Vodafone Paredes de Coura'14 - Dia 1

Vodafone Paredes de Coura'14 - Dia 1

O Side Stage terminou a 'summer festival season' com uma das grandes pérolas do nosso país: o grande Vodafone Paredes de Coura. Imaginem um carro Smart (sim aqueles minúsculos!), toda a parafernália de campismo para festivalar, uma Side Stage Girl (Ana) e um Side Stage Boy Wanna Be (Kit). Parece divertido não? Para contextualizar, o Kit é um amigo do blog que realmente tem o cabelo colorido (de vermelho Vodafone Paredes de Coura, apropriado!), mais real que o nosso logo... Oh well, continuando.

No regresso a Lisboa (em 4 horas e tal de viagem, somos mesmo obrigados a falar um como outro!) estivemos a recordar osmaravilhosos dias que vivemos no festival, começando no 'dia de recepção ao campista'!

Capicua 

So, Ana, what about Capicua? Craziness... We arrived into at the arena and they were already playing in full swing. Or full rap, perhaps. Or full hip-hop. Hmm. And there were a few thousand people the who seemed to be into it, but I looked at you and you looked at me and we thought "Nope! Not for us, but ... close." I never got into the rap (or perhaps it was beat poetry?) but the audience did and my first thought was "why is the short girl on the stage? She's just rapping the same lyrics at the same time in the same voice!"

Hey, calma. Fui pesquisar, o stage name dela é M7 e é uma rapper do Porto, não sejas mau! Embora estivessem a cantar o mesmo, acho que a ideia era dar ainda mais poder à voz da Capicua. O que eu achei mesmo interessante, foi o artista a desenhar ao vivo…

The onstage digital artist was drawing the most amazing live illustrations to go with the performance, though, and that made us like the whole thing more. He was so very cool--though we wished he was using a graphics pad not a mouse...come on, man, this is the 21st Century! And we were so pleased when he took a bow with the rest at the end.

O facto da Capicua ter agradecido com toda a gente que tinha em palco, mostra humildade e uma certa noção de ‘família’. A este ponto, ela já é um ícone na cena hip hop/rap português.

Perhaps it was all the cultural references to difficult life in Portugal. So instead we admired the beautifully-lit stage for the first time, with its giant falling white shapes trapped in metal cages that formed the stage walls and roof, as if a god had spilled a giant bowl of electrically-lit rice from above.

side stage collective, capicua

side stage collective, capicua

Cage The Elephant 

Para mim, o concerto mais esperado da noite, sem dúvida alguma. Quando quero muito ver um concerto fico nervosa. Nervosa porque quando quero mesmo mesmo muito, a maior parte das vezes fico desapontada. O que aconteceu com Cage The Elephant foi exactamente o oposto.

Totally agree. 300% insane. I'd never seen them perform before, and within minutes of the start I was hooked by the huge energy flowing through Matt.

Bem, realmente o Matt não parou um segundo desde que entrou em palco, atirou a nossa energia para os píncaros (a camisa dele desapareceu a certo ponto, e o público feminino agradeceu... Bastante)

Aha. Yes. And the guys liked him too

Claro que gostaram! ahah Ele entregou-se a nós… totalmente, ao ponto de nos dizer que foi o “melhor concerto da tour” (quantas vezes ouvimos isto? Desta vez pareceu real porque o público também respondeu a 100%)

I've rarely felt so instantly in tune with a band that's new, to me at least. Somehow the music roared off the stage and picked us all up in its hand and moved us through the air. Threw us through the air.

Pelos ares, andavam pessoas a fazer crowdsurf, raparigas (e rapazes, muitos!) às cavalitas, mas cá em baixo, nós dançámos como se não houvesse mais nada para viver. Vivíamos ‘Melophobia’ (o álbum, não a fobia! Ali ninguém estava com medo da música) em comunhão perfeita, transformando esta performance na mais memorável do Vodafone Paredes de Coura 2014. Não fosse o fim do concerto o Matt em pé na plateia, ao jeito de regresso de Jesus.

There were no “best bits” of this performance, I think. It was a whole experience, that began, exploded in our faces, and was over in one fabulous (long) moment.

side stage collective, cage the elephant

side stage collective, cage the elephant

Janelle Monáe 

Já tínhamos ouvido falar do preto e branco, da energia em palco e da qualidade da música. Mas nada podia prever o espectáculo que Janelle Monáe nos apresentou ali.

Watching the roadies set up the stage you'd never have guessed what her performance was going to be like. They were dressed in white, unusually, and the white-dressed platforms, instruments and equipment they set up would have looked right in a 1950s swing orchestra set.

Depois da explosão de Cage The Elephant…

…so difficult to follow.

Mas a insanidade de Janelle Monáe (que entrou gloriosamente em palco num colete de forças) foi conquistando o público pouco a pouco.

Actually that entrance caught me, and made me think I was going to stay and watch the whole show... It was so, well, perfectly unexpected. Tearing your way out of a straight-jacket to let your voice tear into the audience's hearts? Genius.

Porque embora parecesse um act deslocado no cartaz, a performance que nos apresentou foi fabulosa, super completa (boa música, dançável, coreografias coordenadas entre toda a banda, coerência do preto e branco..) toda a gente se estava a sentir bem com Janelle, ao ponto de nos brindar com “I Feel Good” de James Brown.

A whole lot of hip-wiggling in the audience for that one, even as Janelle was doing an awesome job of wiggling her booty on the stage.

Tinhas que estar a olhar para o rabo dela não tinhas? Tivemos direito a ressuscitações, encores, .. até a insanidade sair de palco e nos deixar impressionados.

side stage collective, janelle monae

side stage collective, janelle monae

Public Service Broadcasting

"I don't think anyone is gonna show up to our concert", comentou connosco J., horas antes do concerto. Eu ri-me. Eles não têm noção do quão bons são...

Bateria a esquerda, ecrã com imagens de arquivo/ intervenção no centro, samples/ guitarra/ banjo à direita.

Simple. Plain. Almost austere. I liked it, it made me want to see how their music's passion was going to be the main feature.

Oh and the fabulous computerized voice that “spoke” for the band to the audience was something special. Funny. Bloody British, and sounding exactly that with its impossibly silly pronunciation of “oh-bri-gah-doooo”

É música, é video art, é performance. Os dois britânicos são super socially awkward, não têm microfone para comunicar com o público mas fazem-no através do computador (como o Kit estava a explicar, tipo Siri) e acenando estranhamente. Nada disto importa quando a música que fazem é crazy good. Usam o som/vídeo de forma super assertiva (não fossem eles brits de humor apurado), criando um espectáculo super criativo e um quê de surreal. Wrigglesworth na bateria… desculpem… god yes.

Oh he was incredible. Such driving force! Live he's the engine that drives the music onward, with the rest of the electronica forming the vehicle for the band's obvious emotion. Oddly enough that's how I remember this performance--emotional, funny, despite the awkwardness.

side stage collective, public service broadcasting

side stage collective, public service broadcasting

E assim foi o primeiro dia, que apenas com um palco em funcionamento, conseguiu dar-nos a volta à cabeça... Alguma coisa a acrescentar Kit?

Nope! It was just enough. A perfectly delicious taster for the full meal that was going to be Day 2.

Texto e Fotos por: Ana Viotti e Kit Eaton

Vodafone Paredes de Coura'14 - Dia 2

Vodafone Paredes de Coura'14 - Dia 2

MEO Sudoeste- #9 de Agosto

MEO Sudoeste- #9 de Agosto