Glass Animals e mais no Jameson Urban Routes, Musicbox DAY3

Glass Animals e mais no Jameson Urban Routes, Musicbox DAY3

Um noite anormalmente quente para a finais de Outubro – isto é que é levar o verão de São Martinho à letra – levou-nos ao Musicbox – que tem ar condicionado, bebidas e– sem surpresas – muito boa música. Para todas as idades e gostos. O festival Jameson Urban Routes traz-nos as promessas da nova season – bandas com álbuns acabadinhos de chegar às prateleiras (ou à iTunes Store e Spotify) e singles que não os deixam passar despercebidos.

Keep Razors Sharp

Psych-Rock directamente de Portugal...Keep Razors Sharp

A boa música feita em Portugal anda por aí. Basta estar atento. Keep Razors Sharp são exemplo disso. Afonso, Rai, Braulio e Carlos BB fazem música que eleva a música nacional aos standards internacionais sem dificuldade alguma. Tal como da última vez que os vimos – Super Bock Super Rock no palco Antena 3 – os Keep Razor Sharp mantêm-se afiados e uma das melhores bandas portuguesas ao vivo. “I see your face” e “Five Miles” provam que está tudo aqui, nesta banda: linhas de percussão limpas, daquilo a que chamamos “bateria portuguesa”, os power chords no limite da bridge e quase, quase a tocar o refrão, e letras e voz que não podiam encaixar melhor na sonoridade pós-rock psicadélico que caracteriza esta banda. Foram cerca de 45 minutos de muito rock na sala do Musicbox (com direito a luzes acesas – percalços acontecem - e uns parabéns impromptu para diminuir awkwardness, que ainda não se encontrava cheia, mas a encher. Rapidamente o apelo lançado através da música dos Keep Razor Sharp atraiu mais pessoas para o Musicbox – algumas delas muito entusiasmadas, não tivesse sido gritado “Afonso, faz-me um filho” bem mais do que uma vez, numa noite que se advinhava divertida e longa, muito longa. Tão longa. Artistas da NOS discos, o álbum homónimo está disponível para download grátis e legal aqui - http://nosdiscos.pt/discos/destaques/keep-razors-sharp; não percam esta oportunidade. [clica na imagem em baixo e vê as fotos do concerto!]

Fujiya & Miyagi

A Metamorfose e o(s) Moby(s) com Fujiya+Miyagi Se os Keep Razor Sharp são o rock psicadélico português em pessoa, os Fujiya&Miyagui são um throwback anos 2000. E isso via-se no público, mal se preparava a parafernália para entrarem em palco, houve uma metamorfose no público. Pessoal de 20 e tais anos, lentamente transformavam-se em jovens na casa dos 30-40 anos – para curtir como se estivéssemos a celebrar o novo milénio! A bandas dos Mobys – sim, esta banda tinha um “Moby” para todos os gostos (não fossem quase todos carecas tal como esta figura) – para além da música que tocam ter uma influência claramente proveniente da electrónica dos anos 00s. Já estão no activo há cerca de 14 anos, não são nenhuns newbies e isso nota-se. Tanto nos seus fãs, que quando curtem, dançam como se não houvesse amanhã e na música, polida, treinada que continua a ser reinventada a cada espectáculo e álbum, como se verifica com “Artificial Sweeteners” deste ano. [clica na imagem em baixo e vê as fotos do concerto!]

Glass Animals

A espera vai longa, mas valeu a pena com...Glass Animals

Depois de uma espera de cerca de uma hora e meia, chegou à altura de ver, aquela que para nós seria a banda final e principal da noite – Glass Animals. Esta banda de Oxford – não saltem para conclusões, eles não são os tipícos miúdos posh das regatas – que ainda agora acabou o tempo de gestação, está já a promover o primeiro álbum “Zaba” – editado em Junho deste ano. Mais uma vez, a metamorfose aconteceu e de adultos de 40 anos, voltamos para a média de idades anterior, bem ao estilo de Benjamin Button. O público era mais jovem, e feminino – na sua maioria. Os singles “Gooey” e “Hazey” escolhidos a dedo pela sua sonoridade chill e indie pop foram as cartas do baralho que atribuíram a esta banda um full house – pelo menos por agora. Mas como nem tudo é feito de contagens do spotify, esperemos que os Glass Animals não caiam no erro de se tornarem os novos The Neighbourhood – apostando na imagem, em oposição aos espéctaculos ao vivo. Por agora isso está longe de acontecer – duas bandas bastante diferentes – com os mesmos fãs. Dave Bayley, vocalista destaca-se como líder da banda – usando apenas meias vermelhas nos pés (já lhe roubaram os sapatos uma vez – podem saber a história toda quando lançarmos a entrevista) – com movimentos excêntricos que fazem lembrar Tim Booth da banda James. Com uma imagem e som selváticos e ao mesmo tempo amena, Glass Animals, se forem bem conduzidos, no próximo ano estarão a rodar pelos festivais, sem dúvida alguma. [clica na imagem em baixo e vê as fotos do concerto!] And then... time to sleep. Às 4h20 da manhã.

texto: Joana Paiva || fotos: Ana Viotti

Um dia com os Los Waves

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Sequin e mais no Jameson Urban Routes, Musicbox DAY1

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