NOS Alive'15 || Dia 1

NOS Alive'15 || Dia 1

Foi a primeira edição que ninguém fica confundindo com o nome, NOS Alive é apenas NOS! E mesmo sendo a nossa segunda edição como Side Stage no festival, foi sem dúvidas a edição mais NOSsa. Já  sabemos os nomes dos seguranças, revemos muitos amigos que fizemos no festival, sabemos os cantos à "casa"… sim, é mesmo a nossa casa durante os três dias, e não NOS podia ter calhado uma melhor.   Bem- vindos ao primeiro dia do NOS Alive 2015, onde NOS aconteceu tudo e mais alguma coisa!  

The Wombats

NOS fomos britânicas com os THE WOMBATS

Sim, o Side Stage já chegou às terras britânicas mas (ainda) não experienciou nenhum festival 100% inglês. No entanto, durante os nossos primeiros 45 minutos do NOS Alive fomos transportadas Para o T in The Park- que até foi nos mesmos dias! O sangue inglês percorreu nas nossas veias ao som de "Techno Fan" e "The English Summer" como nunca tinhamos sentido antes. Não tivemos direito a uma cerveja na mão mas tenho a dizer que o escaldão que temos… de português não tem nada. Se um dia quiseres saber o que é preciso para ser uma banda inglesa com sucesso, pergunta aos The Wombats – o Todd é norueguês mas de certeza que até te vai saber responder.

Young Fathers

NOS sentimos o sangue a correr nas veias com YOUNG FATHERS

Pesos pesados da noite, (não, não foram os Muse) que trouxeram o hip-hop, funk, electro, soul, tudo isto a saber a chapada na cara. A carga dos beats que nos ofereciam eram intensos e trouxeram à flor da pele todo um conjunto de emoções fortes que nos fizeram sentir numa espécie de celebração que variava da ira, à tristeza, à determinação e a vitória! O eye contact intenso que lançam ao público é tanto perturbador como magnético. Talvez seja uma espécie degospel moderno, para espalhar a mensagem de Young Fathers… Amen [para introdução a esta banda, ouçam o álbum “White Men are Black Men too”, tudo dito]

James Bay

NOS vivemos numa colmeia com o JAMES BAY

Em The Wombats fomos até Inglaterra, mas quando estavamos a voltar ao Passeio Maritimo de Algés enganamo-nos no caminho e acabamos por entrar entrar numa enorme colmeia. Calma! Nós gostamos imenso do trabalho do James Bay, no entanto enquanto cantavamos "Let it Go" fomos rodeadas de casais e o mel nunca mais parou. Acabamos por dar o nosso Best Fake Smile (Did you see what I did there?) aos que nos rodeavam-  que tinham obviamente muito amor para dar.  

Metronomy

NOS fizemos marca-passo com os METRONOMY  

e fomos reconhecidas por isso (obrigada Olugbenga!) Dance Party! Com as energias repostas fomos para o palco Heineken para ouvir os balanços do teclado de Joe Mount e companhia.  Todos aconchegadinhos entoamos quase em uníssono “Love Letters”, “Reservoir” e a nossa favorita “I’m Aquarius”. Do meio da multidão, dançamos como se não houvesse amanhã – mas havia…havia mais dois dias de festival! A inovação está sempre presente, desta vez os teclados faziam um ângulo de 90º com o chão e fizeram com que o êxtase sentido dentro da tenda Heineken fosse ainda maior – esta banda consegue bater todas as outras no que tem a ver com dance moves.  

alt-j

NOS ouvimos música de “fazer bebés” com os ALT-J (PG 13 sempre)

Alt-J deram um concerto gigante – literalmente, no maior palco do festival - de apresentação do álbum “This is All Yours. Todo o mérito que os Alt-J possuem deve-se à sua mestria de construção musical, instrumental e vocal – não são os melhores performers de sempre no que tem a ver com interação com o público, mas claro está, quem os vê sabe disso. Nós dançamos desde “Breezeblocks” a “Left Hand Free” com a mesma energia, como se fosse uma festa só nossa da qual os Alt-J estavam a fazer parte.  

NOS dançámos louca e coordenadamente com CAVALIERS OF FUN

Cavaliers of Fun, banda portuguesa acabou por trazer todo um boost de energia e boa disposição aos pouco que estavam na tenda/palco Heineken. Havia espaço para dançar e acreditem que tirámos bom partido disso mesmo! Foi uma grande surpresa que nos fez ansiar vê-los de novo num espaço mais íntimo (mas por favor, dêm-nos espaço para as três dançarmos coordenadas, que os moves já estão todos preparados).

Hugo Macedo || NOS Alive

Hugo Macedo || NOS Alive

NOS não ficámos impressionadas com MUSE porque eles trataram disso há 7 anos

Vá vá, não se zanguem já connosco. O concerto não foi mau, aliás, com uma banda como Muse e toda a máquina que carrega num espectáculo ao vivo, dificilmente vão dar um mau concerto. Os elementos estavam todos lá, a boa música, as novas músicas de “Drones” (que o público ainda precisa de aprender), as luzes fabulosas, os confettis, os balões gigantes, a euforia das primeiras filas, e a simpatia dos músicos. No entanto não é por serem uma banda gigantesca que os faz os melhores da noite. São bons? SIM! Maravilhosos. Surpreenderam-nos? Não… Para essa surpresa guardamos outro concerto na memória. Foi lindo reviver alguns momentos de 2008 com os hits mais antigos que aqueceram o coração.  

Django Django

NOS ignoramos a dor (fisíca) e dançamos pela noite dentro com os DJANGO DJANGO

Quem escreve sobre Alt-J, escreve sobre Django Django – se isto não é um ditado, bem que o devia ser. Depois de terem tocado depois de Alt-J no palco Heineken em 2013, não foram promovidos como os seus amigos, mas ficaram pelos lados Heineken - que na nossa opinião foi uma boa opção – depois de MUSE o que levou a uma lenta insuflação de gente para aqueles lados. As gentes foram aparecendo, e continuando o mote do primeiro dia – e talvez e todo o festival – as festas dançantes continuaram, atingindo o clímax em “Default” – a pièce de resistànce dos Djangos. O campo magnético pós-Muse, fez um shift para o palco Heineken e assim continuou com sons psicadélicos que ecoavam devido à ventania que se sentia naquele dia.  

Texto: Ana Viotti, Joana Paiva e Raquel Candeias    || Fotos : Ana Viotti e Hugo Macedo

NOS Alive'15 || Dia 2

NOS Alive'15 || Dia 2

Side Stage on Tour - NOS Primavera Sound'15

Side Stage on Tour - NOS Primavera Sound'15