Unknown Mortal Orchestra @ Armazém F

Unknown Mortal Orchestra @ Armazém F

Unknown Mortal Orchestra

Uma das bandas que faz mais furor nesta nouvelle vague do Rhythm and Blues com um toque de psicadélico, voltou para a delícia dos fãs depois de um concerto estrondoso no Super Bock Super Rock em 2015  (que já trazia na bagagem "Multi-Love") mas nunca esquecendo a primeira vez que os vimos no NOS Alive em 2014 e tivemos a oportunidade de entrevistar Ruban Nielson.

Unknown Mortal Orchestra em recinto fechado, são outra coisa - um conjunto de mística e diversão, sem esquecer os dramas amorosos que são contados como histórias épicas, tanto pela letra como pelas melodias viciantes que saem dos instrumentos dos quatro elementos da banda. Um Armazém F cheio - de fãs, meios-fãs, amigos de fãs e outros que sabem "aquela música  que me mostraste daquela vez" - aqueceram a sala à beira-Tejo - que não tinha um lugar livre. Rés-do-chão e primeiro andar atulhados de humanos que nem as escadas deixaram vazias (e Ruban, aproveitou-se desse facto, e durante o concerto juntou-se aos seus admiradores e subiu as escadas até ao primeiro andar onde foi cumprimentado pelo Side Stage Collective em ritmo dançante). "From the sun", "So Good at Being in Trouble" e "Multi-Love" foram as músicas que mais fizeram o calor aumentar quase até ponto de ebulição - e derão origem a uma festa de dança gigante, principalmente no primeiro andar.   Ruban subiu escadas, desceu escadas, pôs-se de joelhos, de cócoras, sentou-se no chill encostado a uma coluna - fez de tudo e a sua banda lá estava para o acompanhar. E nós aplaudimos. Depois do concerto ainda houve tempo para muitas fotos, muito autógrafos - em sítios estranhos (estou a falar de ténis, calma!) - não saíram do Armazém F até se certificarem que toda a gente saía feliz. E saíram.

[A música celebra a vida. E isso foi o que se sentiu no Armazém F, bem antes de sabermos o que tinha acontecido em Paris. Na sexta-feira, a chama mágica da música ao vivo deixou de brilhar como de antes fazia; agora na nossa mente, vamos ter sempre a noção que pessoas sofreram uma das maiores atrocidades que alguma vez aconteceu no nosso mundo - o mundo da música - enquanto faziam o que mais gostavam - ver um concerto. Esta situação deixou-nos angustiadas, tristes e desiludidas com o estado do mundo. Mas a chama que deixou de ser tão brilhante ainda brilha, e cabe-nos a nós manter a chama acesa, por eles, por nós e pelos que hão-de vir. Os fãs de música irão para sempre lembrar o que aconteceu em Paris. ]

texto de: Joana Paiva || fotos de: Ana Viotti

Boogarins @ MUSICBOX Lisboa

Boogarins @ MUSICBOX Lisboa

Side Stage with… Darwin Deez @The Leadmill- Sheffield (UK)

Side Stage with… Darwin Deez @The Leadmill- Sheffield (UK)