NOS Alive'16: Top 7 do dia 7

NOS Alive'16: Top 7 do dia 7

Em 2013 estas fadas não voavam nem tinham descoberto o poder mágico das tecnologias, de uma mensagem ou de um posto médico. Mas dois meses depois da sua primeira experiência junta no reino do NOS Alive , o Side Stage Collective foi criado, as aventuras não pararam e o festival deixou-lhes praticar os seus poderes, lançar feitiços e combater o mal ao som da melhor música. Em 2016 estamos de volta  e este é o top 7 do dia... 7.

7. Robert Plant + Pixies, os clássicos: Num dia visivelmente orquestrado para atrair um público mais adulto, tivemos o direito de ver com os nossos próprios olhos o magnífico Robert Plant, para muitos o deus do rock psicadélico – ex-vocalista de uma das maiores bandas de sempre, Led Zepplin. Apesar de se ter focado no seu novo projecto com os space shifters, que tem direito a sons influenciados pela América do Sul, não deixou de fazer a alegria de muitos e tocar êxitos de Led Zepplin, como “Dazed and Confused”. Para além deste onda vintage, tivemos a rever Pixies – no entanto, o reencontro apesar de ter tido direito a novas músicas, foi sublinhado por uma banda em declínio – com vocais tremidos e arranjos fora de timing – e, para os mais novos, foi só mesmo para cantar em coro “Here Comes Your Man” – reconhecida música do filme de culto 500 Days of Summer – stay relevant, friends

pixies
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6. The 1975: um portal mágico, muitas cores e guilty pleasures A passagem no portal mágico do vale Heineken para a montanha principal foi dada aos The 1975. Com novo visuais, e não estamos a falar só do cabelo, este concerto serviu para apresentar ao público português o seu novo álbum (ainda estou apaixonada com o vinil) mas não deixaram os nossos guilty pleasures de parte. “The Sound” e “Girls” deram inicio a um belo primeiro dia no NOS Alive. Levaram os fãs do Heineken de há dois anos para o palco NOS, este ano, e é claro – fizeram furor. Talvez devido aos emigrantes ingleses pós-brexit mas também ao amor platónico dos milhares de adolescentes por Matt Healy. A verdade é: Eles são sempre divertidos e estranhos, sempre estranhos.

the1975

5. John Cooper Clarke: When crazy meets brilliance

Nunca na minha vida me atreveria a sonhar que iria ver O DOUTOR John Cooper Clarke à minha frente, muito menos em performance. Foi arrepiante a velocidade de palavras por segundo e não me contrariem mas “Evidently Chickentown” é um dos maiores poemas alguma vez escrito. O palco estava dominado por brits e nós, mas...tínhamos de ver o escritor de “I Wanna Be Yours” – mal sabem os miúdos para lá do Heineken que perderam o “pai” do Alex Turner.

dr john cooper clark

4.Vintage Trouble: O rhythm and blues ali mesmo, em Algés

Trazer o ritmo do R&B a um festival que assenta em música rock, independente e alternativa podia ser um risco, se não estivéssemos a falar dos cavalheiros Vintage Trouble – que se vestem à la bartenders do faroeste com um vocalista que de certeza que está sempre ligado a um gerador. Foi magnífico revê-los.

vintage trouble

3.Wolf Alice: Ellie, o vestidinho vermelho e os três gigantes

Existe uma banda que aparece em todas as rádios, revistas e recomendações inglesas. Sim, estou a falar dos Wolf Alice. Nomeação para um Grammy e Brit Award: Checked. Um dos melhores álbuns de 2015: Checked. Um single com o nome da nossa capital: Checked. Ellie, o vestidinho vermelho e os três gingantes encantaram todos os lobos maus com “Bros” e “Lisbon” (claro) combinando com acordes e ritmos que só vêm dar resposta ao seu sucesso. Bem podiam vir os três porquinhos assoprar o Heineken, que não iam conseguir.

wolf alice

2. John Grant: de lágrimas para os melhores passos de dança

As fadas Ana e Joana já tinham assistido aos encantos (com lágrimas misturadas) de John Grant, mas a Raquel só assistiu aos três cancelamentos de entrevistas. Ainda há (pouca) esperança, não se preocupem! Desta vez conhecemos um John Grant que estava e nos fez genuinamente felizes. “Pale Green Ghost foi A música mas é impossível não deixar o teu corpo se levar ao som de “You & Him”. Não quero chorar mas tenho só de dizer que o Grant tem um lugar muito especial no nosso coração e é uma das razões que decidimos criar o Side Stage (agora deixa-nos entrevistar-te).

john grant

1. The Chemical Brothers e Throes + The Shine. Ponto.

As baterias estavam carregadas mas habituarmo-nos a este ritmo não é fácil. Principalmente se já te esqueceste o que é a luz solar. The Chemical Brothers vieram encerrar o primeiro dia no reino do NOS Alive e também encerrar o nosso top. Mas não os únicos. Decidimos incluir os nossos irmãos Throes + The Shine. Por um lado temos a cabeça de cartaz que levou o reino do NOS Alive pular com um espetáculo único de luzes e visuais em “Galvanize” enquanto que “Hey Boy Hey Girl” levou-nos a um dos melhores momentos de dança e diversão que tínhamos assistido há muito tempo. Sei que muitos dos unicórnios até se esqueceram da existência de estupefacientes. Por outro lado temos a banda portuguesa que é muito adorada pelas fadas. Não interessa se estamos felizes por termos conhecido um Kevin parker ou tristes porque a vida não é assim tão bonita, Throes + The Shine sabem sempre dar um bom espectáculo e solta os melhores kuduros que nunca pensamos ter em nós. E que na verdade não temos.

throes and the shine
chemical brothers

Até amanhã. Top 8 do dia 8.

Texto: Joana Paiva & Raquel Candeias

Fotos: Ana Viotti & Arlindo Camacho (Robert Plant)

Ilustração: Leonor Pacheco (Melhor Ilustradora de Sempre)

NOS Alive’16: Top 8 do dia 8

NOS Alive’16: Top 8 do dia 8

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