Vodafone Paredes de Coura'14 - Dia 2

Vodafone Paredes de Coura'14 - Dia 2

O segundo dia prometia e acabou por se transformar no MELHOR DIA DO FESTIVAL! Vá lá Kit, tens que concordar comigo certo?

Totally agree. If day 1 was the single-stage warm up lap of a race, day 2 was when everyone let their engines rip-roar around the racetrack--loud, fast and furious.

Seasick Steve Music Session 

Foi a primeira Music Session que fomos (well, que eu fui, tive que abandonar o Kit porque ele não tinha a pulseirinha especial) e quando descobrimos, estávamos a relaxar à beira rio (acabei por ir, muito profissionalmente vestida com indumentária de praia, who cares). Sabia que íamos ver o Seasick Steve (mini explosão de entusiasmo!) mas onde? Após uma relativamente curta viagem de autocarro, um tractor… serradura… amontoados de madeira. Debaixo do telheiro da serralharia, Steve, sentado numa cadeira à nossa espera. Sotaque sulista, jardineiras e boné da John Deer, tivemos direito a um concerto privado, como se nos tivesse convidado para contar um segredo ou dois. Aparentemente as mulheres portuguesas são deslumbrantes, porque não falou doutra coisa. 74 anos e ainda um player!

All I can say is I was so envious of you going to this!

seasick steve, side stage collective, paredes de coura

seasick steve, side stage collective, paredes de coura

Fast Eddie Nelson

Já conhecemos este rapaz de experiências passadas, curiosamente na terra que ele deitou abaixo ao longo do concerto inteiro: no Barreiro! Pondo isso de parte, tivemos direito a rock puro, duro, cru… e aquela voz. Quem me conhece sabe bem que whisky/cigarette voices são ouro para os meus ouvidos. E a Come Together dos Beatles versão peso, foi qualquer coisa de especial.

Yes, that bit was uplifting. He was loud, aggressive, his band was tightly wrapped around his vocal and guitar--endless power rocking out of the speakers.

fast eddie nelson, side stage collective, paredes de coura

fast eddie nelson, side stage collective, paredes de coura

Panama

Após uma merecida bebida (este ano o calor fez-se sentir vigorosamente em Paredes de Coura e não há nada melhor que uma caipirinha para tratar do assunto!), seguimos para o palco Vodafone FM onde os australianos Panama já tinham começado a festa (sim Kit, tinhas razão, eles são mesmo australianos).

Hah! I knew it!

Dançámos com eles durante um bocadinho, tempo suficiente para assistir ao banco do teclista a partir-se e um roadie super ninja a substituí-lo. Fantástico.

Hah, yes, that moment was so lovely. As a former stage-techie, I have to say that was a su-weeeeet bit of work by the roadie, who didn't even interrupt the flow of music, even though the band were laughing themselves at the whole thing. It's always one of my favorite things to see a performer who clearly loves what they’re doing, and being happy about it. That's how the music made me feel too.

panama, side stage collective, paredes de coura

panama, side stage collective, paredes de coura

Seasick Steve

Steve e o seu amigo Dan Magnusson transportaram-nos para onde eu desejo estar um dia… para as margens do Mississipi, num fim de tarde no clássico alpendre, a partilhar histórias da vida. Oh como o Steve tem magníficas histórias para partilhar… Num concerto onde testemunhamos uma avalanche de crowdsurfers (do género vários por segundo, that kind of crazy), Steve abriu o livro da sua vida em formato de canções, contadas pelas suas guitarras construídas pelo próprio (‘Do you know a boy named Jack White?’ Não Steve nunca ouvimos falar….

"Well...he gave me an old hubcap! It's what used to go in the middle of the wheels on a car. I guess he figured I was going to hang it on a wall or something... I didn't know what to do with it. But then....I found another one!" And then Steve turned around his guitar to show it was two vintage hubcaps welded together around a metal pipe. With a barbecue spatula welded on there too to tie the strings to. Awesomeness. The best bit of that guitar, for me though, was the beer can welded to the bottom: I don't think it did anything for the sound...but it was 100% pure Seasick Steve.

Não precisa de fazer nada ao som dele, porque é uma espécie de retrato não é? O Blues entranhou-se nos nossos ouvidos e a Ana (não eu, outra… ainda estou a chorar por não teres escolhido a Ana certa Steve) subiu ao palco e viu-lhe dedicada a clássica e famosa ‘Walking Blues’. Sigh

Sigh indeed. But not a tired “sigh,” more a “wow, I never imagined I’d be listening to this, or be so moved by his history and his obvious love of doing what he was doing” type of sigh. If Steve is a grandfather he’s the coolest, wine-swigging-est, most talented guitar-creating grandfather ever. And you know what? I don’t think he actually wanted to leave the stage at the end. And neither did we want him to—I’m sure we wanted to listen to even more of his stories, as song.

seasick steve, side stage collective, paredes de coura

seasick steve, side stage collective, paredes de coura

Mac DeMarco

Acho que devia começar com uma espécie de agradecimento ao público do concerto do Mac DeMarco por várias razões: por darem os parabéns à mãe dele, por arranjarem uma palheta ao pobre Andy (guitarrista sem munições? C’mon Andy!), pelo sósia/‘irmão’ do Mac que lhe viu dedicada ‘Brother’ (eles eram mesmo parecidos, juro), pela dança, crowdsurfing e pseudo-mini-mosh e pela Filipa e a sua amiga que estavam demasiado entusiasmadas por estarem em palco com a banda para sequer existirem como seres normais.

