Vodafone Paredes de Coura’15 - Dia 4

Vodafone Paredes de Coura’15 - Dia 4

Holy Nothing

    No segundo dia do festival, na fila do café Nicola fomos abordadas por um rapaz que estava muito entusiasmado com os nossos lenços oficiais do Vodafone Paredes de Coura… Ora esse rapaz era nada mais, nada menos que o Nelson Silva dos Holy Nothing, que nos convidou para o seu concerto no último dia do festival. Nós prometemos e aparecemos na fila da frente! Os meninos do Porto trouxeram a electrónica, do melhor que se faz em Portugal. “Hypertext” chega-nos em breve e pelo que ouvimos, queremos tudo já!! Dançámos às 6 da tarde como se fossem as altas horas da manhã após uma bela saída à noite. “Cumbia” foi a desbunda total, por isso, Nelson, convida-nos outra vez para os teus concertos sff!  

Natalie Prass

Party time in Portugal atingiu todo um outro termo com a Natalie e a sua banda de Virginia. Não vamos subestimar o seu talento e as suas músicas, especialmente com o primeiro album acabadinho de sair, mas quando Natalie Prass decidiu, ainda timida, animar a plateia com aquele improviso tão especial, não podiamos querer algo melhor. Personalidade, voz e banda : on point! E foi aquela banda- a mais animada de sempre- que a avisou que se tinha esquecido de uma música, “A” música “Jass”. Se este é só o inicio… é melhor terem cuidado com ela.    

Woods

O dia era cinzento e Woods tinham sido obrigados a mudar a localização da sua Music Session mas isso não fez mudar nadinha. Mais tarde, juntaram-se no palco Vodafone e sinais de chuva era nem vê-los. Os cinco rapazes mostraram-nos as essências do indie folk e a Praia fluvial do Taboão era agora o cenário perfeito para os receber (Brooklyn o que é isso quando temos o Couraiso). Além disso, um amigo nosso deu-nos a conhecer a banda Quilt. Uma mistura de indie rock e ondas psicadélicas que incluem o baixista e o teclista dos Woods. Merece uma espreitadela!  

Temples

Orgulho de ver uma banda que começou a gravar umas músicas num quarto algures em Inglaterra e agora tem a colina da Praia Fluvial do Taboão a cantar os êxitos do Sun Structures. Os quatro rapazes mostram que andar em tour há tanto tempo deu-lhes oportunidade de aprender e melhorar, agora com intros mais longas e tão mais… Temples (amadores? NUNCA) e um cheirinho ao que podemos encontrar no futuro com ‘Henry’s Cake’. O Side Stage ganhou a aposta do glitter no casaco do James e mal podemos esperar para cantar as letras do inicio ao fim, os ritmos da guitarra, do baixo, da bateria e fazer as backing vocals outra vez – aqui não se brinca. Mas acalmem-se com o crowd surfing que aquilo foi hardcore.    

Fuzz

FUZZ FUZZ FUUUUUUUZZ! O concerto mais louco do festival finalmente estava a acontecer. Ty Segall sobe ao palco com Charlie Moothart na guitarra, e para grande surpresa (e mega felicidade) nossa, o Sr. Chad Ubovich no baixo. O Ty e o Chad têm as caras pintadas de branco e preto, e o rock de garagem estava instalado e tudo o que havia a fazer era simplesmente deixares-te levar (acho que atravessei a tenda de ponta a ponta de moshpit em moshpit!). Ficámos sem fôlego a cantar, com marcas (troféus!) de guerra [nódoas negras] de um concerto que só veio provar que em tudo o que o Ty Segall toca, transforma-se em pura perfeição do rock. Façam mais um álbum por favor, por favor! Fomos obrigadas a fazer um merecido descanso depois do concertão que foi Temples e FUZZ.

Lykke Li

Lá fomos buscar a refeição do noite para repor energias e ajudar na afinação das nossas cordas vocais para a cabeça de cartaz do dia… a sueca Lykke Li. Entre covers (apercebi-me que por alguma razão sei a letra toda da música do Drake) e os tão desejados êxitos que já nos tinham acompanhado na alvorada, animou o publico e deixou que a chuva não nos incomodasse (assim tanto). Acompanhadas pelos nossos queridos ponchos aderimos ao lema “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”.  

Ratatat

Para acabar, era preciso acabar em grande e os Ratatat deram um concerto enorme! Mike Stroud e Evan Mast prepararam um palco perfeitamente simétrico, quase em iluminação para os músicos para todo o foco estar nas projecções alucinantes de animais psicadélicos e no espectaculo de luzes que até teve direito a lasers. Ratatat é para dançar, no entanto, as guitarradas que se misturam lá pelo meio inspiraram diversos crowdsurfers a fazer o que fazem melhor (incluindo o nosso amigo crocodilo, que não podia falhar!). Ouvir o álbum Magnifique fez-nos querer levar a pista de dança no bolso para não esquecermos o momento em que dissemos adeus ao Vodafone Paredes de Coura por 2015.  

Texto: Ana Viotti & Raquel Candeias || Fotos: Ana Viotti

Backstage with… Hinds

Backstage with… Hinds

Vodafone Paredes de Coura’15 - Dia 3

Vodafone Paredes de Coura’15 - Dia 3