From Lisbon to Leeds with… Mac DeMarco

From Lisbon to Leeds with… Mac DeMarco

Depois de 2 meses, 11 dias, 5 horas e 23 minutos (Quem está a contar? Eu é que não sou) a viver nesta ilha britânica, tive a oportunidade de ir a Leeds ver o concerto de um artistas que mais tive pena de perder no Vodafone Paredes de Coura do ano passado. Mac DeMarco, ele mesmo. Mas vamos voltar a uns meses atrás. Agosto mais precisamente. Por motivos pessoais não consegui ir até ao norte mas quando menos esperei ele veio até mim. Dia 20 de agosto, Walter TV, banda dos companheiros do Mac, e Andy Boay tocaram um pequeno concerto no Lounge em... Lisboa. Não é preciso dizer mais nada. A esse concerto não ia mesmo faltar e nesse dia ao olhar à minha volta percebi que não fui a única a pensar assim. O Lounge estava cheio e adorou receber estes 4 rapazes. O publico era maduro e depois do concerto reuniu-se todo lá fora e conseguiram-se ouvir comentários do género “Olha quem ali está!” “É o Mac! parece ser um tipo porreiro!”

Em Leeds, a história já foi outra. Depois de 30 minutos a caminho do Irish Centre, a andar por uma cidade que em pouco tempo nunca pensei que me fosse esquecer da existência de mapas, ali estava eu à porta rodeada por mini-Mac DeMarco's. Não é preciso t-shirts com a cara do Mac estampada para se perceber o quão o idolatram. (mas se tiverem um boné na cabeça, calças dobradas e meias brancas... é mais fácil). A ansiedade de saber se iam ter direito a crowdsurfing ou não, deixavam-nos cada vez mais inquietos mas não demorou muito até o descobrirem. O concerto começou e a conclusão que tirei logo foi que ser rapariga na plateia não é pecado mas é raro! Principalmente se não estiveres acompanhada por nenhum ser masculino. ( a TAP só me deixou trazer 25kg de bagagem, para a próxima venho melhor acompanhada). Mac e os 3 rapazes começaram com Salad Days, depois Brother, Let Her Go e daí nunca mais pararam. Tivemos tudo o que tínhamos direito, menos a encore. Mas depois daqueles 50 minutos, a opinião era unânime. Precisávamos de uma pausa para retomar as forças. Mas agora, ao olhar para trás é fácil ver as diferenças. E quando é diferente do que estamos habituados, temos a tendência de torcer o nariz. É esta a verdade e não a vou contrariar. Não há pit para os fotógrafos, não há vozes desafinadas do publico, as palmas não são estrondosas e há de certeza muita cerveja no estômago. Mas é assim que foram habituados e no final de tudo... vou continuar ser sempre a miúda portuguesa que gosta de gritar nos concertos e odeia… odeia mesmo cerveja.  

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