NOS Alive’16: Top 9 (+1) do dia 9

NOS Alive’16: Top 9 (+1) do dia 9

Mesmo a recuperar do dia em que concretizaram muitos dos seu sonhos, as fadas do Side Stage Collective estavam prontas para lançar os seu melhores feitiços e utilizar as poções mágicas que ainda tinham escondidas nas suas asas. E é assim que vem o dia 3. De bandas animalescas a festas de aniversário do NOS Alive, este festival não é só feito de música. Bem-vindos ao top 9+1 do dia 9, a celebrar o 10. aniversário do NOS Alive.

9- Calexico: o flair para lá das Américas

Calexico, podemos contar sempre com eles para um coisa: aquecer uma sala, ou tenda com o suor que provocam nos tugas que dançam como se fossem dançarinos de flamenco profissionais. O folk com um pitada de flair latino faz com que Calexico sejam dos actos mais divertidos, porque eles mesmos, em palco fazem questão de se divertir como o caraças. Ah, não podemos esquecer que foi aqui que começou a invasão do palco por membros dos Arcade Fire, Win Butler foi o primeiro, a pegar na guitarra e afinar com os Calexico.

calexico

8- Savanna: encontramos um NZCA/Lines com a energia de um furacão

Quando chegamos ao palco Raw Coreto acreditamos que Michael Lovett de NZCA/Lines se tinha encantado com o império português e com os Savanna. Não, não era ele. Mas não interessa. Savanna nunca tinha chegado aos meus ouvidos mas em minutos, o meu sangue passou a sentir toda a sua energia. Uma energia inesquecível que dão em, passo a citar “Nas melhores fotos que já tiraram ao Miguel” (claro que foi a Ana a tirar). Valorizem o talento dos nossos unicórnios e parem de ser parvos.

savanna

7- Little Scream: Hoje é o dia do Canadá, em todos os palcos

Também neste concerto tivemos direito a um membro de Arcade Fire a acompanhar na guitarra, desta vez Richard Reed Parry – eles estão em TODO O LADO! Little Scream, num Heineken a compôr-se fez questão de mostrar o que valhe...e esta americana é uma das inteligentes, emigrou para o Canadá antes do Trump ser eleito! “Love is a Weapon” pôs um pequeno coro em êxtase no público, portanto well doneI!

little scream

6- José González: O ananás ficou em casa mas a festa foi a mesma

Já fizemos parte da banda de José Gonzalez, mas desta vez o ananás ficou em casa e tivemos apenas a ouvir e apreciar aquilo que o cantautor sueco de nome claramente espanhol tinha para dizer em forma de melodia. Mais um vez, com um sorriso nos lábios e camisas coloridas com flores, caprichou na setlist e obdeceu aos fãs que pediam êxitos como “Heartbeats” e “Let it Carry you”.

jose gonzalez

5- Band of Horses: domesticados e simpáticos

E para começar as bandas animalescas vamos soltar já os cavalos. Estes são domesticados e bem calmos. Trouxeram o álbum novo “Why Are You Ok” na sua carroça mas não deram saltos muito extravagantes. A simpatia dos potros Ben, Tyler, Ryan, Bill e Creighton não foi posta de lado e muito menos os grandes hits “The Funeral” e “No Ones Gonna Love You”. Foi um bom concerto, numa hora de jantar, para uma plateia que ansiava o prato principal.

band of horses

4- Jiboia + Galgo + Whales: Somos campeões e não é só no futebol

Os portugueses estiveram em força neste dia. Desde o pop electrónico dançante de Whales que lançaram o público no palco clubbing, ao electrizante psicadélico som de Galgo e Jibóia com os seus arranjos lá vindos do oriente – aqui mostramos, por vários palcos que há talento e boa música em Portugal. E para além disso, está tudo obcecado com dar nomes de animais a bandas? Há um clube? E nós não fomos convidadas? ESTÁ BEM, está.

jiboia
Galgo
whales

3- HANA + Grimes: irmãs separadas à nascença

No dia anterior tivemos os Y&Y a unir a comunidade LGBTQ+ mas neste dia essa união foi transmitida pelo sexo feminino. Os vales Clubbing e Heineken uniram-se com as amigas HANA e Grimes que por razões semelhantes se uniram. O dream pop começou com a HANA no palco Clubbing a cantar “Clay” e “Avalanche” e a concretizar um sonho que tinha há muitos anos: tocar em Portugal. Mais tarde tivemos de dar uns belisques ao publico do palco Heineken. Sim, a Grimes (acompanhada pela HANA, 2-1 porque merecemos) estava no palco a cantar, a dançar e a falar mandarim só para o NOS Alive. Dois sonhos do pop juntos num só dia, numa só realidade.

HANA

  2- M83: Quando as histórias se tornam em filmes

Há tanto tempo que queria ver M83 ao vivo, a minha companhia de noites épicas, em que penso que posso fazer tudo e tudo está ao meu alcance. E depois acordo, olá realidade. A atmosfera estava ao rubro, e, como eu, estavam milhares à espera daquela que é uma das bandas com músicas mais épicas da actualidade. Valeu tanto, mas tanto a pena. Só faltou mesmo a “Oblivion”, mas fica para a próxima, prometido? Entretanto vou fazer de conta que estou a escrever um guião para jovens pseudo-angustiados que vivem na corda-bamba e que decidem fazer uma roadtrip num descapotável à noite enquanto ouvem a “Wait” – familiar? Eu sei...

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  1- Arcade Fire + 1 : After party (não há fotos disponíveis! que sorte a nossa)

“Algo me diz que não vou conhecer muitas músicas dos Arcade Fire” deve ter sido uma das coisas mais erradas que ouvimos no festival. Quando pensavas que não conhecias a próxima canção, eras logo confrontado com um dos grandes hits da banda canadiana. A salada de instrumentos conjugada com a cumplicidade do grupo que ao fim de contas é todo família, é transmitida pela energia e coros afinados. Na semana seguinte ainda estávamos com “Wake Up” na cabeça e foi esta a música de celebração da vitória de Portugal no Euro. David Guetta, ouve e aprende. Depois de uma curta paragem no vale Heineken para ver os nossos adorados Ratatat, encontramos a melhor surpresa do festival. O +1, que torna isto o top 10 para celebrar o décimo aniversário vai para a after party na sala de imprensa.  Desde à melhor organização do NOS Alive ao melhores colegas que temos o privilégio de trabalhar neste festival, todos tiveram a oportunidade de deixar os computadores de lado, agarrar numa das muitas bebidas que tínhamos disponíveis (antes que atores de telenovelas as ponham dentro do casaco. Eu desculpo-te José) e simplesmente dançar. Um obrigada a todos vocês por fazerem o NOS Alive um reino tão especial e ser um dos festivais mais esperados do ano.  

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Até para o ano!

Texto: Joana Paiva & Raquel Candeias

Fotos: Ana Viotti & Arlindo Camacho (M83 e Arcade Fire)

Ilustração: Leonor Pacheco (Melhor Ilustradora de Sempre)

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NOS Alive’16: Top 8 do dia 8

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