta noite. Mas depois vem a recompensa, e a recompensa era ver este homem: Eddie Vedder – vocalista de Pearl Jam e o pai de Luke Skywalker...Oops, não esse é Vader (piadas que não resultam, tentámos). Eddie Vedder sobe ao palco, ele e uma guitarra (trocada para guitarra eléctrica e ukelele de tempo a tempo) pronto para o seu one man show em frente dos milhares de sortudos que conseguiram bilhete para o dia esgotado.

O concerto a solo do frontman dos Pearl Jam contou com vários êxitos da banda como Sometimes e Can't Keep, várias covers como The Needle and the Damage Done, de Neil Young e Brain Damage dos Pink Floyd,… e até convidados surpresa – Cat Power (com quem já tem uma longa amizade e tinha saudades de partilhar um copinho de vinho), Legendary Tigerman e quase 30 – sim, ouviram bem – 30 músicas. Por entre elas, Imagine de John Lenon soou no recinto, momento de tal maneira sublime que chamou a atenção à imprensa estrangeira (num momento também em que a música ganhou um forte peso político).

Uma viagem pelos anos 90 recriada pelas mãos e pela voz de uma só pessoa – a nostalgia traz – e trouxe - umas lágrimas principalmente em “Just Breathe”, sempre que ouvimos esta música ao vivo é sempre a mesma coisa, lá se cria um lago – desta vez foi mais um rio, mas pronto – somos pessoas emocionais.

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Eddie Vedder

Moshpit com Sleigh Bells

Eram 4:30 quando um dos momentos mais aguardados da noite começou…A espera foi longa mas temos a certeza absoluta que ninguém se arrependeu (arrependeram-se os que não foram ver e foram mais cedo para a tenda…). Alexis Krauss e os meninos entram em modo FURACÃO, num misto de agressividade (por não ter corrido como imaginavam, ainda somos todos amigos calma) e energia latente, num concerto de 6 músicas que valeram 300% mais do que isso. Com luzes strobe a salientar ainda mais a rapidez das guitarras e da correria de Krauss de um lado para o outro do palco, os saltos para o meio do público que a queriam tanto abraçar, os portugueses brindavam-lhe pequenos moshpits de admiração!

Com “Crown on the Ground” a rainha Alexis explica-nos que só tem mais duas músicas para nos oferecer porque tinham um avião para apanhar, mas prometeu que voltavam (please please please voltem rápido!), ou seja, You Don’t Get Me Twice, não se aplica a Portugal certo?

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Sleigh Bells

  Texto // Ana Viotti, Joana Paiva e Raquel Candeias      Fotos// Ana Viotti

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