HOZIER | Coliseu de Lisboa | 16 de Janeiro

HOZIER | Coliseu de Lisboa | 16 de Janeiro

Ontem foi o dia.

Depois de uma espera de dois anos - quase três, Hozier veio FINALMENTE a Portugal. As apostas foram muitas: "CLARO QUE ELE VÊM AO - inserir nome de festival aqui - DE CERTEZA", ou " Se não veio ao dito festival - claro que vem ao Coliseu ou ao Armazém F. E assim foi, depois da época dos festivais acalmar e da nova season de concertos começar, o Hozier aterrou por estes lados, finalmente.   A espera foi longa para as dezenas de fãs que se encontravam na fila da entrada para o concerto desde as 8 da manhã. Quando se gosta de música - a dedicação não tem limites - vá lá, cumpre, se calhar os limites legais, pelo menos. O entusiasmo da abertura de portas antecipava uma noite memorável no Coliseu dos Recreios, a única sala em Portugal onde poderia ser a estreia do Hozier. Com um fluxo lento de pessoas a entrar, mas persistente, o Coliseu encheu, como se estava à espera. A primeira parte esteve ao cargo de...

RHODES

Rhodes

Uma voz da qual não estávamos à espera. Sabíamos que em álbum era bom, mas não é comparável ao concerto ao vivo. Apenas ele e a guitarra, encantou o público - principalmente um grupo do lado direito do palco que entoava em uníssono todas as suas músicas, principalmente "Close your eyes" e o seu single com Birdy, "Let it All Go". Depois, da espera chegou o momento...

HOZIER! HOZIER! HOZIER!

Chegamos aos prados da Irlanda, com a voz inconfundível de Hozier a guiar-nos pelas colinas de uma forma única. A setlist foi o sonho de qualquer fã. Não sabíamos que Hozier tinha uma veia de comédia. E de apresentador, mas já lá vamos. Acompanhado de uma banda com acordes minuciosos, a música foi mais do que exaltada. Hozier é adorado pelo público português, mesmo depois da enorme espera.

Hozier

Quem não estava à espera de uma recepção foi o próprio Hozier - que já cá tinha estado com a família de férias - como todas as pessoas que vivem no Atlântico Norte. As músicas são tão ricas em melodias fortes, e com a voz de Hozier a acompanhar não há falhas. Todas as músicas mereceram um acompanhamento do público, com elogio do próprio Hozier. O inglês dos portugueses é de louvar - só o ritmo para bater palmas é que não! A SÉRIO. "Take Me To Church" a música que assombra a mentira e eleva a indignação foi a que mereceu mais louvor do público - claro também por ser o primeiro single de Hozier. "Cherry Wine", "Like Real People Do" e "Someone New" - o hino de quem quer ultrapassar um heartbreak foram outras que ficaram na nossa memória. Aquilo que não gostamos tanto foi a "Blackbird" - um cover dos Beatles, que ele fez com muito carinho, mas que foi fraquinha, esta música não pode ter um twist, é magnífica da maneira que sempre foi. Uma guitarra e uma voz forte.

Lista de 10 coisas que ficaram na nossa memória para além do que está referido acima

Hozier

  1. Ele é da Irlanda. Tinham dúvidas? Não tenham. Se tiverem, não se preocupem ele repete.

  2. A Irlanda parece perigosa, encontram-se cadáveres nas Wicklow Mountains - medo.

  3. Ele adora a Alana, a rapariga das cordas. Eles são amorosos a cantar juntos. E ela é uma cantautora maravilhosa (http://www.alanahenderson.com/) - de nada Hozier, pagas-me um cerveja depois.

  4. O momento em que o Hozier saltou o cabelo: houve um aumento exponencial de ferormonas. People went bananas. B-A-N-A-N-A-S.

  5. As pessoas gostam genuinamente de ouvir o Hozier a cantar.

  6. O Hozier gosta genuinamente de ouvir que as pessoas gostam de ouvi-lo cantar - humildemente, claro - e com muita timidez.

  7. Ainda bem que há música entre o discurso do Hozier. Ele fica muito facilmente envergonhado.

  8. Ele agradece a TODA A GENTE DA EQUIPA! luzes, som, management e banda - bom rapaz, este André.

  9. Alguém gritou: "És uma bela seleção cromossómica!" Bem, nada contra. Deu-lhe uma voz do caneco.

  10. O Coliseu quase foi abaixo na chamada do encore. 3 vezes!

NOTA: Continuo a adorar o facto de chamarmos pessoas ao palco com o riff da "Seven Nation Army" - se alguém tiver um feud com os Whites, aqui está bem lixado.

texto: Joana Paiva // fotos: Ana Viotti // video: Ana Viotti

NZCA LINES // "Infinite Summer" // Review

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Street Stage Berlin - Lexodus

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