Super Bock Super Rock'15 || Dia 2

Super Bock Super Rock'15 || Dia 2

O primeiro dia foi conhecido como ' reconhecimento do território'. O Parque das Nações era um espaço novo para nós no que toca a festivais (Fomos lá para ir ao oceanário…). Neste dia, já sabíamos todos os cantos à casa e não havia razões sermos as baratas tontas lá do sitio. Bem-vindos ao dia 2 do fantástico Super Bock Super Rock 2o15.  

Sinkane

Sinkane

Depois de um concerto com um frio de rachar no Vodafone Mexefest, Sinkane voltam para o calor abrasador que se fez sentir no Palco EDP. Voltou o funk, a boa disposição, a dança e a fabulosa voz de Ahmed (Ahmed, por favor, é para a próxima que vamos finalmente concretizar a nossa entrevista que está para ser desde o inverno? Por favor não vás ao mercado). Anyways, Funk Rock com ventos de (free) jazz… Foi uma animação, principalmente porque o resto da banda é igualmente fantástico com uma energia contagiante.  

Benjamin Clementine

Benjamin Clementine

Um palco simples mas com tanto para dar. O bonito inicio de tarde que nos contou uma história por detrás do olhar penetrante do Benjamin Clementine. O cantor... ou melhor, o poeta recusa-se a olhar para o seu piano durante o concerto. Em troca, prefere olhar para quem o assiste e assim apaixonar os portugueses com as suas letras tão sofisticadas e sublimes que ainda nem sei como é que não sabia da sua existência antes . Obrigada Super Bock Super Rock, agradecemos estas surpresas.  

Kindness

Kindness

Kindness, o alter-ego de Adam Bainbridge volta – para nossa felicidade - depois de ter estado presente na edição passada do Vodafone Mexefest, e ter sido um êxito. Este músico e o seu projecto a solo têm atingido altas proporções devido ao seu som atractivo de R’N’B swingado que faz com que seja impossível, mesmo à pessoa mais taciturna ficar parado. Com um fato azulão, Kindness canta para nós, para eles, para todos, com a intensidade de quem quer transmitir uma mensagem que transcende a vida dos comuns mortais.  

The Drums

The Drums

A injeção de indie pop que estávamos a precisar! Digam o que disserem, se os álbuns desapontaram ou não, a realidade é que Jonathan Pierce brilhou (literalmente) como lead singer daquela banda. Movimentos alucinantes e estranhos, fazem lembrar assim muito de leve, o grand Ian Curtis (sei bem que se influenciam em Joy Division, sente-se alguma darkness na música )“Let’s Go Surfing” pôs toda a gente aos pulos e por exemplo “Money” pôs-me a gritar a letra num falseto terrivelmente irritante porque, lá está, não sei cantar.

Savages

Savages

Se o pudessemos definir “estilo” com um nome de uma banda seria, sem dúvida “Savages”. Entraram em palco como anjos negros, e saíram confirmadas estrelas do espectro rockeiro feminino. Savages voltaram, prontas para conquistar – mesmo com o som a pregar-lhes uma partida. Cantaram temas novos, que deliciaram os ouvintes mais atentos com a agressividade doce que lhes é características. Elas podem parecer anjos, mas podiam dar cabo de qualquer um. Literalmente.    

Best Youth

Best Youth

Ah… Uma das nossas bandas portuguesas favoritas, finalmente em carne e osso a cantar e tocar para nós! Ed Rocha Gonçalves e Catarina Salinas vieram com banda e vieram para arrasar! A Catarina tem uma voz super sexy (juro que se não tivesse procurado, ainda acharia que eram uma banda estrangeira [não ofendendo gregos nem troianos ok? Eles soam a BANDA A SÉRIO!]). Com uma enorme presença em palco por parte de todos, transformaram um concerto de palco pequeno num momento de encher o coração. Obrigada! Agora só me apetece ir beber café com eles e falar sobre coisas lindas.  

Bombay Bicycle Club

Bombay Bicycle Club

Se há álbum que esteve em repeat durante os meus primeiros meses de frio na ilha foi de certeza o ‘So Long, See You Tomorrow’. Para qualquer lado que ia ‘Carry Me’ ou ‘Luna’ estava a tocar como música de fundo desde ao supermercado à pizzaria da universidade, e ter a oportunidade de (finalmente) ouvir a banda ao vivo passou a ser um dos concertos que mais ansiei durante o SBSR. E assim foi, os ‘tiros’ na bateria do Suren acertaram-nos diretamente no coração e a festa assim começou! Juntamo-nos ao Jack, e fomos o melhor coro não contratado que podiam ter tido. Rae Morris, para a próxima soube ao palco com os amigos Bombay, tive saudades.  

dEUS

dEUS

dEUS é omnipresente e omnipotente, mas alguém nos disse que Tom Barman tinha andado por Sesimbra perdido, no dia do concerto; mas isso não impediu que a energia debitada em palco fosse a mesma de sempre; o problema é que a plateia que estava lentamente a encher a MEO Arena estava à espera de Damon Albarn e companhia. Tom Barman parece ser fluente em português, e isso aliado às músicas consagradas de dEUS como “The Architect” serviram de aquecimento para Blur, mas nem por isso seduziram por completo os que andavam a vaguear pela MEO Arena.

Blur

Blur

Não consigo explicar como estavamos ansiosas por este concerto – finalmente, nós que nascemos nos anos 90 e sempre tivemos Blur em background e no nosso subconsciente – vimo-los ao vivo. O problema quando se tem muitas expectactivas é que às vezes elas não são correspondidas. “Parklife”, “Boys and Girls” e obviamente o eco “woo-hoo” de “Song 2” compensaram por um set ligeiramente arrefecido talvez pelos gelados em palco (dica?). Sentimos Damon noutra dimensão, mas que não deixou de puxar por nós e até chamou um rapaz ao palco para a celebração. Foi um concerto suado, molhado (literalmente, não tivesse Albarn regado os fotógrafos com garrafas de água) e nostálgico que serviu para aumentar a frequência cardíaca, mas não provocar um ataque cardíaco.    

Texto: Ana Viotti, Joana Paiva & Raquel Candeias || Fotos: Ana Viotti

Super Bock Super Rock'15 || Dia 3

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Super Bock Super Rock'15 || Dia 1

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