NOS Alive’16: Top 8 do dia 8

NOS Alive’16: Top 8 do dia 8

A noite foi curta, mas as fadas do Side Stage conseguiram recarregar as baterias das suas asas para voltar ao reino do NOS Alive. A deusa do sol estava sozinha de serviço por isso os elfos vindos do bazar Wells ofereciam poções mágicas de protector solar para proteger deste mal abrasador. Neste dia o poder australiano foi promovido e as fadas não pararam nos seus encontros, desencontros e reencontros. Bem-vindos ao top 8 do dia 8!

8. Dj a Boy named Sue: a melhor banda sonora de um waffle especial

A tradição do snack da uma da manhã não podia ser esquecida. Desta vez fomos para a opção mais doce, o waffle, e voamos até AO palco mais perto da banca. O nosso adorado Coreto recebeu um dos nossos DJs mais queridos de Portugal DJ, a boy named Sue. A noite de dança estava guardada para os Hot Chip(s) mas ninguém pode ficar indiferente aos clássicos do baú do Sue. Tiago pires juntou o novo e o velho num set moderno (à sua maneira) e algo sensual.

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7. Years & Years: o pop britânico que está a fazer este mundo melhor

O publico ainda estava a derreter mas lentamente juntou-se ao Olly que com todo o gás fez aquela hora memorável. Y&Y estão a unir a comunidade LGBTQ+ e aborda temas como ansiedade e depressão que não devia ser um taboo. Obrigada. Com os melhores temas e a melhor disposição, Years & Years repetiram inúmeras vezes o quanto estavam felizes por finalmente virem a Portugal. Os festivaleiros retribuíram com gritos e passos de dança apertados, porque a luta pela primeira fila era dura, para criar ali uma pequena rivalidade com o Olly (aceito umas aulas).

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6. Hot Chip: dance the night away. We’re ready for the floor!

O segundo dia quase a chegar ao fim e a última coisa que faltava fazer era celebrar mais um dia magnífico de música, calor e muita música. E que melhor forma de acabar que sem sapatos no nosso cantinho do palco Heineken com amigos? E fazíamos esse “over and over” – se ainda não tivéssemos mais um dia de festival.

hot chip

5. Foals: a nossa memória vale mais que ouro

À terceira é de vez. Decidimos ver Foals de uma outra perspectiva. Já os tínhamos visto ao ar livre e num coliseu. Escrevemos e fotografamos das duas vezes mas nunca tínhamos feito parte da plateia. Não sei se os gregos são como a sardinhas, mas sei que o pequeno pai Yannis trepava todas as macieiras para chegar onde quer que fosse neste caso ao publico português que não prescinde de um “Spanish Sahara” ou “Inhaler”. Aceitamos ideias para a nossa quarta vez.

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4. Courtney Barnett : surfar e dar mãos a estranhos (Raquel)

Surfamos até ao palco Heineken mais uma vez, para ver uma das nossas artistas favoritas: Courtney Barnett. Em 2014, tivemos a oportunidade de a entrevistar numa altura em que Courtney se estava a dar conhecer ao mundo e agora dois anos e um novo (fantástico) álbum depois voltou a um Portugal agora com cartazes, letras decoradas e muitos Barnetts. A fada Raquel não conseguir muito esperar e juntou-se aos anões para cantar “Avant Gardener” ou dar as mãos com um estranho em “Depreston” porque a Courtney merece isto e muito mais.

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3. Jagwar Ma: Mais especial não há.

Da última vez que vimos Jagwar Ma uma de nós dormia em pé, enquanto as outras duas ficavam histéricas quando ouviram “Man I need” ou “Come and Save me” – a música vinda de Perth está a dominar o mundo, e Jagwar Ma e Tame Impala são só duas das bandas. Para além de temas conhecidos, tocaram músicas do novo álbum que está prestes a sair, até lá tens OB1 para ouvir. Ah, e vimos o concerto do “side stage”, o que foi uma experiência diferente – e apoteótica.

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2. Tame Impala: when boobs are out and everyone goes B-A-N-A-N-A-S.

Os Australianos favoritos de...toda a gente. Um dos favoritos do festival sem dúvida. Este concerto teve direito a tudo, TUDO. Confettis, mamas, pénis...Esperem o quê? Sim. Para além de ouvirmos “Elephant” também tivemos de ver a tromba de um. Não consigo definir Tame Impala de uma forma científica portanto foi um místico abraço quente daquele unicórnio amigo que já não vias desde que entraste no portal de entrada para o reino do Norte. Faz sentido? Não. Nem mostrar as mamas à frente da câmara. #feminism

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1. Radiohead : sim, ouvimos a “Creep” e vou contar isso aos meus netos

O primavera Sound foi bonito. Através de um computador, numa cidade inglesa , mas foi. Um mês depois, ali estávamos no NOS Alive, a imaginar o Thom Yorke a desfrutar o festival no seu Quiet Room. Não deixa de ser difícil de acreditar que depois destes anos os Radiohead conseguiram ser tão intensos em “Karma police” e fazer canções como“Burn the Witch”, levando a plateia a este estado de emoção tão fucking special. Dois encores foram o suficiente para acabar com o suspense e dar o que todos nós estávamos à espera. Sim, “Creep” foi cantada com ou sem vergonha, sendo ou não estranhos. Naqueles minutos, todos sentimos o mesmo. E quando digo todos, quero mesmo dizer todos.  

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Até amanhã. Top 9+1 do dia 9 no 10. aniversário do NOS Alive.

Texto: Joana paiva & Raquel Candeias

Fotos: Ana Viotti,  Raquel Candeias (Y&Y) e Arlindo Camacho (Foals)

Ilustração: Leonor Pacheco (Melhor Ilustradora de Sempre)

NOS Alive’16: Top 9 (+1) do dia 9

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NOS Alive'16: Top 7 do dia 7

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