Side Stage goes to...PUKKELPOP

Em Portugal, a Ana e a Raquel andaram por terras minhotas naquele que seria o ano com mais festivais com a presença do Side Stage, mas não foi só por terras lusas que se fez ouvir a nossa voz. Eu, Joana, aproveitando o facto de estar abaixo do nível do mar e perto de um dos maiores festivais da Europa, a única coisa a fazer seria:

  1. Apanhar um autocarro de 3 horas de Amesterdão até Antuérpia - às 7 da manhã.
  2. Apanhar um comboio de Antuérpia para Hasselt (o comboio que pára em todos as estações).
  3. Apanhar o shuttle da estação de comboios de Hasselt para Kiewit - que era grátis! YAY Bélgica!
  4. Chegar ao PUKKELPOP! O maior festival de verão da Bélgica!

Depois das contas feitas, foram cerca de seis horas de viagem, naquele que ia possivelmente ser o dia mais longo da minha vida. E ainda faltavam cerca de dez concertos! 17 11 O primeiro problema com que nos confrontamos foi..."há mil e quinhentos palcos com milhões de músicos e bandas que queremos ver, como é que vamos resolver isto?". Resolvemos da maneira mais difícil, porque a clonagem ainda não existe...ESCOLHEMOS. Ficamos contentes com a escolha, mas ficamos com pena de não vermos alguns, mas fica para a próxima! 4 O PUKKELPOP é quente! Desengane-se quem pensa que o interior da Europa Central ronda os 20ºC em Agosto. Não ronda. Estavam 30ºC e um sol do caneco! Se voltar a este festival vou vestida como a europeia do sul que sou! 3 O ambiente neste festival é algo fantástico, a decoração é pensada ao milímetro e as pessoas (vindas de todo o mundo) são super simpáticas e estão lá para um objectivo comum: DIVERSÃO! 20 18 Chegou a altura de vermos os concertos e a primeira escolhida foi a Kate Tempest! A inglesa que nos faz lembrar um bocado de Sleaford Mods mas de uma forma mais controlada, incendiou a tenda CASTELLO do PUKKELPOP. A emoção que põe em palco e nas suas músicas é brutal e surpreendente. 21 19 Depois de Kate Tempest seguimos para um favorito de vários conhecidos nossos - Bear's Den no palco MARQUEE. Um concerto que pouco diferiu do que vimos no Alive! foi bom para respirar fundo naquele dia que já bastante longo. 12 Já os queria ver há meses! Quando vieram ao LUX, aqui em Lisboa eu não pude ir e fiquei a chorar por dentro. Mas  finalmente vi HOWLING ao vivo - só tive de fazer uns milhares de quilómetros! E foi exactamente aquilo que estava à espera (RY X és o Chet Faker para a minha Raquel - a "minha Raquel" sou eu já agora). 14 Esta miúda é uma maluca, mas se ela cá põe os pés eu vou vê-la, e se puder levo-a a sair com as Side Stage Girls! Um concerto super divertido, com props incluídos! Apesar de atrair um público adolescente, as suas músicas são bastante adultas tanto que na intro de "Boom Clap" fez questão de a apresentar como a sua única música "para menores". E damn ela sabe cantar. Depois do nosso momento teen voltamos constas ao Dance Hall e fomos para  palco principal ver os veteranos THE OFFSPRING - ouvimos todos os clássicos e, com a mesma energia de sempre ofereceram-nos um concerto nostálgico que nos catapultou para o início dos anos 2000s. E sim, ele continua "pretty fly for a white guy". 3, 2, 1...CORREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE 9 "Quero ficar à frente nos Tame Impala!" - e assim foi. Das três vezes que os vi até hoje, este foi o dia em que estive mais perto de Kevin Parker e companhia. Tocaram às oito da noite - os horários para estes lados são marados! E ouvi o "Currents" ao vivo! E que bom que foi...Voltem sempre que quiserem!   7 Como não podia deixar de ser, bandas que lançam novos álbuns são presenças obrigatórias nos festivais de Verão! Vi ALT-J duas vezes no espaço de um mês. Nada mudou, claro - mas por alguma razão gostei mais deste concerto, acho que me senti mais livre, ali ninguém me conhecia e podia dançar como me desse na cabeça. 6 Depois de um grande concerto vindo das terras de sua majestade, outro súbdito subia ao palco, James Blake - que partiu a loiça toda! Alternando entre uma banda e sozinho no piano, fez a noite de muitos festivaleiros que por lá andavam. A "Retrograde" ao vivo é fnsdkfndkjfndfdnd - sou o auge da eloquência, eu sei. 16 Acabamos a noite na BOILER ROOM! Entre DJs, sapatos peganhentos, cervejas entornadas e cabeças loiras foi a melhor forma de acabar este dia 22 de Agosto no PUKKELPOP. 115 Até à próxima, PUKKELPOP! (depois disto ainda passamos a noite na estação de comboio, fomos assustadas por bêbados, fomos revistadas por polícias, mas chegamos a Amesterdão sãs e salvas - e com sono, muito sono).        

A Patti Smith é visceralmente real...

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Vodafone Paredes de Coura'15- Music Sessions

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