Super Bock Super Rock'15 || Dia 1

Super Bock Super Rock'15 || Dia 1

Voltamos ao Super Bock Super Rock mas desta vez  na cidade. O Parque das Nações aceitou o desafio e o Side Stage aceitou a calçada como se fosse terra batida. Bem-vindos ao primeiro dia do Super Bock Super Rock 2015!  

King Gizzard And The Lizard Wizard

King Gizzard and The Lizard Wizard

Ainda me lembro quando a Courtney Barnett me falou desta banda. “Australiana e com imensas músicas para ouvires. Vais gostar deles!”. O sol ainda nos batia na cara ( a Joana até apareceu no Público por causa disso) e era demasiado cedo para os King Gizzard and The Lizard Wizard mas a meio gás, os 7 rapazes transmitiram-nos toda a essência do surf e garage rock. Stu com as suas caras estranhas que dá tanto gosto em fotografar enquanto o Eric e o Michael conjugam as suas baterias e sair de ritmo é completamente impensável. King Gizzard and The Lizard Wizard é só um dos muitos exemplos de que a Austrália nunca deve ser esquecida no mundo do (surf) rock.

Milky Chance

Milky Chance

O duo Belga que atingiu a fama com a divertida “Stolen Dance” foi o responsável pela abertura do maior palco desta edição do Super Bock Super Rock. E que abertura! Entre luzes amarelas, verdes, e batidas que fazem lembrar o pôr-do-sol junto à praia, os rapazes de “Stolen Dance” e “Flashed Junk Mind” - sempre com um cabelo memorável - fizeram as honras num MEO arena cheio de energia, mas ainda longe de estar cheio de gente.  

Perfume Genius

Perfume Genius

Mike Hadreas é o nome daquele furacão tímido, confiante, intenso e ténue. Ele é arte, é música, é dança, sentimento tudo naquele ser andrógino, que demonstrou ser a melhor pessoa de sempre, após os problemas que teve em palco. Foi abraçar os fãs. Um a um sem pressas. Já em palco, tivemos oportunidade de viver uma paleta de emoções enorme através das dançar alucinantes aos momentos mais íntimos e calmos, em que se chegou mesmo a sentar (como se nos tivesse convidado para o seu sofá, só que estávamos todos por baixo da pala do Siza). Obrigada por serem uma banda tão GENIUS, para a próxima, encontramo-nos à noite.  

The Vaccines

The Vaccines

“Rock inglês típico” – seria assim que a maioria das pessoas descreveria a música de Vaccines. Guitarradas suadas e algum feedback - infelizmente típico - da MEO Arena caracterizaram este concerto electrizante liderado por Justin Hayward-Young. O novo álbum English Graffitti e temas da discografia passada como “Ghost Town” foram recebidos com gritos estridentes e ficamos a perceber que – claramente – Vaccines têm muitos fãs cá em Portugal, e esses começam a ser do hardcore.

Little Dragon

Little Dragon

Toda uma performance artística com Little Dragon, foi como visitar o MoMA, os losangos de luz, a dança, os sons electrónicos, o vestido que parece peça única… Peças de arte. O som dançante, vibrante e até um pouco psicadélico têm uma mistica que contagiou quem estava em frente ao palco EDP e atraiu mais alguns, que por lá ficaram encantados com Yukimi Nagano e se deixaram levar e contagiar pelo som.    

SBTRKT

SBTRKT

Ora aí está… ouvir SBTRKT antes da meia noite é estranho. Mas podem esquecer tudo e ir ouvir SBTRKT porque foi certamente um dos concertos da noites, se não o melhor. Brindados com bateria ao vivo e a voz do querido Sampha (ainda bem que voltaste Sampha we love you!!). Aaron Jerome, o rapaz da máscara, o rei do palco que toca mil instrumentos, lança beats, faz magia, tudo ao mesmo tempo a um ritmo alucinante. “New Drop. New York” foi um dos pontos altos (não fosse uma das nossas Side Stage Girls, fã incondicional do Ezra!) e o resto é história. Dnaça e mais dança, percussão fabulosa que se entranha nas batidas cardíacas e a voz angelical de Sampha que faz tudo tomar sentido. Vamos dançar mais vá lá vá láaaaaa!

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Sting

No dia em que a faixa etária foi a mais heterogénea, Sting era a meta, o objecto mais querido que a maioria queria alcançar. Não há como negar – Sting e toda a sua produção são máquinas bem oleadas; “Every Breathe You Take”, “Roxanne”, “Walking on the moon” ou “Fragile” alguns dos êxitos foram banhadas num rio de luzes prata que deram um flair ainda mais especial ao concerto. Como um amigo me disse há tempos: “A voz do Sting é como veludo que acaricia todos os teus terminais nervosos e te relaxa” - a caminho dos 65, Sting continua a ser Sting e as suas músicas continuam a ter um significado especial na vida de cada um. Para nós porque as ouvimos durante a nossa infância, os nossos pais porque as ouviram e compraram os discos durante a juventude. Foi uma reunião de gerações que soube bem, muito bem.  

Toro Y Moi

Toro y Moi

‘Muá’ ou ‘Moi’? era o tópico de discussão a caminho do palco Carlsberg mas mal lá chegamos a importância do nome foi completamente esquecida. O nome – dito bem ou mal- já anda nas bocas do mundo há algum tempo mas nenhuma de nós estava à espera daquele tipo de concerto. Infelizmente, a nossa energia não estava nos 100% mas o funk não nos passou ao lado e ainda mostramos uns bons passos de dança do som de “Still Sound” e “So Many Details”.      

Texto: Ana Viotti , Joana Paiva & Raquel Candeias  || Fotos: Ana Viotti e Álvaro Isidoro

Super Bock Super Rock'15 || Dia 2

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NOS Alive'15 || Dia 3

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