Poor girls! Heheh. They had no idea what the heck to do. And Mac, super chilled-out, wasn’t going to boss them around the stage. He just wanted to sing, laugh and be crazy, and to take the audience with him on his wild ride.

E levou, pela invasão do palco de umas 10 pessoas e um crocodilo na última música (fuck authority!). No geral foi um concerto muito alucinado como só o rapaz canadiano sabe dar. Montanha russa de emoções, entre super êxtase, calma, ternura, explosão de energia e sempre muita piada (humor canadiano ou humor mac demarquiano? anyaway fantástico).

He was a funny guy to watch perform, swirling in clouds of pot smoke. But that stage dive... Oh my god. That was perfect trust in his fans. A 5-metre run up across the stage and then a swan dive not just into the front row, but over the photo pit, over the bouncers, over the fence, and landing somewhere in the fifth or sixth row back. Where everyone caught him. My heart leaped. It was if the whole thing happened in slow motion in my head. Amazing.

mac demarco, side stage collective, paredes de coura

mac demarco, side stage collective, paredes de coura

Thee Oh Sees 

OH MEU DEUS. Se vos fosse contar há quanto tempo estava à espera deste concerto, escrevia um livro. Ok calma. O John Dwyer, aos meus olhos, é o Rei do Garage Rock. Calções cortados à tesoura, guitarra por baixo do pescoço e a comer o microfone… Tivemos que me enfiar no meio do mosh porque honestamente, é a única forma correcta de viver um concerto dos Thee Oh Sees. (neste mosh sucedeu-se o falecimento da nossa mascote Stevie the Panda… RIP).

side stage collective, mac demarco, paredes de coura

side stage collective, mac demarco, paredes de coura

Poor Stevie. His light was crushed out by the stomping feet of a thousand happy Thee Oh Sees fans. I'm surprised the ground itself could take the pounding, to be honest. Something about that music made you want to...bounce...bounce...bounce...push...shove...leap...fly.

Sim, é super intenso, acelerado, urgente, com distorção e fuzz. Acho que o entusiasmo foi tanto que me sinto uma idiota a escrever sobre este concerto. Ok. Dwyer vive com tanta intensidade o rock que toca, que até salta do palco para fazer justiça a um fã que invadiu o palco. O rock n roll é para ser vivido comtodo o corpo, toda a energia, todos os impulsos, toda a entrega.

Injury report: One ex-Steve. A bruised rib or two. One sore knee, not used to so much moshing. Two lightly-bruised noses from head banging into other people. Oh, and one hand injury, from we don’t know where, or even how, but it really hurt.

thee oh sees, side stage collective, paredes de coura

thee oh sees, side stage collective, paredes de coura

Chvrches 

Estava curiosa para ver Chvrches por tudo e mais qualquer coisa que se tem escrito sobre eles (e por eles/ela também). No entanto, again, não sei se foi da minha subida-ao-céu-e-regresso-à-terra com os Thee Oh Sees, não consegui entrar a 100% na dança e voz fofinha de Lauren.

Her voice coming over the speakers was just so light, high, happy and friendly. A lot like the music I'd say. But…Hmmm, what else to say about them? They were cheerful. And we were sat in the right place to hear them (not in front of the stage!).

Sentados de jantarinho na mão, ficámos a assistir o concerto e a dançar suavemente ao som electropop que nos estavam a oferecer.

chvrches, side stage collective, paredes de coura

chvrches, side stage collective, paredes de coura

Franz Ferdinand 

Franz Ferdinand foram a razão da única fila começada ao meio-dia que vi acontecer no Paredes este ano. Gostava de os ter visto ao vivo há uns quantos anos atrás mas não tive oportunidade.

Well I've seen them a handful of times before. They're always professional, in look, sound and just the way they stride around the stage as if they own every square meter of it.

Sim, chegaram ao palco como um furacão e o público reagiu… Oh se reagiu. Se onde nós estávamos se dançava freneticamente, mais perto do palco até moshpits, crowdsurfing e até chamas flamejantes houve. Ninguém estava quieto.

You’re right, I don’t know how anyone could resist. The dust was flying in the air at the end, with the poor tattered ground finally drying up under all those pounding feet.

O concerto já se assemelha a um best of e não o digo de forma depreciativa de todo, é por essa razão que o público estava ao rubro. Well, e também porque a banda se entregou 300% a nós. Numa banda desta dimensão, já parece quase raro.

franz ferdinand, side stage collective, paredes de coura

franz ferdinand, side stage collective, paredes de coura

White Haus

Já estávamos no campismo quando os portugueses White Haus subiram ao palco.

Even from afar these guys sounded good. Which is amazing, if you think about it. Their music made me want to go back there and dance to them, or something.

Admito que ainda fiz um ou dois moves de dança (dentro de uma tenda é complexo mas fazível!) para celebrar o sucesso do que estava a acontecer no palco Vodafone FM. Que festão deve ter sido porque… soou fantástico enquanto vestia o pijama.

white haus, side stage collective, paredes de coura

white haus, side stage collective, paredes de coura

Adormecer com aquela banda sonora foi muito peculiar. Baterias a recarregar para mais um dia de festivalanço...

Oh yes, falling asleep to this band was beautifully odd. I think it gave me relaxing dreams, even as I wiggled to find a comfy way to sleep in a tent.

Texto e Fotos por: Ana Viotti e Kit Eaton

Vodafone Paredes de Coura'14 - dia 3

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Vodafone Paredes de Coura'14 - Dia 1

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