Super Bock Super Rock'15 || Dia 3

Super Bock Super Rock'15 || Dia 3

O dia ainda nem tinha totalmente começado e já tínhamos saudades. O Side Stage evitou andar com um lencinho na mão e arrastar-se pelos cantos. Levantamos o queixo e andamos palco a palco a ver e ouvir o melhor da música portuguesa e internacional. Bem-vindos ao dia 3 do Super Bock Super Rock.  

Modernos

Modernos

A música portuguesa não pode ser esquecida e agora nestes tempos tão modernos (#tenhopiada) há tanto por onde escolher. É aqui que aparece a banda Modernos que foram aquecer o palco EDP para este último dia do Super Bock Super Rock. As comparações não podem ser evitadas, há quem prefira Capitão Fausto mas também há muita gente que prefira Modernos, especialmente o Alex dos Palma Violets. Lá estava ele com uma Super Bock e cigarro na mão a dar valor ao que os portugueses têm para dar.  

Thunder&Co.

Thunder&Co.

Isto sim é que é! Thunder&Co. são “A” banda que nós temos ouvido vezes e vezes sem conta, é com eles que treinamos os nossos passos de dança e já sabemos todas as letras (que cantámos e dançámos descaradamente em frente ao palco). Música electrónica com baixo e bateria em palco é ouro para os nossos ouvidos e o Sebastião e o Rodrigo são super descontraídos e transpiram boas vibes (até fazem parecer que ser uma banda, fazer música, estar em palco é facílimo!). Não consigo escolher quais foram as melhores músicas para vos recomendar mas vão ouvir o àlbum Nociceptor e vão perceber do que estou a falar.  

Palma Violets

Palma Violets

Tínhamos visto o soundcheck da banda cinco minutos antes do concerto começar mas mesmo assim fingimos que tal tinha acontecido. Palma Violets não são os típicos ‘lads’ mas nota-se à distância que o sangue que lhe corre nas veias não podia ser mais inglês. Ouvimos os êxitos da banda que tanto gostamos e gritámos especialmente em ‘Best of Friends’ – quando o Side Stage tiver a sua própria gala de prémios vamos dar aos rapazes o troféu de melhor canção sobre friendzone. A calma do Jeffrey quando toca teclas e combate os problemas técnicos foi cativante mas por alguma razão a parte esquerda do palco deixou-nos de pé atrás... mas mesmo assim podemos ser todos melhores amigos!  

D'Alva

D’Alva

Já vimos D’Alva, já dançamos D’Alva, já fomos e somos D’Alva. No palco Antena 3 e ao final da tarde do última dia, Alex, Ben e companhia fizeram do pôr-do-sol o motivo para uma festa dançante, colorida e com vários coros entre o público e os membros da banda. Abrindo com “Frescobol” com os ecos “bate que bate”, foi um concerto quente, que divertiu as pessoas que se encontravam no anfiteatro bem amanhado para aqueles lados noroeste do MEO Arena.

Unknown Mortal Orchestra

Unknown Mortal Orchestra

Foi a banda sonora do nosso primeiro vídeo (de sempre!), fez parte do nosso primeiro aniversário no NOS Alive e até uma entrevista exclusiva tivemos com o Ruban... por isso a nossa relação com os Unknown Mortal Orchestra não é de agora. No entanto, enquanto tivemos um ano separados eles decidiram lançar um novo álbum e não há media que não fale dele e os concertos continuam tão bons como nos tinham habituado. Os problemas de som do Palco EDP foram (quase) esquecidos com a energia de palco do Ruban- bem se podia juntar com o Gerrit dos Future Islands- que não me espanta nada se disserem adeus aos palcos secundários dos festivais brevemente.

Crystal Fighters

Crystal Fighters

Claro que os Crystal Fighters não se podiam apresentar de forma ‘normal’. Um palco repleto de plantas, bandeiras e coisas que tais e um gigantesco banner com o nome da banda, trouxeram o palco mais elaborado do festival. Sebastian Pringle entra em palco com o que parece ser uma joint gigantesca, mas parecia que estava a purificar o palco para a performance que iam dar. Toda a gente empalco tem uma energia incrível e cada um interpreta a sua personagem também. Transforma tudo aquilo num espectáculo teatral electrónico, folk, de dança espectacular. O ponto alto foi sem dúvida com “Plage” em que toda a gente saltou até partir o chão (e para dizer a verdade toda a gente queria as gigantes bolas de praia que atiraram para o público!)  

Banda do Mar

Banda do Mar

Os horários pareciam estar trocados mas cada concerto é uma experiencia diferente. Desta vez deixamos o sol do Porto e abraçamos as estrelas do céu do Parque das Nações. A Mallu e o Marcelo continuam a ser o casal mais querido em palco que já alguma vez vi e com o Fred na bateria fazem sempre soltar o samba que eu nunca soube que houvesse em mim (remei sem querer, adoro). Fizemos uma pausa na correria entre palcos ao som da nossa música favorita “Mais Ninguém”. Não há dúvidas que o Side Stage faz sempre a festa e somos do Mundo.  

Franz Ferdinand & Sparks

Franz Ferdinand & SPARKS

Combinação de Franz Ferdinand e a banda veterana SPARKS, deram um concerto revivalista e nostálgico, passando pelos grandes hits das duas bandas. Os irmãos Mael, da banda SPARKS, não ficam atrás de Alex Kapranos e companhia, contribuindo significativamente para a nostalgia da sala. Numa sala que aguardava quase religiosamente pela fada-madrinha Florence Welch – e por isso mais jovem, não foi de admirar que as músicas mais celebradas foram os êxitos de Franz Ferdinand como “Do you Wanna” ou “Take me Out”. Foi morno - mais que morno na realidade estavam para lá uns climas tropicais não fosse o calor e humidade – mas teve picos de calor que nós agradecemos.  

Florence + The Machine 

Engraçado ler-se sempre a piada da “máquina de Florence”. Florence é headliner, mas a Florence ainda é genuina, ainda é orgânica e ainda é verdadeira, Não havia divisão nenhuma, todas nós temos uma paixão incondicional pela Florence e queríamos assistir bem de perto aos seus poderes e quem sabe fazer parte deles. Florence foi “A” fada branca e esvoaçante que encantou o Pavilhão Atlântico, não precisou de uma varinha mágina. Apenas apelou ao abraço de grupo a estranhos e às cavalitas e assim o fizemos, não conseguimos dar um não à nossa fada favorita. Mais que ver o concerto, vivemos uma experiência espiritual mesmo. Choramos não em uma, mas em várias músicas já para não dizer que as nossas cordas vocais nunca mais vão ser as mesmas. Obrigada, obrigada e obrigada.  

Throes + The Shine

Ui. Depois da mosntruosidade que foi a Princesa Fada Florence, para manter as energias em alta, fomos a Throes + The Shine. Só apanhámos o fim do concerto mas demos TUDO!  A fusão do rock com o kuduro está bem e recomenda-se porque a festa estava tão tão hardcore que dançámos até cair para o lado. Literalmente, tenho o tornozelo inflamado ainda… Ele era troncos nus, pés descalços, suor a escorrer por todo o lado e os passos de dança mais extreme que alguém se podia lembrar. Esta foi a forma ideal de terminarmos o festival, ainda para mais, em português!    

Texto: Ana Viotti, Joana Paiva & Raquel Candeias || Fotos: Ana Viotti

Sheppard || Interview

Sheppard || Interview

Super Bock Super Rock'15 || Dia 2

Super Bock Super Rock'15 || Dia 2