Vodafone Mexefest | ALL THE FUN | dia 1

Vodafone Mexefest | ALL THE FUN | dia 1

O Vodafone Mexefest aqueceu as ruas de Lisboa num final de Novembro ainda com uma réstia de Verão de S. Martinho, e nós estivemos lá, na Avenida da Liberdade, correndo para cima e para baixo, apanhando shuttles e tentando entrar nas salas de espesctáculo, sempre cheias de fãs a quererem ver alguns dos seus músicos favoritos.

A Igreja S. Luís dos Franceses todos os anos surpreende, este ano contou com Anna B Savage, que nos encantou naquela atmosfera mística, só ela e a guitarra - o silêncio dos que a escutavam era norma, e foi um dos concertos esteticamente mais bonitos do festival.

Anna B Savage

Subimos para o São Jorge para ouvir a banda irlandesa Villagers. Três elementos em palco, usam metáforas para descrever a vida na costa irlandesa - uma costa lindíssima, para quem não conhece. Um folk quase tradicional daquele país, foi como passear pelos prados verdejantes da Irlanda, enquanto se bebe um chocolate quente para aquecer. Um bonito concerto, que deixou uma boa atmosfera no Cinema São Jorge.

Villagers

Akua Naru, na estação do Rossio, foi uma lufada de ar fresco. Com um quê de Lauryn Hill, trouxe ao Mexefest aquilo que de melhor se faz no rhythm and blues tocando no soul do sul dos Estados Unidos. Com uma banda e pêras a acompanhá-la encheu o terraço com uma das melhores vistas de Lisboa e mostrou que ser artista é a maior plataforma para ser activista de alguma coisa.

Akua Naru

Descemos o Rossio, e entramos em Santo Antão, era altura do primeiro concerto no maior recinto da noite. Chairlift a banda de Brooklyn provocou um efeito difícil de explicar no público. A vocalista com a sua blusa de mangas largas, tentava apelar ao psicadelismo enquanto synth-pop tocava. Foi um concerto confuso, começando pelas mangas e acabando na voz da vocalista - havia falta de sincronização entre a banda. Ficamos indecisas. Não foi do melhor. E nós aproveitávamos muito melhor aquelas mangas de fada.

Chairlift

Demob Happy que caraças! Como é que eles ainda não são famosos em todo o lado? Oriundos de toda a Inglaterra - a sério, tipo 5 cidades diferentes, deram origem a moches (como é comum) no Ateneu - aquela que prova sempre ser o recinto mais pró-rock do Mexefest.

Demob Happy

Karol Conka, a rainha do Brasil veio a Portugal para dar cabo do TANQUE! Uma antiga piscina cheia de aficionados da música mais quente que se faz do lado de lá do Atlântico. Activista LGBT, Karol Conka quebrou barreiras e pôs todos a dançar e a abanar a peruca - até aqueles que se intitulam de hipsters - aqui ninguém que saber. Só querem é dançar. Nota: Aquele cabelo cor-de-rosa é qualquer coisa de especial.

Karol Konka

Bully - não acredito que eu (Joana) só ouvi uma música deles - girl power ao máximo com esta banda. Mas eu (Ana) fiquei lá até ao fim e a energia foi incrível! É de bandas como Bully com quem recarrego energia, bebo todo o power que nos lançam, os remoinhos do mosh, tudo! A Garagem da EPAL foi o cenário ideal para receber os Nashvillianos pela primeira vez, e pelo impacto que causaram, têm que voltar em breve (uma amigo nosso apaixonou-se de tal maneira pela Alicia Bognanno que acho que se quer casar).

Bully

Titus Andronicus foi a minha (Ana) próxima paragem, seguindo o comboio "malta do rock que vai ao Mexefest para partir tudo"... Sim há um grupo, o pessoal dá tudo o que tem e diverte-se genuinamente (nada de bater palmas com os dedinhos porque é cool na Alemanha e não estraga o penteado). Titus Andronicus partiu absolutamente tudo, levei banhos de cerveja, acho que até levei com um deles em cima mas não posso garantir porque fui ao chão e já não vi a situação. Conclusão da história: O Palco do Atneu é das maiores bombas do festival!

Titus Andronicus

Quando é para falar de Benjamin Clementine nunca sabemos bem o que dizer. Acabado de ganahr um Mercury prize, encheu o Coliseu até este rebentar pelas costuras. Até o nosso lugar secreto no Coliseu estava invadido por curiosos - não é justo. Ao piano, canta que se farta, é um ídolo de muitos e alguns até o descrevem como um anjo. Benjamin é puro e duro - sincero e abre o seu coração em palco. Actualmente há poucos artistas tão completos como ele.

Benjamin Clementine

Não era Mexefest se não acabássemos a dançar que nem umas malucas. O primeiro ano em que fomos ao Mexefest acabou no Coliseu, o ano passado - bem, já não me lembro e este ano acabamos no Tanque ao som de San Holo - dj/produtor holandês . Foi um fim de noite espectacular, com remixes de músicas da actualidade e alguns - muitos - throwbacks.  Obrigada Han Solo, desculpa, San Holo - que a força esteja convosco!

San Holo

texto de: Joana Paiva e Ana Viotti fotos de: Ana Viotti e Carlota Caldeira Cover GIFS: Carlota Caldeira

Vodafone Mexefest | TODA A CORRERIA | dia 2

Vodafone Mexefest | TODA A CORRERIA | dia 2

Boogarins @ MUSICBOX Lisboa

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