Super Bock Super... ROCK!! // Dia 19 de Julho

Super Bock Super... ROCK!! // Dia 19 de Julho

Dia 19 de Julho 2014 // Dia 3

Super Bock Super… ROCK!

Porque no dia 2 nos entusiasmámos um bocadinho com os unicórnios, para encerrar este flashback do festival, decidimos celebrar o 20º aniversário do SBSR em modo conto de fadas (faz sentido? Claro que não, mas não interessa, let’s do it!)

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No reino da Herdade do Cabeço da Flauta foram naquele dia coroados a Rainha VV e o Rei Hotel, juntos conhecidos como The Kills, no entanto a festa estava recheada de convidados de luxo. O aspirante a príncipe Tom Meighan e o seu gang de amigos Kasabianchegaram em grande irrompendo pelo castelo com toda a energia. Do outro lado, a princesa Oh Land estava distraida dançando e praticando ballet com o seu vestido branco (será que o príncipe brit é demasiado loud para a princesa dinamarquesa?). Os ‘fados madrinhos’ Foals ainda pensaram em juntar o casal mas e decidiram entretanto distrair-se por entre luzes, cores e ….cobras! À entrada do castelo, os Cavaleiros Dead Combo davam ritmo a quem chegava e até receberam o Duque Albert Hammond Jr. que veio representar a família Strokes nesta grandiosa festa. Porque todas as festas precisam de troublemakers (e os Vintage Trouble já tinham ido embora) as 5 crianças hiperactivas, conhecidas por SKATERS corriam de um lado para o outro, tentando ensinar pessoas a dançar. Numa entrada grandiosa ao final da tarde, os 6 famosos navegantes vindos de Brighton, UK, conhecidos como Time For T. atracam no Meco mesmo a tempo de ouvirem o tributo ao grande poeta Lou Reed pela mão de Zé Pedro e Amigos.

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The Kills

Certamente os Reis do dia! Num palco coberto de padrão leopardo, Alison Mosshart e Jamie Hince demonstraram mais uma vez serem um duo imbatível. We ain't born typical (obrigada por compreenderem), line de U.R.A. Fever, abre o set que foi simplesmente uma explosão de energia, fuzz, feedback, cabelos loiros ao vento (e em frente à cara), movimentos hiper sensuais e todas as coisinhas boas de que o rock é feito.

Fizeram-se acompanhar por dois precussionistas, que aqueceram ainda mais o Meco, porque nos deram mais e mais ritmo para dançarmos, ao ponto do público não os querer deixar ir embora. Monkey 23 marcou o fim do concerto, momento íntimo que tornou ainda mais gritante a relação perfeita (posso usar esta palavra sff? vá lá, só aqui!) entre Jamie e Alison. Nota importante: Alison, se quiseres mais camisas tigresa ou passear no Torel, manda-me um toque que nós vamos buscar-te. O Jamie está mais que convidado também!

The Kills

Kasabian

“Joana – olha o teu toque do telemóvel!” – Sim, ela ainda é daquelas pessoas que por ser Extravaganza tem um “Days are Forgotten” extremamente ruidoso a tocar quando alguém lhe quer ligar - Já agora, alguém sabe como se tira isso?

Era a hora de que muitos ansiavam. Os Kasabian estavam a chegar. Ao entrar, não podemos deixar de reparar na moda estranha que eles aderem, mas a diferença até é bem vista pelos nossos olhos, por isso nada contra. Chegaram ao palco prontos para mostrar a razão de terem sido uma das cabeças de cartaz do Glastonbury e de serem eles os escolhidos para encerrar o Palco Super Rock.

“Praise you” de Fatboy Slim foi um dos presentes de Meighan e Pizzorno à audiência, que naquela altura curtiu o mais que podia (era o último dia, pessoal! Tínhamos de gastar as últimas energias enquanto ainda estávamos no Meco) Isso e o mais recente “Eez-Eh” que deu origem a uma quantidade de danças em todas as direções – e ficou a promessa “i'm gonna keep you up all night” - o que foi verdade – pelo menos em parte enquanto acontecia o concerto.

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Kasabian

Oh Land

A princesa pop da Dinamarca viu-se um bocadinho deslocada no meio de tanto rock, mas nem por isso deixou de ter o seu adorado público português por perto.

Com cabelo pintado de azul e um corte de cabelo radical, acompanhada de uma roupa que nos lembrava algo saído das cortes de Versalhes, Oh Land fez questão de nos pôr um sorriso nos lábios, como já tinha acontecido em Novembro no Vodafone Mexefest. “Cherry on Top” e “Son of a Gun” são daquelas músicas que ficam presas na cabeça, mas não faz mal porque como o D’alva no ensinou no NOS Alive “não tens de ter vergonha de gostar de pop, ya?”.

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Oh Land

Foals

A introdução, com apenas Jimmy Smith em palco causou-nos um deja-vu. Espera eu já estive aqui...Não, mas eles já estiveram na minha mente. Muitas das pessoas que não viram estes 5 rapazes em Outubro aproveitaram para tirar a barriga de misérias e curtir o máximo que podiam deste rock britânico com pitadas da Grécia. Yannis Phillippakis estava aquecido e no calor do momento decidiu apagar o seu fogo ao despejar uma garrafa de água por ele abaixo (*inserir piada sobre o pó aqui*). “Late Night” e “Inhaler” foram mais uma vez memoráveis, deixando o público a querer mais, e mais há-de vir. Mais uma vez parabéns aos técnico que luz – que providenciaram um espetáculo de se lhe tirar o chapéu. Acho que a Ivete Sangalo não foi ao festival, mas que levantamos poeira ao som de Foals, isso é que levantamos!

