NOS Alive'15 || Dia 3

NOS Alive'15 || Dia 3

E chegamos ao último dia do NOS Alive 2015. Já sentimos saudades daqueles três dias de pura correria, nervosismo e adrenalina. Na verdade, sentimos tudo um pouco porque ir a este festival é muito mais que ouvir música. É uma experiência que vamos sempre querer repetir. Bem-vindos ao terceiro dia do NOS Alive'15, o dia em que fomos acompanhadas com dois bonitos e queridos escaldões (a Ana é a única sortuda).

Soldier's Heart

NOS fomos enganadas com o pop dos SOLDIER’S HEART

Quando fizemos o nosso trabalho de casa sobre as bandas que iam subir ao palco neste dia descobrimos esta banda que nos apaixonamos imediatamente. Soldier’s Heart – Location: Stockolm. Quando os ouvimos no palco Heineken, abraçamos o pop “sueco” como nunca. A Sylvie teve o poder de uma Cata Pirata enquanto transmitia o melhor dos países ‘nórdicos’- tal como a querida Oh Land o faz. Ao seu lado estava o Ferre a dar tudo o que podia (ou até mais) mas não nos podemos esquecer do simpatico Laurens e do Benjamim que decidiram utilizar o nosso ananas durante o concerto. Porque é que os Soldier’s Heart nos enganaram? Isso é uma história que descobrir quando lançarmos a entrevista.  

Sleaford Mods

NOS libertámos toda a raiva com SLEAFORD MODS

“Mas o palco está vazio, será que estão atrasados?” era o que se passava na cabeça de alguns. Andrew Fearn tem um portátil cheio de autocolantes, carrega no play, bebe cerveja e tem as melhores expressões faciais do mundo. Jason Williamson vai ao microfone e diz tudo o que tem a dizer de forma alucinada. Parece estranho e básico. No entanto é capaz de ter sido o concerto mais catártico e sincero do festival. Urgente, sarcástico, irritado, minimal, energético. Se fechasses os olhos, era fácil imaginá-los aos dois no quarto a discutir o temas da actualidade que trouxeram para o palco, por entre cervejas e cenas que se fumam (obviamente) a criar aqueles beats pesados, simples e que simplesmente te partem o queixo assim que se carrega play. Ouçam se ainda não o fizeram.

Counting Crows

NOS voltamos aos 90s com COUNTING CROWS

Fizemos rewind até aos anos 90 e ouvimos “Acidentally in Love” e “Mr. Jones” músicas que foram banda-sonora das comédias românticas que costumavam passar nos canais nacionais ao domingo à tarde. Com um cabelo memorável, Adam Duritz tentou interagir com um público que não estava muito para aí virado, talvez por estar à espera dos actos que se seguiam. A banda californiana não conseguiu agarrar a atenção naquele palco, com aquele público em particular, mas não deixa de ter mérito pelo esforço e simpatia. Nós achamo-los queridos e simpáticos, e cantamos – mas não ficamos encantadas.

NOS ficamos pegajosas em SAM SMITH (por causa do mel, get it?) 

É considerado um dos melhores vocalistas da actualidade, e quem já o viu desafinar que atire a primeira pedra – é simplesmente algo que não acontece. Baladas agridoces de quem foi magoado várias vezes, dão agora lugar a cânticos de esperança para amor novo – e amor underage – que era o que mais se via. Devia haver um ditado: “Se não tens idade legal para beber, não devias partilhar a tua língua com estranhos”. Um figura simpática e emocionada sempre que os fãs cantavam consigo, continua preplexo com o facto de no prazo de um ano ter sido promovido para o palco principal. Mais uma vez, demos as mão e cantamos “Stay with Me” e “Money on my mind” – só ficamos tristes por não haver uma festa DISCLOSURE + SMITH.  

