A Patti Smith é visceralmente real...

A Patti Smith é visceralmente real...

Houve uma altura da minha vida em que achei que a Patti Smith não era real... não podia ser. Uma história de vida como a dela, a forma como escreve, como se expressa, como se move, como se mexe, como pensa... não podia ser real, era demasiado extraordinário. Tinha que ser divina. Já ouço a música dela desde que me lembro existir. Já li sobre a vida dela. Já escrevi sobre ela. Já a tinha visto no NOS Primavera Sound no Porto e aí sim... Foi o choque, assim que Patti Smith entrou em palco, desfiz-me em lágrimas. É real.

Desta vez foi diferente. Já sabia que o objectivo era o reencontro.

Já sabia que íamos ouvir Horses na íntegra e já calculava que as minhas lágrimas iam estar envolvidas na experiência eventualmente, e assim aconteceu. Horses faixa a faixa (com direito a vivermos o Lado A e o Lado B separadamente) e todos os bónus da noite: uma homenagem a Lou Reed e ao aniversário da "melhor banda alguma vez saída de New York" os The Velvet Underground, "Beneath the Southern Cross" dedicada "à vida", o Because The Night para o amor da sua vida, Fred "Sonic" Smith e o final épico de "People Have The Power", inspirador para uma geração tão apática como a nossa. «Horses foi lançado 1975 e muitos de vocês não eram ainda nascidos nessa altura» diz Patti Smith, e na realidade, do meu "grupinho Patti Smith" só mesmo o Kit era nascido. São as vozes da "My Generation" que eu quero que vocês ouçam hoje, para saberem qual é o impacto do furacão Patti Smith ainda hoje.

Kit Eaton

The moment she first stepped onto the front of the stage, the spotlight hit her and she looked at the front row--and she looked right into my eyes for a second or more. Unmistakable. It was a wonderful/bizarre/poetic moment of connection with this amazing person who's life is so big and mine is so small.

Rita Silvestre

Foi bastante emotivo, comecei a ter lágrimas nos olhos e nem sei bem porquê. Acho que foi a materialização de um ícone e de uma pessoa que admirava tanto. Foi muito emotivo, ver uma pessoa tãogrande, em termos de ideologia e trabalho, que tanto admiro.

Joana Paiva

O olhar da Patti Smith a cruzar-se com o meu como que de alguma forma dissesse: “vocês são o futuro e nós confiamos plenamente nas vossas ideias e capacidades” – foi como que um aconselhamento psíquico que não precisou de verbalização.

Leonor Pacheco

Ouve tantos momentos emocionantes no concerto que é difícil escolher só um. Mas muito provavelmente a músicaBirdland foi a que mais me marcou a noite, a intensidade com que ela declamou o poema e cantou os versos da canção foi de arrepiar a espinha. Incrível. Provavelmente a palavra certa para descrever o concerto.

Dimitri Mihajlovic

O que me surpreendeu mais foi vê-la tão miúda já com quase setenta anos. E não só na energia dela mas na voz também. Pareceu um concerto entre amigos e ela fez nos sentir acolhidos e bem vindos. Foi um prazer raro.

Vejam estes videos... A Patti Smith move-se em slowmotion na minha mente também:

Patti Smith making us her band :) #horses #music #amazing @pattismith_official @everythingisnewpt

A video posted by Kit Eaton (@rockitrocket) on Sep 21, 2015 at 4:11pm PDT

Yes Patti, you made our hearts beat hard too, with a thousand difficult emotions of longing, joy, sadness and power. @pattismith_official @everythingisnewpt #pattismith #horses #gloria #music #love

A video posted by Kit Eaton (@rockitrocket) on Sep 23, 2015 at 7:12am PDT

Obrigada Kit, Rita, Joana, Leonor e Dimi por partilharmos esta experiência juntos ♥

Monthly Special #1 - Denise Sonnemberg [video]

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