MIL – Lisbon International Music Network 2018

MIL – Lisbon International Music Network 2018

Será que já podemos declarar como aberta a época de caça aos festivais ?

O MIL este ano veio mais cedo para o fazer, e trouxe um dia extra para não dizermos que foi bom mas nos soube a pouco.

No passado dia 4 tivemos a festa de abertura do que é mais recente festival de música e network em Portugal, e para isso tivemos  por cá os que melhor sabem celebrar a festa é claro que estou a falar dos Boogarins eles tomaram o MIL e Portugal em geral de assalto, tocando no continente e ilhas ainda organizaram juntamente com o MIL um open call com os fãs no estúdio HAUS, que consistiu em juntar a banda com os fãs para fazerem música apenas através de um iphone.

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Para o concerto de abertura trouxeram consigo nomes já conhecidos do panorama português tais como The Legendary Tigerman, também conhecido por "O famoso Tigrão", PAUS e os Capitão Fausto. O set foi dividido entre musicas dos próprios Boogarins e músicas exclusivas criadas com os convidados também no estúdioHAUS dias antes da grande abertura. [themify_col grid="3-1 first"][/themify_col][themify_col grid="3-1"][/themify_col][themify_col grid="3-1"][/themify_col]

Dia 5

Se no dia 4 não chegou para vocês dia 5 começamos outra com os Boogarins, e não me venham dizer que estão enjoados por que eu sei perfeitamente que é mentira, é tão bom teres meninos por cá ainda hoje deixam a saudade, será que este ano ainda vamos voltar a ouvir falar deles, esperemos que sim ;).

Nem tudo é música que se faz no brasil e quem o pode dizer é Mr. Gallini que largou por instantes os Stone Dead para nos dar a solo a sua música, Lovely Demos é bom e sabe-nos bastante bem, com o concerto de Mr. Gallini a aproximar-se do final é tempo de correr de novo para dentro do MUSICBOX, que bom chegar e ser recebido pelo som mágico dos Best Youth, se há razão para acreditar na música que se faz em Portugal devemos isso em parte a esta dupla do Porto, do Porto vamos para Barcelos ou melhor vamos só até ao Sabotage, onde só os mais fortes habitam ao som do rock mais puro e sujo dos Killimajaro, estes 3 não estão para brincadeiras e se não estavam preparados mais valia não terem entrado mas agora mais vale aproveitar porque não é todos os dias que temos rock à seria.

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[themify_col grid="3-1 first"][/themify_col][themify_col grid="3-1"][/themify_col][themify_col grid="3-1"][/themify_col] Se não estas para transpirar sempre podemos dar uma voltinha até ao Viking, onde um dos mais recentes e mais promissores nomes do hip-hop nacional faz presença, é claro que estamos a falar do NERVE, ele que no meio de beats nos leva no meio dos seus pensamentos através da sua voz, quase nos sentimos num recital de poesia. Mas para quem se perdeu nos pensamentos do NERVE e ainda quer mais Rock and Roll é so passar pelo MUSICBOX porque lá é está quem melhor nos sabe brindar com o melhor Rock and Roll, sim estamos a falar de Paulo Furtado mais conhecido como The Legendary Tigerman mas penso que já dispensa apresentações apenas podemos dizer que é encarnação do Rock and Roll em pessoa.

Mas infelizmente ou felizmente, nem tudo na vida é Rock e essa foi talvez uma razão para transformar o B.Leza numa frenética pista de dança ao som de Moullinex, o Dj e Multi-instrumentista apresentou o seu mais recente trabalho Hyper Sex num concerto que celebrou o amor.

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Se há pouco estávamos entre os grandes do Rock, posso vos dizer que não são eles os únicos que sabem fazer barulho, Chinaskee & os Camponeses ainda dão os primeiros passos mas já caminham a passos largos e bem que acompanham o passo dos mais velhos.

