Vodafone Paredes de Coura’15 - Dia 2

Vodafone Paredes de Coura’15 - Dia 2

Hinds

Desde a primeira vez que as vimos no Vodafone Mexefest muita coisa mudou na vida das nossas ‘hermanas’ Hinds . Mudaram o nome, têm novas músicas/álbum na bagagem e muitos carimbos no passaporte.  Não vai ser assim tão brevemente que estas miúdas vão acalmar mas o público parece querer ainda mais. A tenda encheu, todos tinhas as letras na ponta da língua e a energia não parou. O Side Stage assistiu a este concerto bem de perto, estejam atentos ao blog nos próximos dias.  Não é nenhuma versão de ‘Bamboo’ - “I want you to call me by my name when I am lying on your tent” mas vão gostar na mesma.    

Pond

Pond… Oh Pond! Foi o momento em que tudo começou a ficar intenso… Tão intenso que o público começava na grade e acabava já no caminho para o palco principal. Nunca tínhamos visto algo assim no Paredes de Coura. Era um prenuncio para um concerto mais marcante do que toda a gente antecipou. “Para o ano vão para o palco principal” ouvia-se aqui e ali… Nick Allbrook é uma personagem que parecia insegura e vulnerável antes de entrar em palco, só para descobrirmos que o lugar dele é no palco com os seus companheiros a espalhar a palavra do rock psicadélico dançável que não deixou ninguém indiferente… Deixou-nos a chorar por mais.  

Steve Gunn

Depois de uma music session tão intima e incrivel- aprendi que está é uma palavra fundamental naquela zona de Portugal- como aquela, não podiamos perder o Steve Gunn no palco principal durante o pôr de sol. Quando a musica certa de junta ao cenário perfeito torna aqueles minutos mais longos e intensos. Os acordes certos ao som das suas letras romanticas foram os ingredientes perfeitos para os nossos olhos brilharem, os ouvidos sorrirem enquanto os casais lá se abraçavam #mel (artigo especial da music session em breve. Sim, adoramos dar-vos exclusivos e nem sequer é Natal)  

White Fence

Tivemos esperança que o Ty Segall viesse mais cedo para as maravilhas de Paredes de Coura para partilhar palco com os White Fence. Infelizmente, não aconteceu (chorando). No entanto, Tim Presley apareceu com a sua banda e trouxe-nos toda a energia do psychedelic garage rock DIY a que nos tem habituado. Ma entretanto, com o último álbum For The Recently Found Innocent, está tudo mais polido sem perder o poder que White Fence sempre teve. Tim Presley é um compositor fantástico e esperemos vê-lo de novo numa sala mais íntima, pode ser Tim.    

Father John Misty

Glitter – Check! Voz afinada- Check! Um bom sitio para ver o Josh Tillman- Check! Não podiamos estar mais prontas para ver Father John Misty ao vivo e a cores (não tão colorido como a capa do album, na verdade as luzes podiam ter sido melhores). Ali estava ele com o seu sentido de humor afinado mas que não foi tão bem entendido pelo publico - tal como a sua camisa não estava entender que o seu lugar era dentro da calças. Enquanto efeitiçava as fadas Side Stage com as letras para a Honeybear, Father John Misty encantava a colina (e os fotografos) com a sua veia teatral.    

Iceage

Os dinamarqueses Iceage trouxeram a atitude punk ao palco Vodafone FM. O vocalista Elias Bender é absolutamente visceral em palco e entrou aos berros enquanto percorria o palco. No entanto, o concerto em si não foi tão poderoso quanto a energia do frontman. Trouxeram-nos Plowing into the Field of Love, último álbum, e por muitos crowdsurfs que tenham havido, sentia-se que o público queria um bocadinho mais. Elias no entanto é absolutamente hipnotizante e a música de Iceage não deixa de ser uma banda que adoramos e queremos ver de novo.    

Tame Impala

Era a terceira vez que estávamos perante os “nossos” australianos Tame Impala mas havia algo especial prestes a acontecer. Iamos ouvir uma boa parte do álbum “Currents” ao vivo. Sim, isso aconteceu e nós let that happen (até tive piada). O espectáculo do Kevin Parker e dos seus companheiros encheram a colina de Paredes de Coura quase até à vila (parece exagerado mas com a quantidade de gente quase podia ser verdade). O concerto foi uma viagem visual, sensorial, espectacular… Transportaram-nos através do som, de gráficos psicadélicos e fomos com eles até ao cérebro de Kevin Parker, que imaginou tudo o que vimos e ouvimos ao pormenor… Memorável. Tal como nos disse “So far this is our biggest crowd and our best concert in Portugal!”. E foi…  

Texto: Ana Viotti & Raquel Candeias || Fotos: Ana Viotti

Vodafone Paredes de Coura’15 - Dia 3

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Vodafone Paredes de Coura'15- Dia 1

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