Mogwai

NOS vimos MOGWAI pela trilionézima vez e não nos queixamos

O triunfo do pós-rock, com o cheirinho épico a que já nos habituaram. Não foi um concerto particularmente espectacular, a banda parecia estar segmentada, faltava a energia de união ou algo semelhante. Foi um concerto que continuou e continuou tipo estado de transe. Quando o público e Mogwai se tornaram um (sim isso eventualmente aconteceu) tudo parecia certo, as luzes verdes alienigenas ficaram-nos cravadas no cérebro tal como o eco daquele fuzz saboroso.  

The Jesus And Mary Chain

NOS viajámos no tempo com THE JESUS AND THE MARY CHAIN

Psychocandy, 1985. Foi assim que tudo começou para The Jesus And The Mary Chain e sim, nenhuma de nós era nascida e muito menos imaginada pelos nossos papás… A realidade é que eles andavam a ouvir este álbum certamente, tendo em conta o impacto que teve na música alternativa. E nós pudemos reviver esses momentos de uma forma estranhamente nostálgica. Sentiu-se o poder daqueles tempos naquela tenda, e acreditem foi contagioso. De "Just Like Honey"  a "It's So Hard"  o álbum foi tocado na integra (+ 3 extras) e deixou toda a gente a pedir por mais.  

Chet Faker

NOS protegemos o nosso australiano- quase português  CHET FAKER

“Isto é quase kizomba” dizia uma rapariga enquanto me dava um encontrão para se chegar mais perto do palco… Kizomba dizia ela. Foi a Terceira vez que vi o Chet Faker e se calhar a menos especial- depois de uma noite no Coliseu dos Recreios era dificil superar, mas em nenhuma delas ouvi Kizomba (e acho que nem ela porque momentos depois já estava a passer por mim outra vez). O concerto foi demasiado curto para aquilo que  gostávamos mas depois de 4 concertos numa semana em Lisboa, o Chet não aguenta mais e nós entendemos.

Raury

NOS queremos o RAURY de volta já

Raury Raury Raury Raury Raury …. Quando descobrimos Raury partimos um copo e desde então ficámos apaixonadas. O coreto transformou-se num altar e Raury o nosso jovem deus… Com uma energia inigualável, uma honestidade de indigo child que revela uma maturidade brutal para um rapaz de 19 anos. Contou-nos de onde vem (Atlanta, Georgia) e pediu-nos que nos juntássemos todos, nos conhecêssemos uns aos outros. Foi nesse tom de abertura que o concerto se desenrolou, quase como se estivéssemos todos em palco com ele. A banda que trouxe consigo é absolutamente deslumbrante. Só rezo que tragam o querido Raury para um palco mais ao seu tamanho (de alma e som).

Azealia Banks

NOS fizemos uma revolução em AZEALIA BANKS

Uma Azealia mais vestida do que o habitual e reminiscente dos tempos áureos de Missy Elliot, deu origem a uma festa dançante de movimentos agressivos por todos os cantos do palco Heineken. A atitude desta mulher não precisa de megafone, mas ela fez questão de o usar, para sublinhar mais uma vez – que é forte, magnífica e tem uma voz. Há pessoas que a acham  convencida, nós gostamos dela. Libertamos o nosso wild side  e dançamos pela noite dentro. Ah pois é.  

Disclosure

NOS acabamos o festival com os DISCLOSURE (mas tristes)

Parece que o última dia do alive foi mesmo o dia 3. Terceira vez a ver Chet Faker, terceiro dia do festival mas também a terceira vez a dançar ao som dos irmãos Disclosure.  Foi a vez em que mais dançamos – Nunca mais os ponham no clubbing- e não podia haver melhor maneira de fecharmos esta edição. Gastamos todos as energias que tinhamos e as que não tinhamos (tivemos de ir comer mais cachorros #cachorrossaovida) mas temos de admitir que estavamos à espera de um Sam Smith no palco… mas não se pode ter tudo.  

Texto: Ana Viotti, Joana Paiva & Raquel Candeias || Foto: Ana Viotti & Raquel Candeias

Super Bock Super Rock'15 || Dia 1

Super Bock Super Rock'15 || Dia 1

NOS Alive'15 || Dia 2

NOS Alive'15 || Dia 2