E pouco antes de nos despedirmos deste dia, ainda sobrou tempo e energia para ir até Espanha ao som dos The Zephyr Bones, e que viagem incrível, o dream pop/ psychedelic pop deste 4 encheu nos o coração e alma para voltarmos no dia seguinte leves e prontos para mais um dia de MIL.

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Dia 6

Já estamos na reta final desta edição do MIL, mas o dia acabou de começar e já há tanto para fazer, porque afinal de contas o MIL não é só concertos também há inúmeros Talks, Masterclasses, Keynotes, Presentations e Film Screenings portanto não há tempo a perder, e entre corridas pela chuva conseguimos chegar a rua das Gaivotas para assistir a masterclass "IF IT'S A BRAND, THINK LIKE IT: MUSIC MARKETING STRATEGIES FOR BANDS" de Matthew Errington diretor School of Music Business of London que partilhou connosco a sua experiência e estratégia de marketing para ajudar a construir a marca de identidade de uma banda. Após esta incrível masterclass é tempo de enfrentar a chuva de frente para podermos ver um documentário de Rui Portulez chamado "I Love my Label" onde vários músicos portugueses falam sobre a realidade de vir ver apenas da música em Portugal.

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 Depois das conferências da manhã é hora de repor algumas energias, ou melhor trocar de roupas para ver se não somos apanhados de surpresa pela chuva outra vez. Após secos e jantados estamos prontos para mais uma noite de correria pelo Caís do Sodré, e que comece mais uma maratona. A primeira paragem é no Sabotage, sim ficamos com saudades do Rock de ontem e decidimos voltar, os Fugly chegaram de Tour europeia e embora cansados dessa aventura ainda estavam com folgo suficiente para inundar a pequena sala de mosh e alguns empurrões, algo que já estávamos há espera deste grupo do Porto. E se é o Brasil que marca esta edição do festival não é só aos Boogarins que devemos isso, mas também o devemos a Labaq, que através do som dos seus sintetizadores e da sua guitarra nos embala nas suas harmonias e ambiências musicais, quase que nos lembra a edição passada do festival com a Surma, sim Labaq lembra um pouco da nossa Surma, que bom que seria termos estas duas juntas não é verdade ? mas nem tudo dura para sempre mas se queremos mais calma e tranquilidade basta apenas ir do Lounge até Rive Rouge onde Luís Severo já começou a encantar todos os presentes com a sua tímida voz acompanhada apenas de um longo piano de cauda, se a coisas que vale a pena ver nesta vida é este homem. [themify_col grid="3-1 first"][/themify_col][themify_col grid="3-1"][/themify_col][themify_col grid="3-1"][/themify_col]

E do nosso amigo Luís Severo, passamos para outros amiguinhos os Mighty Sands, eles que nos levam numa viagem pelo surf rock, se há som que cheira a verão é o som destes meninos, com apenas dois EP's até ao momento tem músicas suficiente para nos refrescar, dos sons que sabem a mar e praia passamos para o uma das melhores coisas que podemos ouvir por cá, sim senhor estou a falar de Bruno Pernadas, o jazz modernizou-se e proliferou pelos nosso ouvidos, é como sentir a primavera entrar em nós através da música, se a música portuguesa tem sido cada vez mais reconhecida dentro e fora de fronteiras é com artistas assim. Ainda com vontade de dançar e sem horas para regressar a casa? Pois nós também e por isso é que decidimos encerrar a noite e esta edição ao som dos franceses Futuro Pelo e que surpresa bastante agradável, ninguém dentro do MUSICBOX, consegui-o ficar parado sem abanar a anca.

Que maneira melhor de acabar mais uma edição do MIL Lisboa, e que ótima forma de entrar na corrida aos festivais de 2018,.

Texto: Vítor Cavalheiro

Fotos: Ana Viotti, Pedro Colaço,Maria Gavinho, Alicia Gomes, Jaime Pires, João Fernandes, Afonso Carqueijeiro, Helena Duque e Ana Pedras

The KVB @Hard Club | Porto

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Side Stage interviews... Boogarins

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