Ps: Para um fotógrafo, é muito difícil captar os momentos mágicos quando só tem direito a fotografar uma música apenas. Aproveitem as 3 fotos que temos, lutamos muito para as conseguir (coisas da vida, no worries)

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Foals

Dead Combo

Dead Combo

Quem não os conhece? Não são precisas muitas palavras para descrever o Tó Trips e o Pedro Gonçalves. Mas a pergunta certa é: Para quê perder tempo para os tentar descrever? Tens à tua frente música tão única e tão necessária para a cultura portuguesa. Ouve e disfruta. Os Dead Combo apresentaram-se no palco EDP com o mistério que sempre nos habituaram. O western está na moda e serviu de mote à intro desde concerto– que começaram por dedicar uma música às “miúdas e motas”. Fogo, ficamos sempre impressionadas quando vemos o Tó Trips e as suas guitarras – o raio do homem parece ser feito de plasticina! Os Dead Combo são implacáveis – o seu mix fado-rock mostra-nos que nada é impossível.

Albert Hammond Jr.

“Wow isto vai ser um concerto… íntimo” afirma Albert Hammond Jr. surpreendido pela - pequena- plateia que o veio ouvir. Afinal, não era a primeira vez que pisava aquele palco (devia ter na memória o concerto com a sua família Strokes, que tocou para uma batelada de gente a última vez que passou no Meco). Mas será que isto interessa para alguma coisa? Não. O rock que nos trouxe, começou a aquecer a tarde como uma brisa arrepiante que só ficou mais fantástica com a cover de Ever Fallen in Love dos Buzzcocks (aqui no Side Stage às vezes rockamos no escritório ao som destas lendas de Manchester!). Albert, desde 2008 que não nos dás música nova, quando podemos esperar sons fresquinhos da tua guitarra?

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Albert Hammond Jr.

SKATERS

Uma das grandes novidades do Super Bock Super Rock foi o espaço para os pais deixarem as suas crianças enquanto aproveitavam os concertos mas algo muito estranho aconteceu no último dia. Não é que 5 crianças fugiram para o palco EDP e começaram a tocar “One of Us” dos SKATERS… Oh esperem, eram mesmo eles! Deixaram o seu fato de treino vermelhoe estavam prontos para rockar como fizessem isto há décadas.

Saltaram à corda com o fio do microfone, ameaçaram fazer crowd surfing e ainda engataram babes (oh well… tentaram), mas mais que isso contrariam a vontade de todos. Mostraram que conseguem pôr todo o público a dançar com “I Wanna Dance (But I Don’t Know How) e cantar boa parte das suas letras. Quem disse que o punk rock destes putos não é catchy? Ps:  Michael, obrigada por me mandares um chapéu da EDP. Não tenho reflexos assim tão rápidos mas gostei do teu gesto.

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SKATERS

Time for T.

Estes 6 rapazes já não são nenhuns desconhecidos para o Side Stage Collective. Em Abril, acompanhamo-los no dia do seu concerto no Sabotage e até uma versão lisboeta da “Free Hugs” fizemos. Mas isso não quer dizer que não precisamos de os ver mais vezes.

É a sua segunda vez num festival português e não sabem como nos enche o coração ao ver a banda toda reunida num palco. Enquanto na “Long Day Home”, viajamos até uma casa de campo e estamos a lanchar com os rapazes todos à mesa, na “Human Battery”o Meco transforma-se numa selva amazónica e coisa exóticas à nossa volta começam a existir.

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Time For T

Zé Pedro e os Amigos | Tributo a Lou Reed

Lou Reed – Velvet Underground. Músico agora transformado em herói lendário – deixou-nos o ano passado – foi o escolhido para uma homenagem orquestrada por Zé Pedro e Amigos (Ladrões do Tempo) + convidados conhecidos da música nacional.

Com RAM em palco a pintar uma tela que mais tarde iria desvendar o rosto de Lou Reed, deu cor a um concerto que contou com todos os clássicos como “Perfect Day” - que deu origem a vários abraços entre grupos de amigos no público – enquanto cantavam toda a letra e baloiçavam de um lado para outro.

Entre os convidados especiais estiveram: Lena D'Água que interpretou “Sunday Morning”, João Pedro Pais com “I Love You, Suzanne” e “Crazy Feeling” interpretado pelo Legendary Tigerman. Contamos ainda com a entrada muito aplaudida de Jorge Palma que foi o responsável por “Perfect Day”, ao piano, Tomás dos Capitão Fausto a tocar guitarra com gesso porque bom, que se lixe – ele é um rockstar. Frankie Chavez também subiu ao palco, e ficou para a louca “Walk on the Wild Side” com todos os convidados em palco. Foi um momento e um gesto bonito, Mr. Reed would be proud, boys and girl.

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Zé Pedro e Amigos | Tributo Lou Reed

Texto // Ana Viotti, Joana Paiva e Raquel Candeias      Fotos// Ana Viotti e Raquel Candeias

Triptides + Spoon + Jagwar Ma

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Super Bock Super... Heavy // Dia 18 de Julho

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